28/11/09

Inté minha gente!

Queridas e queridos, estava relutando muito pra  fazer esse post, mas preciso confessar que ando meio desinteressada por coisas de blog. Espero que seja apenas uma fase. Ando sem tempo demais pra escrever com vontade como tenho feito esse tempo todo, desde que comecei  a vida de blogueira, mas ultimamente tem me faltado inspiracão e tempo tanto pra escrever quanto pra visitar os blogs de amigos.

Bom, isso é somente um até logo, ok? Vou esperar que a vontade volte.
Acho que até no Menina Feliz vou dar um tempo... o que muito me entristece, mas de fato, nao to conseguindo encarar computador...

Um beijo pra cada de um vocês, fiquem com Deus e a  gente se vê!

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23/11/09

Hora de naná

Esse bonequinho que vocês podem ver no vídeo tem 50 anos. Ele se chama Sandmännchen.


No início de toda noite,o Sandmännchen surgia na TV pra avisar as crianças que já era hora de dormir. Sempre com essa musiquinha e com pequenas e curtas historinhas e no fim de cada historinha, ele soltava um pozinho mágico, que "fazia" com que as crianças tivessem sono. Programa que teve origem na Alemanha Oriental. Meu marido vem dessa antiga divisão do país, e se lembra com entusiasmo do Sandmännchen. Ontem vimos na TV e ele tinha um leve sorrisinho no rosto ao saber que o querido bonequinho completou 50 anos. Quer dizer, ele lembra feliz hoje, mas diz que essa hora era chata, porque TINHA que ir dormir. Os pais aqui são muito rígidos com horários das crianças irem pra cama. Criança pequena tem que estar no máximo, às 7 da noite na cama e as maiores, às 8 horas. Criança vai sozinha pro quarto, no máximo os pais podem acompanhar por pouco tempo, dependendo do tamanho da criança, ele pode por exemplo, contar uma historinha, ou muitas vezes nem isso, menino vai pro quarto sozinho e se vira pra domir sozinho. Inclusive os bebês. Os coitadinhos são colocados no berço e ali esquecidos, se chorar, mãe nem liga.

Eu confesso que não conseguia ser tão dura com meus filhos.
Fazia parte do nosso ritual, ler historinhas e cantar musiquinha de ninar, às vezes, nem ia direto pro bercinho, eu armava a rede no quarto, e  ficávamos nós dois no embalo, mamãe e bebezinho,  eu corujando o filhote, cantando e lendo histórias. E aí sim, diminuir a luz, dizer boa noite e contar com a sorte que molequinho dormisse sozinho.

Essa dureza do povo alemão com criança não me agrada, não tem jeito, a gente é mãe de sangue quente, matronas mesmo. Precisamos ter nossos filhotinhos em volta, guardadinhos em baixo das nossas asas. Deixa pra ser independente quando ficar um pouco maiozinho, né?? Enquanto a gente pode curtir essa doce infância deles, é pra curtir, porque logo moleque cresce, entra na puberdade e adolescência e nem quer mais saber da gente, pobres mães que na verdade somos, carentes e que sentem é falta desse aconchego que faltou na sua própria infância...

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18/11/09

Gente que não se toca

"Sie ist eine Seele von einem Menschen!"
Não se assuste com a frase em alemão, ela significa mais ou menos e não literalmente,  que alguém é amável, bondoso, comprensível.

No curso estamos atualmente debatendo psicologia (esse curso está mesmo sendo  incrível! Nunca um simples curso de língua foi tão fundo em tantos assuntos...) e ao ouvir essa frase sobre personalidades, todos na sala se viraram pra mim e inclusive a professora apontou e disse: - "A Nina é um exemplo desse tipo de personalidade". Minha colega Emanuela, italiana, ficou gritando na sala que  ninguém seria mais característico desse tipo de personalidade,  do que eu, no que todos concordaram. É claro que fico lisonjeada por ser considerada por pessoas que não me conhecem verdadeiramente, que sou um bom tipo de pessoa, que posso ser chamada de boa alma... mas fiquei pensando se sou realmente assim. À propósito, o tema veio de um filme, 21 gramas, que fala sobre os estudos de alguém que verificou o peso de pessoas antes e depois de elas morrerem e notou que elas pesavam 21 gramas a menos, o que o filme ou estudo  sugere ser o peso da alma. Na nossa sala, metade não acredita que exista alma. E metade sim. Claro que estou no grupo do sim. Não posso acreditar que estamos aqui por motivo algum, e muito menos que depois de morrer, não sobra nada. Mas enfim, voltando ao tema de ser bondoso ou não.

