Pular para o conteúdo principal

Postagens

Um pedido de desculpas

Hoje estou aqui para me desculpar com alguém. Poderia muito bem falar diretamente com a pessoa para a qual as desculpas devem ser direcionadas, e poupar você de ler minhas chateacoes, mas resolvi que seria  melhor me expor. Me comportei extremamente mal com uma antiga amiga e não sei até hoje o que aconteceu comigo. Ainda me questiono e não sei a resposta para tal comportamento. Pode ser que eu tenha me calado algumas semanas antes e tudo explodiu em quatro dias; pode ser que tenha sido a decepcao com o clima que nos forçou a ficar mais em casa, e não nas praias baianas como pretendíamos; pode ser também que tenha sido a distância, o estresse comum do Brasil, o ficar mais velha e não entender que algumas coisas ficaram definitivamente no passado, ou quem sabe, o fato de ela ser mae há pouco mais de quatro anos e eu há mais de vinte e cinco, e achar na minha soberba, que estou mais certa que ela. Enfim, pode ter havido vários motivos que explicassem meu péssimo comportamento, mas o fat…
Postagens recentes

Florinha

Minha menininha já está com quase dois anos! Como o tempo passa rápido! Nem parece aquela coisinha minúscula que colocaram no meu colo, segundinhos depois de nascer. Toda independente hoje em dia, ela faz questão de comer sozinha, tenta se vestir só e passa o dia todo, tirando e colocando roupa, mesmo que sejam calcas com um perna só, suéteres do lado avesso ou saias como blusas. Poe seus laços nos cabelos, tira e poe colares e pulseiras coloridas e anda de sapatos enormes pela casa, que não pertencem a ela. Quando está na rua - o que ama fazer, já que basta saber que vamos sair, que já vai colocando os sapatos e dessa vez, os certos - quer andar só! Nem gosta de nos dar a mão, andando em pulinhos alegres e serelepes e apontando tudo em volta. Se alegra com as menores coisas, e até mesmo o movimento da poeira que aparece com algum raio de sol, a faz radiante. No playground tenta ser ousada e corajosa, subindo e descendo de brinquedos que antes, seu irmãozinho não se arriscava. Ela é …

Nossa viagem ao Brasil

Pois é, estivemos no Brasil. Fazia quatro anos que nao íamos, pois quando nos programamos para ir, houve uma gravidez inesperada e o bebê precisava completar um ano até tomar a vacina contra febre amarela. Quando essa fase foi completada, tínhamos que esperar o menino terminar o ano letivo, que aqui é no fim de julho.  Entao, o fim de julho chegou e fomos! E que alegria!
Antes passamos uma semana em Cuba, que com exceção do mar maravilhosamente belo, de água quase morninha, nao me agradou. É um país muitíssimo atrasado, com serviços muito lentos, com uma comida não muito boa e prédios totalmente destruídos, como se tudo tivesse passado por um bombardeio. Aquele lugar é visualmente, horrível! Desculpa aqueles que amam Cuba, mas não deu pra mim.  Meu marido vem da antiga Alemanha Oriental e nesse tempo em que o país vivia uma ditadura, só era permitido a eles viajar para pouquíssimos lugares, e um desses, era Cuba, obviamente pelo fato de ser um país comunista. Mas, somente agora deu…

Os excessos dos dias atuais

Essa coisa de rede social é um treco muito doido mesmo. Às vezes, me pego pensando aonde vamos parar. A quantidade de fotos e na sua maioria, altamente filtradas, que somos bombardeados constantemente, é uma loucura! Sabe o que a Bíblia fala disso? "Que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos...

Outro dia minha irmã falava sobre como as pessoas estão ficando irreconhecíveis. Ela mostrou a selfie de uma conhecida dela, passada por inúmeros filtros e postada, obviamente, afinal, se não é postada, não é selfie! A moça estava tão estranha e apagada na foto que me lembrou aquelas imagens impressas que a família distribui em missa de sétimo dia. Estamos todos como mortos e já nem percebemos! Só falta, como diz minha mãe, jogarem a gente num buraco e enterrar, porque já morreu... Falo de redes sociais porque é o que observamos todos os dias. Parece que já nem temos vida fora delas. Já notou que no fac…

O dom

A vida continua meio que de pernas pro ar. Me sinto, desde o parto, meio perdida nas atividades cotidianas. Às vezes, me vejo no meio da sala, absolutamente toda bagunçada pela Florinha, e não sei por onde começar. Tenho que fazer a comida e lavar a roupa também e está tudo revirado por ela, que desde que chegou, fez da casa seu playground particular. Eu a deixo bagunçar à vontade, com quase nenhuma restrição, mas tenho que ficar de olho o dia todo na pequena, que adora mexer nos sapatos, nos livros, espalhar brinquedos pela casa inteira, sumindo com tudo! Sempre estamos a procurar por nossas coisas, e quando algo some, sabemos quem foi a responsável. Às vezes, encontramos um copo dentro da sapateira, ou de manhã, ao calçar um sapato, "furamos" a pele numa bola de borracha espinhenta ou num garfinho de plástico, meias sujas de alguém são encontradas dentro da caixa de brinquedos, lápis de cor estão em gavetas da cozinha, envelopes debaixo do tapete ou um pedaço de banana já…

Povo reclamão!

