08/07/09

O curso da vida

Voltei às aulas, por isso meninas, se sumir um pouco dos blogs de vocês, já sabem a razão. Bom, na verdade, é só um curso bem básico e curtinho, de apenas duas semanas, que fiquei levando de barriga, mas que agora tive que encarar, não porque eu não quisesse fazer, muito pelo contrário, mas porque sempre que eu decidia começá-lo acontecia algo e eu deixava pra depois.
O país resolveu já há uns bons anos, oferecer cursos do idioma pra os estrangeiros que tem o visto de permanência, a fim de fazê-los se sentir mais à vontade no país, e talvez assim, abrir mais as portas a essas pessoas, já que muitos imigrantes, apesar de morarem aqui há muitos anos, viverem em verdadeiros guetos, não conhecem e não fazem questão de conhecer a língua, os costumes do país que os abrigou e muitos tem trabalhos pouco remunerados. O curso, que pra mim durou 5 meses, chama-se Curso de Integração. São seis módulos, de curso intensivo. Extremamente útil e prático. Com professores altamente especializados e bom material didático. O preço para os imigrantes que não podem pagar o valor normal (que na verdade, já é um bom preço), é simbólico e permite que todo imigrante possa custear sem problemas. No fim do curso do idioma, os alunos fazem um super e enorme teste e podem ou não, ganhar o certificado em alemão. E no fim de tudo, ele ainda faz um curso, que é exatamente o que estou fazendo agora, chamado Curso de Orientação, onde aprendemos mais sobre os costumes, política do país, cultura, etc.

Enfim, comecei na segunda feira.

Somos apenas 9 pessoas, que estão aqui por diversos motivos, por curto ou longo período, vindos de países tão variados como Urbequistão, Serbia, Sri Lanka, Burma, Ilhas Fiji, Rússia, Argentina, Kênia, além do Brasil é claro! Aliás, muito bem representado, diga-se de passagem :)

Conversamos muito, sobre variados temas, sempre baseado no que está nos livros, servindo de guia. Ontem, um dos temas era o clichê que envolvem os países. Precisávamos andar pela sala, e ir perguntando o que cada pessoa pensava do nosso país, ou o que no seu país, pensa-se do nosso. Pois bem, olhem o que foi falado do nosso:

Lindas mulheres, lindas mulheres, lindas mulheres
Belas praias
Gente simpática
Lindas mulheres, lindas mulheres, lindas mulheres...

Tínhamos que concordar ou não. Eu claro, pulei da cadeira, enquanto as pessoas me olhavam curiosas: "Mas Nina, isso não é bom?? Ter belas mulheres no país?"

Acontece que eu sei que eles foram apenas simpáticos, eu via risinhos no rosto de cada um, eu sei o que as pessoas querem dizer com belas mulheres, eu sei o que é passado pelo mundo afora do que o Brasil é recheado.

Somos um país de bundas, e nada mais.
E isso me deixa chateada.
Como sempre.

"Imagem do Brasil", retirada do Google

Mas de qualquer maneira, isso é clichê, não que não seja verdade, temos sim, lindas mulheres no país, mas ei, peraí, temos também gente feia, gordas, magras, doentes, infelizes, banguelas, pobres, burras, inteligentes, com pouca bunda (sim amigos, isso também existe no Brasil!!), negras, brancas, índias, que não gostam de carnaval, e não sabem sambar, mas sabe gente?! não adianta nada eu me rebelar contra isso, eu tento, mas não adianta absolutamente nada. Preconceito é coisa formada em anos e anos, e não sai assim, de uma hora pra outra, esse é curso da vida.

Eu tenho é que ficar calma em sala de aula e tentar falar com menos paixão das coisas que acredito, senão, vou passar a imagem de que no Brasil tem também muita gente estressada...
* * *

E falando em stress, o argentino, ontem, quando tocaram no assunto futebol, olhou pra mim e disse meio invocado: "aahh sobre esse assunto eu não falo contigo!" no que eu respondi: - Ué, e porque não?? Eu não tenho o menor problema com isso e não to nem ai com essa guerrinha boba entre os dois países. Não tenho absolutamente nada contra a Argentina - e ele: É mesmo?!?
Fazendo a maior cara de espanto...
ahh gente fala sério!

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06/07/09

À minha filha amada

As dores começaram ontem, dia 05 de julho, mas era outro ano, o de 1994. 11 horas da manhã ela já estava dando os primeiros sinais de impaciência dentro da barriga da mamãe de primeira viagem que eu era. Estava na casa da minha mãe, fazendo alguns trabalhos artesanais, ao primeiro sinal, já havia avisado mamãe, que muito pacientemente falou que eram os avisos da pequena sim, mas que a mim, só restava esperar.
A respiração já estava ofegante, desde a última semana, o peso da barriga já não me deixava dormir bem, as pernas estavam pesadas. E eu estava louca pra ver aquele rostinho finalmente.
Mas tive que esperar ainda todo o resto do dia. À tardinha, quando as dores começaram a aumentar em intensidade e diminuir os intervalos, mamãe decidiu me levar a uma maternidade próxima de casa. O carro era uma kombi, a do vizinho, foi só eu aparecer na rua, que toda a vizinhança surgiu junto, desejando bom parto. As crianças mais próximas, em alvoroço, queriam tudo ir junto. Na kombi fomos eu, a sacola da nenén, a minha própria, minha mãe, uma tia, minha irmã mais nova, e mais umas 3 crianças que apareceram. Todo mundo nervoso... e eu tentando ritmar minha respiração com as contrações. Naquele tempo não tínhamos celular e o papai da Laura ainda não sabia da nossas maluquices., pois estava em provas na Universidade. Ao chegar na maternidade, o médico de plantão havia saido (!!) e após uma boa espera na recepção, ele apareceu, fez o toque e me certificou de que não seria a hora. Que talvez no outro dia.
Todo mundo de volta pra kombi, e eu, angustiada, louca pra ter logo minha filhinha nos braços.
Voltamos pra casa, o papai da Laura já estava lá. Anoiteceu. Fomos dormir na casinha que morávamos perto da minha mãe, com a recomendação de que qualquer coisa acontecendo, deveria correr pra lá.
3 horas da madrugada fui acordada com forte vontade de ir ao banheiro, e no meio do caminho, as pernas já estavam ensopadas do rompimento da placenta.
- Ruy, a Laura tá vindo!