Ser bondoso às vezes é confundido com ser besta não é?

Não, eu nunca vou deixar de ser quem eu sou. Sim, eu me acho uma pessoa de muito boa alma, sou boa, sou generosa, procuro sempre ver o lado bom das pessoas, sou boa ouvinte, gosto de ajudar as pessoas e faço isso muito bem quando me disponho a ouvi-las, às vezes, só o fato de emprestar o ouvido e o coração pra ouvir os problemas de alguém, já ajudamos e muito. Mas foi exatamente nesse ponto que parei pra pensar.

Semana retrasada, estava no ponto de ônibus e vi uma moça vindo em minha direção pra tomar o mesmo onibus. Ao entrar e sentar, abri meu livro, que estou lendo atualmente e em português. Alguém me cutucou por trás . Ela era perguntando se eu falava português, porque viu o livro.  Eu já a tinha visto antes, todos os dias no mesmo ponto de ônibus. Um dia a vi com um meninino de uns 5 anos, e eles falavam português do Brasil. Mas eu não tentei aproximação alguma. Mas como ela estava  conversando comigo tive que conversar com ela. A moça começou a falar no ônibus e só terminou a conversa ou melhor seria, o monólogo, quando desci do trem, 30 minutos depois,  já com dor de cabeça de tanto que ouvi daquela boquinha metralhadora.

Não me entendam mal, eu gosto de ouvir as pessoas, mas gente que não percebe limites, é muito chato, não?? E o pior é a pessoa falar sem parar, sem querer ouvir, e só falar de problemas, e só falar de quanto dinheiro ela tem, de isso ou daquilo.
Eu desci  do trem com dor de cabeça minha gente!!! Foi muito problema de uma vez só pra minha cabecinha.
Como eu sabia que ela todo dia pegava o mesmo ônibus e trem que eu, fiquei desesperada quando ela falou: Então, até amanhã!

Fui pro curso arrasada! Cheguei em casa arrasada. Pedi dicas de todo mundo: O que eu posso fazer pra evitar, mas pelo amor de Deus, delicadamente, essa mulher???

Ser bom é bom, mas ser bom demais a ponto de não conseguir dizer: "olha sinto muito, mas eu não gosto de " conversar " com você". É dose!

As pessoas me deram várias dicas: ignora! dá algo pra ela comer assim ela não fala muito, abre teu livro na cara dela, diz que não quer falar português, que tá aqui pra estudar alemão, enfim... fiquei tão perturbada com a possiblidade de ver aquela metralhadora ambulante todas as manhãs, ohh Deus!!!
Mas como sou uma mulher realmente abençoada, a metralhadora mineira NUNCA mais apareceu no ponto, acho que ela arrumou um novo emprego.

Gente do céu, como pode existir gente assim que só fala de si mesmo e não para um minuto pra tomar fôlego e perguntar : "E você camarada, como anda??"


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12/11/09

E mais sorteios!

Meninas e meninos, claro! Quem estiver com vontade de ganhar um livro da generosa Cacá, passe lá com ela. O livro que ela está sorteando é um que estou lendo agora, vale super à pena, corre lá!!
E se você estiver com vontade de ficar bem cheirosa :) hmmm, a Fiona tem algo especial também pra sortear.

Boa sorte!