Era ainda começo da tarde e esperávamos o lento elevador, numa estação de metrô em Berlim. Somos obrigados a pegar o elevador quando damos sorte de ele existir, porque estamos com um carrinho de bebê. Na falta dele, temos que carregar o carrinho pelas escadas, porque algumas dessas estacoes, tem mais de um andar. Duas mulheres entraram junto conosco, uma delas, estrangeira. O elevador em vez de subir, desceu. A estrangeira, que deve morar em Berlim já há muitos anos, ficou reclamando o tempo todo, dizendo que alguém deve ter apertado o botão lá embaixo, que isso é uma canseira, que a outra mulher deveria ter apertado antes e mais rápido. Lá embaixo, entrou outra pessoa com um carrinho de bebê. Depois o elevador voltou para o mesmo andar onde o pegamos, a porta abriu e a mulher olhando pra uma que estava com outro carrinho, resmungava: Aqui nao cabe mais ninguém! E continuava a reclamar sem parar, do funcionamento estúpido daquela engrenagem, olhando atentamente pra nós a fim de ter a…

Organizando o lar

Sim, sei, sei, sei que ando sumida do blog. A verdade é que ando desmotivada com a vida online, meio cansada de falar com uma tela, seja de computador ou de celular. Passo dias sem olhar o meu telefone, Facebook não abro desde dezembro e acabo deixando o blog abandonado, tadinho. Mas não  desisto dele não!
Ao mesmo tempo, adoraria falar pra você que minha vida está a todo vapor, com mil programacoes, festas, encontros (até parece que algum dia vivi isso ahahahaha) mas fato é que o inverno tira um pouco da nossa motivação, sabe? Ele nos traz pra dentro de casa e de nós mesmos, mas graças a Deus, logo a primavera chega e com ela, um pouco mais de alegria, sol, calor, enfim, essas coisas maravilhosas que muita falta nos faz. Bom, mas o que ando fazendo, além de cuidar desse montinho de filho que tenho? Simples: tentando organizar a casa. Já havia começado alguns posts atrás. Mas pensa que é fácil, é? Num-é-nao-menina! A bagulhada é muito grande. Desentulhar a casa de uma família com sei…

O meu amor e o de Deus

Ando sem tempo pra nada! Tudo o que faço é estar às voltas com o bebê que me toma todo o tempo. O que sobra, é pra cuidar do outro filho pequeno e da casa. É impressionante como nem vejo mais as horas passar, quando percebo, já é início da noite e tenho que fazer o jantar, dar banho nos dois filhos, e prepará-los pra dormir. No fim, estou tão cansada que vou pra cama às oito da noite pra levantar várias vezes até o amanhecer, que alguns dias, é às quatro e meia da manhã! Recomeçando a rotina de sempre: acorda com choro de bebê, troca fralda, dá de mamar, acorda o filho de oito anos, prepara seu café e o lanche da escola, enche as crianças e a mim mesma de roupas de frio, coloca o bebê no carrinho e leva o Pedro pra escola. Quando volto pra casa, com o bebê, já estou cansada de tanta atividade e ainda é de manhã cedo! Mas daí, o trabalho começa em casa: comida, roupas pra lavar e passar, limpeza da casa, busca menino na escola, volta pra limpeza, enfim... tão atarefada que até de Deus…

Crônica do meu dia

Como é fácil nos enervar com as pessoas, não é?! Nos irritar com qualquer coisinha ou coisona. Olhamos para a humanidade e nao entendemos de onde vem tanta maldade. Orgulhosos clamamos aos quatro ventos "vergonha do ser humano".  Às vezes dá vergonha mesmo... mas daí, pequenas coisas acontecem...
Estamos no finzinho do outono e em alguns dias começa o inverno. Hoje é dia de São Nicolau por aqui. Tradicionalmente, as pessoas deixam chocolates e/ou brinquedinhos nos sapatos das criancas de manhã cedinho e quando elas acordam, se alegram tanto que a crença na humanidade volta de repente, afinal, nao foi o tal do Nicolau que fez aquele gesto da manhã.  Mais cedo, um vizinho bonzinho colocou anonimamente, na porta de cada apartamento do pequeno prédio em que moro, um pacotinho de doce. Meu filho mais velho chegou em casa falando que a menininha do andar de baixo, olhou pra ele no elevador e disse: "Hoje é dia de Nicolau! Pega pra você um presente". E deu a ele uma noz…

Murmuração

Semana passada meu filho mais velho saiu do quarto bufando comigo:  - Mae, você estressa demais, só reclama!   Isso depois de ele me ouvir brigando com o irmao mais novo só porque ele tinha batido na tomada do telefone e desligado o aparelho e a secretária. Eu, obviamente, no alto dos meus quarenta e sete anos, com quatro filhos no bolso, gritei:  - Ooooh menino, esse é meu dever. Tenho que ser chata mesmo e para já de querer botar banca pra cima de mim, moleque!
Mas, o dia foi passando e eu, que sou laboratório de mim mesma, fiquei me analisando: - Cara, será que Joao tem razao?   Que é isso? Claro que nao! Afinal, eu sou aquela que sempre está se gabando de como meu marido tem sorte de ter uma mulher pouco reclamona... Sério, ele tem! Eu sempre me senti muito orgulhosa disso, porque tenho algumas amigas que pelamooooorr, eu até pena dos maridos e filhos delas tenho. Mas, eu?!?? Eu nao! Será? 
Bem, conforme o tempo foi passando naquele dia, fui me observando atentamente, e qual nao…