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11/11/09

Educação financeira dos nossos filhos

Sempre tive vontade de passar conceitos financeiros aos meus filhos, mas sempre me vi impossibilitada. Como eu poderia ensinar meus filhos a lidar com dinheiro, quando nem mesmo eu sabia?? Nunca fui gastadeira, mas nunca vi dinheiro parar na minha mão, afinal, existe sempre uma prioridade aqui outra ali, e quando nos damos conta, já acabou o mês  e o dinheiro  e a possibilidade de economizar foi pro beleléu. Além disso, quando você tem um marido que pensa muito diferente de você sobre a educação de filhos, é muito  mais difícil  aplicar seus próprios conceitos no casamento. Se eu posso te dar uma dica que nem é sobre dinheiro, eu vou dar: Case-se com alguém que além de você amar muito, tem os mesmos valores de vida que os seus, não case com alguém que pensa muito diferente de você, porque isso vai te causar problemas futuros!!  Quer um exemplo, agora falando de gastos? Meu ex marido sempre que voltava da rua, de viagem ou algo assim, trazia um pequeno presentinho para os filhos. TODA vez! Sim, era um mimo agradável, sim,  as crianças adoravam, é bem verdade, mas eu não. Quantas vezes eu reclamei disso!! Quando crianças são acostumadas a ter tudo, não dão real valor ao que possuem, pelo menos é isso o que vejo. Cansei de ver brinquedos abandonados já no primeiro dia que foram ganhos, porque sempre havia a certeza de que outro em breve viria. Quando o pai não puder trazer presentinhos um dia, eles vão  fazer falta, e se os filhos não tiverem maturidade pra entender essa falta?? E isso é só um exemplo.

Porque to falando disso?


É que houve uma blogagem coletiva organizada pela Cybele que eu me comprometi a participar, mas com o curso e todas as coisas que andam acontecendo por aqui, acabei esquecendo, mas como o tema muito me agrada, resolvi escrever mesmo estando atrasadíssima!

Foi só ao passar a morar aqui, que pude finalmente aprender a economizar e passar meus conhecimentos aos meus filhos.

Não que eu agora, seja uma expert, mas com a ajuda do meu marido, que primeiro é alemão e automaticamente, sabe economizar, nos saímos relativamente bem.  Morar aqui é muito caro e se não traçarmos metas, a gente se ferra no fim do mês. Aluguel e todos os custos que estão inseridos nisso, despesas com carro e suas milhões de revisões que o país "exige! Viagens de férias,  alimentação, serviço de saúde, impostos mil, roupas e outras coisinhas fazem parte do dia a dia desse país.

Aqui não pagamos escola e o material escolar é tão pouco e barato que  se eu falo aqui que quando morava no Brasil,  precisava pagar nas escolas das crianças, só com material escolar, mais que 300 reais por cada criança, o povo não acredita. "Puxa, um país tão pobre e tão caro???? Como pode?"  Se você tiver uma resposta pra isso, fique à vontade...

Aqui eu não pago nada na escola! (já falei sobre o tema aqui) E se pago ao todo,  50 reais de material no começo do ano, é muito.

Em compensação, os outros gastos são exorbitantes!

Alemão que não sabe lidar com dinheiro, tá completamente ferrado.
Como sabemos disso, e queremos muito que Laura e João aprendam a lidar com o famigerado,  temos nossos conceitos formados e tentamos passar a eles. Por exemplo, as crianças precisam saber o quão caras são as coisas. Normalmente vamos ao supermercado com elas. Fazemos as compras uma vez por semana ou em pequenas comprinhas durante a semana, sempre observando os preços mais em conta e as promoções da semana. Roupas, só compro nas trocas de estações, por que ficam bem baratas! Água e luz TEM que ser economizados, não dá pra ficar horas no banho, nem pelo bolso e nem pelo meio ambiente, comida aqui em casa, nunca vai pro lixo! Empregada, é claro, aqui NINGUÉM tem. Presentes, os meninos só ganham em datas especiais, que são "somente" no natal e no aniversário. Nessas duas datas, eles fazem uma lista do que gostariam de ganhar, e da lista, eles ganham quase tudo, afinal somente duas vezes por ano eles tem esse direito. Ali eles aproveitam pra pedir o que quiserem, mas como eles já tem noção do valor das coisas, aprenderam também que não precisam de coisas tão caras.
Eles recebem mensalmente sua mesada, que é baseada em o que o país e seus economistas  recomendam. O valor da mesada depende da idade da criança, que é por sua vez, baseada no ano escolar ela está, ou seja, estudiosos observam quais são mais os menos os gastos que uma menina da sexta série tem, e em cima disso sugerem o valor da mesada que vai sendo adaptada conforme ela vai mudando de idade e de classe.  Com esse dinheiro, eles podem fazer mais ou menos o que desejarem, mas tendo noção de que precisam economizar também. Gastos necessários, nós pagamos, mas coisas como por exemplo, cinema com amigos, são eles que pagam com sua mesada. Roupas, coisas pra escola, lanches, nós pagamos e se eles querem uma coisa que é muito cara, são eles que devem ser resposáveis pela compra, por exemplo, outro dia meu filho notou  que comprar coisas muito caras pode ser um problema pra sua mesada. Ele queria um PSP, um jogo eletrônico portátil que é bem caro. Juntou dinheiro e comprou. O que sobrou de toda a sua mesada de quase um ano, foram apenas dez euros! Mas isso o ajudou a ver que economizando, ele pode ter resultados positivos,  mas também ele veio a saber que toda uma economia pode acabar num minuto!!

Filho aqui em casa, trabalha. São eles que arrumam os seus quartos, passam sua roupas, cozinham no fim de semana (ela tem 15 e ele 12 anos), colocam a comida na casinha dos passarinhos, lavam os banheiros, e são encarregados de jogar o lixo (aqui cidadão tem a obrigacão de separ o lixo, já falei sobre isso aqui) e se eles esquecem de jogar o lixo, eles perdem metade da mesada.

Sim, eu sei, parecemos duros, mas é assim que eles vão aprendendo que as coisas não caem do céu, que mãe não é empregada de filho e que tudo tem um custo.

É claro que nada é perfeito, o quarto é uma bagunça generalizada, o lixo, eu precisei colocar uma plaquinha pendurada na porta de seus quartos pra lembrá-los, de vez em quando, aparece um cofrinho arrebentado,  a mesada pode acabar rapidinho com compras de doces, mas acho que estamos no caminho certo. Pelo menos, eu acho...


E você, tem alguma dica pra ensinar as crianças a lidar bem com dinheiro?

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10/11/09

A vencedora é...

Gente, o blogger mudou e não consigo mais como antes, postar um videozinho direto da minha máquina. Eu filmei o sorteio, mas na hora de postar, deu zebra. Sim, vocês iriam rir da minha cara feia fazendo careta, ouviriam Michael Jackson cantando no fundo, e iam achar muito estranha a minha voz  ridícula numa pobre filmagem... parecia  o patolino falando, credo!! Como eu não tenho medo do ridículo, esse não foi o motivo pelo qual não postei o filminho, é que não deu certo mesmo :(

De qualquer maneira, obrigada pela participacão e vocês podem contar comigo, de vez em quando eu prometo sortear mais livros aqui.

E a ganhadora do livro é:


Cada nome tinha um coracãozinho do lado...

Carol meu anjo querido, minha doce conterrânea,  você foi a vencedora, me escreva pro ninasena@hotmail.com me passando seu endereco e não esqueca de repassar o livro, você comentou que se esquecesse o livro num ônibus de Manaus provavelmente ele pararia no lixo, quem sabe acontece um milagre???

Vamos tentar ensinar o nosso povo a ler mais??? Vou colocar na contracapa uma mensagem pedindo que o livro seja sempre repassado, ok?!

E claro, obrigada a Cacá, pela doacão também :)

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06/11/09

Vida online e um sorteio

Eu precisava explicar um pouco o post anterior... sabe?
Não tenho nada contra blogs, eu amo blogar. Tenho pessoas que conheci por aqui que são amigas muito queridas!! Amo ter esse contato com elas, escrever cartas, pensar nelas quando elas tem um problema, querer vê-las ao vivo, quando for possível, enfim... Leio MUITA coisa bonita em blogs.  Mas não dá pra gente dar uma de cego. A gente passa sim, muito mais tempo de cara pro computador do que de cara com nossos filhos. E isso eu acho mesmo, uma grande pena!!
Não vou negar, o ideal é  de fato, juntar as duas coisas, ou seja, os livros (que foram o tema do post anterior)  e a net. Concordo com alguns quando dizem que muita coisa só se acha online, coisas que em muitos livros não se vê mais, afinal a internet facilita, é tudo tão rápido e quase gratuito. Mas você já reparou no quanto estamos ficando preguiçosos?? Que as coisas na net não tem essa qualidade todas que muitos de nós pensamos?? E que tem muita coisa mal elaborada? Eu já cansei de ver assuntos sendo mal abordados, sendo contados até mesmo fatos inverídicos na internet.
Fica todo mundo achando que na internet tudo é possível.
Sabe o que tem mexido comigo ultimamente? Eu procuro algo pra ler sobre determinado assunto "sério" e sabe o que eu vejo na minha frente? Blogs! São milhares de blogs tentando falar sobre temas, que os seus donos não tem a menor noção do que estão falando. Eu já não consigo achar lugares seguros onde encontrar algo que fale seriamente sobre o tema que procuro! É tudo tão confuso!! É todo mundo dando palpite em assuntos complicados, como saúde, por exemplo, e vira tudo algo como uma crendice popular, você já não sabe o quão sério aquilo é.  Você já não ouve a palavra de um médico, você lê o que aconteceu com fulano ou sicrano... e adapta à sua vida, aos seus próprios sintomas ou o que ainda é pior, você já nem vai mais ao médico, lê qualquer bobagem na net e desliga o computador ficando cada vez mais paranóico: - oohh meu Deus, vou morrer disso!  Ou ainda, você já não tem vontade de fazer uma pesquisa numa biblioteca, você copia e cola um trabalho todinho de alguém que por sua vez, fez o mesmo, copia-cola e depois você entrega ao professor o seu trabalho que você não tem a menor noção do que se trata...

Sério! Isso tem me tirado um pouco do sério. Mas sabe, eu to meio coroa mesmo.  Deixo de ver coisas que todo  mundo vê e passo a ver coisas, que niguém mais vê. "Das gehört dazu!" Isso faz parte, meus amigos. É a idade.

* * *

Sim, mas vamos ao que interessa. Hoje eu vim aqui pra fazer uma coisa importante. Há alguns dias,  fizemos, Ciça, Cacá e eu, umas trocas de livros. Emprestamos pra lá e pra cá. Um dos livros que veio parar na minha mão se chama A Distância Entre Nós, a Cacá disse que eu não precisava devolver, que eu deveria repassar. Não preciso falar o quanto a Cacá me fez feliz! Eu adorei o livro, a autora escreve lindamente, usa uns termos encantadores, apesar de a história ser dura. Laura acabou de ler agorinha. To querendo repassar. Mas só peço um favor a quem ganhar: Repasse!

Gostaria imensamente de "esquecer" esse livro no banco de um ônibus, com uma mensagem de passe adiante, mas aqui seria difícil achar alguém que pudesse ler em português... mas você decide como vai fazer.
Vamos combinar assim? Deixe seu nome aqui nos comentários se quiser receber o livro em sua casinha, semana que vem eu sorteio e envio, ok?!

Boa sorte! Um abraço e vai, desliga o pc, vai  brincar um pouquinho ali com os filhos, namorar o maridão, visitar sua velha mãe, avó, prima, vai se arrumar pra dar uma volta...  e tenha um ótimo fim de semana!







pra curtir o alemão...

* * *


Aqui a sinopse do livro:



BOMBAIM, ÍNDIA. Duas mulheres. Duas vidas. Dois destinos que poderiam ser um só. Sera e Bhima estão indiscutivelmente ligadas, seja pelo silêncio ou pela cumplicidade. Mas ao mesmo tempo estão distantes, separadas por uma fronteira intransponível. Como se o fio que as une não fosse forte o suficiente para agüentar uma descarga elétrica, força que parece definir a sorte e a tragédia da patroa e da empregada. Duas vidas marcadas pela decepção, enganadas pela traição, sujeitas a uma sociedade cruel cuja voz berra e marca a fogo a existência dessas mulheres. A Distância Entre Nós é um romance avassalador, envolvente, intenso. Você não conseguirá parar de lê-lo, e não será o mesmo quando alcançar a última pagina. Acredite.

Título: A distância entre nós
Autor: Thrity Umrigar



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03/11/09

Feche o blog e abra um livro!

"Queria te pedir uma coisa que fiquei apaixonada, será que eu podia colocar na minha barra lateral tbm essa menininha lendo um livro, tipo assim como se fosse uma campanha criada por vc ? prometo que coloco os créditos heheh!! achei lindo nina, sabe que eu sou fã do teus desenhos né?
Mas se vc não se sentir a vontade por favor fique tranquila de recuasr viu, vou entender..."

Claro que pode Clara querida, e já que você comentou...

Eu fiz esse desenhinho da menina feliz que tá aí do lado esquerdo do blog, porque ando meio chateada sabe??
Você já parou pra pensar em quantos blogs a gente passa a acessar, ou o quanto de tempo a gente passa na internet e quando nos damos conta, o tempo passou voando? Ou a comida queimou no fogão, ou talvez, nem mesmo lembramos de cozinhar? Ou quanto de tempo passamos em frente à tela e longe de nossos filhos, ou familiares, amigos? E o que é mais intrigante, o quanto de bobagem lemos e fazemos na internet e usamos o nosso precioso tempo com essas coisas? Antes a TV me irritava,  e continua me irritanto. Eu confesso:   detesto televisão! Porque eu via passar o dia todo e eu só conseguia ver que nada eu havia aprendido, tanto era o tempo gasto em frente a TV,  observando a cegueira que a tv causava nos outros, perdendo tempo vendo novela atrás de novela, as pessoas começavam a ver  uma da tarde, depois emendava na Sessão da Tarde, depois Malhação e engatava com todo o resto das 3 novelas em série, ainda correndo o risco de assistir a mais nova Minissérie,  ou a porcaria, imundice, nojeira, estupidez, a imbecilidade e o "caralho" a quatro,  do Big Brother, ou outra palhaçada qualquer que a senhora Globo transmitia). Hoje, eu vejo o computador roubando o nosso tempo. E o mais desagradável é notar que a imensa maioria do tempo que passamos na net, é pra fazer NADA que preste, nada que nos acrescente! Olha, eu sei, eu ouço isso constantemente dos meus filhos, sei que hoje os tempos são outros, que criança conectada é o fututro e coisa e tal, mas ainda acho que tudo é um exagero.

Falando de blogs, você já olhou profundamente pra eles?? Já percebeu que muitos deles não nos fala absolutamente NADA???

Sim, eu sou uma blogueira estranha! Reconheço. Tenho um blog e sugiro a quem estiver passando por ele, fechá-lo um pouco e abrir um livro... mulher estranha essa Nina, pode ficar à vontade pra me xingar!

O problema é que ando movida pelo que vejo nos trens daqui. Desde menina gosto de ler, passei mais tempo da minha juventude entre quatro paredes, sonhando com minhas leiturinhas. Mas o que vejo aqui na Alemanha é de deixar qualquer um bobo. Se você pega um trem, um Straßenbahn (bondinho), um ônibus, se você passa por uma pracinha, por um café, enfim, não tem uma vez que você não veja que a cada dez pessoas, oito estejam lendo um livro!

Eu ainda me permito me emocionar com isso... se na minha terra eu visse uma pessoa num ônibus lotado  lendo, seria só ela que estaria fazendo isso.

É, é isso. Se você quiser fazer parte de mais uma das minhas "Campanhas do Eu Sozinha", feche o blog e abra um livro.


Juli, minha querida amiga, você vai adorar relaxar lendo um bom livro!  Afinal, livro é como um vício (bom), quando você começa, não quer mais parar :)
* * *
Uma das muitas coisas boas de ler é que quem lê bem, escreve bem. Agora, passando os olhos pelo meu texto, achei um bocado de erro de concordância... vou contar pra ti um segredo, ando pensando tanto em alemão, que já comeco a trocar tudo.. preciso ler mais, né?

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28/10/09

Dica de filme

Eu to há muito tempo querendo ler o livro Amor em Tempos de Cólera, do Gabriel Garcia Marquez, que diga-se de passagem, desde Cem Anos de Solidão eu sou apaixonada! Mas nunca arrumava um jeito de conseguir. Até que esses dias, desisti e peguei o filme. Alguém aí já viu?? Recomendadíssimo. Como eu não li o livro, não posso comparar, geralmente não gosto do que fazem com os livros quando os transformam em filmes, por exemplo, não gostei do filme baseado no Caçador de Pipas, já o livro, é maravilhoso! Mas esse, ahhh, que lindo filme.
A trilha sonora é composta por músicas da minha outra paixão, Shakira, que é por sua vez, uma das maiores fãs de Marquez. A fotografia do filme é linda, os atores (o principal é o Javier Badem, e até a nossa Fernanda Montenegro está lá) são ótimos e a história, oohh, sensacional. Fala de um amor que sobreviveu  a longos anos, fala do amor do idoso, de como a sociedade pode ser rígida quando está diante desse  amor entre pessoas mais velhas, o filme fala de paciência, do passar do tempo, das coisas que realmente importam e que perduram.
É lindo, é  um lindo filme!

Pra você que não curte só coisas muito Hollywoodianas, é uma ótima opção.

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27/10/09

Musiquinha

Estamos todos de férias! As três crianças da casa, uma semaninha.
Ainda agora Laura veio até mim e perguntou: "Mãe posso usar o pc?" (essa é uma das perguntas mais frequentes dela!) eu disse: Só se você não mexer na lista de músicas que tá tocando. E ela: "Aahh deixa pra lá. Eu volto outra hora".

Ora, eu to férias e to curtindo música da minha infância. Não é uma ótima combinação??

E curioso nisso tudo, é notar que eu posso agir como criança, muito mais do que meus próprios filhos, que se acham agora muito grandes, e sérios e adultos e claro, se envergonham de agir como criança que ainda são... mas eu lembro bem da minha mãe,se comportando de maneira meio infantil demais pra sua idade (ou na verdade, pra minha, quando eu era adolescente). O bom disso, é saber que o passar dos anos, traz muita coisa boa pra gente, e uma das coisas boas e novas, é a perda do medo de parecer ridículo.
Ahh eu adoro isso!



Tem coisa mais fofinha que essa música?? Foi a Ana Carla quem me lembrou dela...

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26/10/09

Nomes

Qual o significado do seu nome? Por anos sofri por não encontrar o significado do meu nas listas que procurava. Chato ter um nome pouco comum, que nem as listas conhecem. Pelo menos no Brasil. Aqui, acho que meu nome é o que eu mais ouço. Não tem um dia que passando pela ruas, não me vire ao ouvir alguém gritar: "Nina"! E claro, nunca é comigo. Chego agora,  a ficar chateada, todo mundo na Alemanha tem meu nome! Geralmente, quando olho pra ver quem é a tal Nina, é uma menininha que vejo... aliás, o meu nome começou a aparecer em algumas listinhas.. Nina, algo como menina, diminutivo de alguma coisa... só podia ser! 
Mas falando em Ninas, nem sempre elas são pequenas quanto aparentam. Você conhece muitas pessoas que tem o mesmo nome que você? Eu nenhuma! Pelo menos por aí, pelo Brasil. Mas tenho duas xarás que adoro ler o que elas escrevem. A primeira Nina, é a mãe de uma pequena de cabelos cacheados, que escreve com um jeitinho meigo pra filha e sobre a filha, mas que passa uma lição de amor a cada post. Ela fala com sua pequena, conta histórias pra sua filhinha ler um dia. Tem algo mais meigo que isso?? A outra Nina, é a também mãe de uma pequena, que tinha um marido, que não tem mais e que arrumou um novo marido, agora um maravilhoso companheiro e mais importante, um verdadeiro „pai-drasto“ pra sua filhota e que conta em seu blog a aventura de ser mãe-mulher-dona da casa e tudo isso de uma maneira maravilhosa. É tudo tão bonito ali, desde o template, às palavras. Nina passa uma tranquilidade nos seus textos, que deixa a gente calma, serena. Parece uma canção de ninar. 

Não sei porque, mas é isso mesmo,  essas duas Ninas ninam sem saber, não somente suas filhas como também quem as lê.

Hoje eu estou orgulhosa dessas minhas duas xarás.


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21/10/09

Uma pergunta difícil

Eu só queria fazer uma pergunta hoje:
Pra você, qual é o maior problema no Brasil?

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19/10/09

Falta de amor

Hoje no trem, indo para o curso, eu ia escutando esta música.

Apesar de bem frio - o outono começou por aqui há algumas semanas e há alguns dias tem feito um frio de rachar, hoje por exemplo enquanto eu andava até a estação, estava fazendo 1 grau! -  as folhas estão perdendo seu verde lentamente, se transformando em laranjas, amarelos e vermelhos, colorindo as áreas verdes das cidades,  o céu estava num azul de encher os olhos e a música estava me dando uma calmaria boa de sentir. Sabe quando seu coração parece que está expandindo? Quando você tá tão cheio de amor que tem a impressão de que não consegue fazer mais nada além de sorrir pras plantas, pra rua, pros muros, pras bicicletas, pras pessoas, pros cachorros??? Pois era assim que eu estava hoje de manhã. E eu repetia a música várias vezes no mp3 player. De repente eu pensei no Brasil. Pensei em como o amor é imprescindível, fundamental na vida das pessoas. E fiquei pensando no amor que falta a tantos. No amor que não foi dado ou viveciado por tantos. No amor que não move, não moveu e talvez nunca moverá a vida daquelas pessoas no Rio de Janeiro nesse fim de semana passado. Fiquei pensando na enorme  pobreza de espírito daqueles que colocaram outras coisas como fundamentais nas suas vidas, que não o amor. Da pequenez que o dinheiro e o poder na verdade, são. Fiquei pensando no amor que nunca será dividido por essa gente ruim que mata os seus semelhantes como se matassem um mosquito. Que matam os seus iguais. Por motivo nenhum! Fiquei pensando no amor que eles tiraram e tiram todos  os dias da vida de tantas famílias e que desfazem lares, e que dissolvem horizontes, e que transformam em poeira o futuro de outros. Pensei tanto na falta de amor dessa gente. Hoje eu chorei num trem lotado numa pequena cidade da Alemanha pelo Rio de Janeiro. Pelo Brasil. Cheguei de nariz vermelho na escola, e não era do vento frio no rosto. Hoje eu chorei e não tenho a menor noção, "gracas a Deus", dos rios de lágrimas que algumas famílias  ainda estão a chorar, por esse "fim de semana sangrento no Rio" como estão chamando por aqui o que houve por lá esse fim de semana passado.
E de repente a gente se sente culpado por ter tanto amor, enquanto muitos não sabem nem o significado dessa palavra...

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16/10/09

Entrevista

Olha que fofo o que a Cris da Lado M fez com a menina feliz: a entrevistou. E a menina achou o máximo!!!

Aliás, você já conhece esse site? É muito bacana!!
Cris, querida, obrigada pela entrevista, foi lindinho...

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13/10/09

Solidão

Estávamos conversando sobre morar fora de sua terra natal, hoje no curso, e algumas pessoas diziam sentir solidão.  O grupo estava dividido em se sentir feliz no país que escolheu pra morar, e outro grupo se dizia saudosista demais. Enquanto eu ficava pensando na solidão dos outros.
Você já viajou sozinha??? Pra qualquer lugar?? Eu já, muitas vezes. Tenho uma amiga que diz que nunca poderia viajar sozinha, por que tem horror de ficar só. Lembro também  de minha irmã, ao dizer que não se sente bem sozinha, que não consegue administrar bem a solidão. Quando ela falava isso, me dava uma tristeza de imaginar que eu consigo.

Eu não sei, talvez tenha aprendido isso durante a minha vidinha, quando menina, eu estava sempre só, com meus pensamentos, minha bonecas, meus livros, meus sonhos, meus medos. Mas penso também que solidão mesmo, talvez eu nunca tenha sentido. Porque os meus momentos que tive sozinha, não eram momentos que eu era obrigada a ter, mas por escolha própria. Ou coisas da vida...

Existem pessoas que não escolheram a solidão como companheira, aquelas as quais a solidão foi imposta pela vida, imagino que essa não escolha deve doer demais...
Eu lembro de um dia, um único dia, em Belo Horizonte. Os meus filhos eram pequenos, e eu estava no alto do quinto andar, onde morava meu sogro, tinha acabado de subir o prédio, e lá embaixo da janela de vidro, vi aquele monte de gente andando apressado pelas ruas, pra lá e pra cá, um  monte de gente em outras janelas de vidro, em frente ao prédio, e me senti completamente só. Que sensação horrível! Tanta gente ao redor, e eu me sentindo só!
Graças a Deus, essa curta e rápida solidãozinha, passou rápido, em alguns minutos.
Mas dá pra lembrar exatamente a sensação que tive... como dói isso, meu Deus.

E você?? Já se sentiu completamente sozinha (o)?
O que é pra você se sentir sozinha (o)?




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