Acordei o pobre do marido num desespero, e saimos prontos pra ir a minha mãe. Rapidamente uma ambulância nos pegou. Eu, minha mãe e o pai da Laura.
Ao chegar na maternidade, dessa vez, uma outra, o médico constatou que eu não teria passagem, apenas 2 centímetros desde as primeiras contrações não seriam suficientes para um parto normal.
Mamãe e Ruy esperavam nervosos na sala de espera, passei lá só pra avisar que seria uma cesárea e fui me preparar para a cirurgia.
Outra grávidas gritavam na sala enquanto eu, segurava as dores comigo.
6:20 da manhã ouvi o chorinho da minha filha. Uma carinha nova, mas já, de alguma maneira, tão conhecida por mim, surgiu na minha frente. Lágrimas corriam pelo meu rosto, por finalmente, ter minha pequena tão pertinho de mim. O médico falou: "É mulé!" e eu apaguei.
Fui acordar horas depois. Não podia falar porque as enfermeiras diziam que eu sentiria muita dor pela entrada de gases. O pai da Laura e minha mãe, que recebia sua primeira netinha ao mundo, estavam lá e diziam que ela era o bebê mais lindo da maternidade que havia nascido aquele dia. Eu escrevia num papel que sentia dores, mas que estava muito feliz e que queria muito vê-la.

Minha menina me foi entregue, agora já limpinha, arrumadinha. Tão pequeninha, compridinha, braquinha. Com os olhinhos vivos, com uma voz aguda num choro danado de alto. Dois pais babões olhavam pra ela. Finalmente nossa pequena estava ali, ao nosso alcance.

Dois dias depois, voltamos pra casa, com toda a vizinhança contente e louca pra ver a netinha da dona Flora. De tardinha, o pai dela soltou fogos de artifício no campinho de futebol em frente a casa enquanto gritava deixando os vizinhos olhando curiosos: "Esse é pras duas mulheres da minha vida!!!"

Nossa pequena havia nascido!
As dores horríveis da cesária, o cansaço por não dormir, a dor no peito ao amamentar tudo era esquecido, porque nada se compara ao ato de ter um filho. Não há amor maior do que você ver seu filho, que você criou dentro de você, agora, fora de você, nos seus bracos, tão dependente de você e do seu amor.-
A parte mais difícil era amamentar, porque não tinha saída pro leite, tive, como diz o povo no Amazonas, leite empedrado, ou seja, o peito endurece, e cria rachaduras. Minha filha passava horas sugando algo que quase não saía, ela chorava de fome e eu de dor ao amamentá-la, ela sugava leite misturado com sangue das rachaduras, minha mãe sofria com aquilo e pedia quase em desepero, pra eu dar leite na mamadeira, mas eu sabia que se eu desse, não poderia mais amamentá-la por que seria muito mais fácil para o bebê e me recusei, durante dias, era um sofrimento alimentar minha filha, tive febre, e fiquei com hematomas no peito, mas não abri mão do aleitamento materno. Com toda sua luta pra sugar, Laura acabou sendo uma vencedora, em alguns dias o leite jorrava na sua carinha, e ela começou rapidamente a ganhar mais quilinhos e mamava quase que sorrindo. Vitoriosa minha filha.

E assim ela chegou pra nós, minha Laura. Minha filha maravilhosa, que desde os primeiros dias de sua vida, só me tem dado alegrias e que amo tanto, tanto. Minha menina. Minha princesa-guerreira, desde seus primeiros dias.

Hoje ela faz quinze anos!
Vai ter um bolinho, vai ter presentinhos mais tarde quando ela chegar da escola...

Falando em presentinhos, eu lembro quando as pessoas me perguntavam o que daríamos a Laura, na época, ainda muito pequena, de presente de 15 anos. Nosso sonho era dar uma viagem a europa, pra ela fazer algum curso, aprender, ficar mais independente.
Pois é, os sonhos se realizam.
Graças a Deus!


Filha, meu amor, minha querida. Meu presente caído do céu. Feliz Aniversário meu bem, que Deus te abençoe sempre, te mantendo essa menina linda e querida que você é. Minha pequena Peter Pan, você cresceu, tá crescendo, mas sua alma, sua linda alma, permanece a de uma linda menina. Que seja sempre assim, filha.
Mamãe Nina te ama muito.
Obrigada por existir pra mim, pra nós.

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03/07/09

Nossa Mãe, Nosso Sol!

Hoje minha irmã tá lá na casa da mamãe. Ela mora longe de Manaus há mais de 15 anos, em São Paulo, mas não passa um ano sem retornar às origens, ou seja, aos braços da nossa mamãezinha querida.

Eu acho isso tão bonito.

Ela tem a chance de ir a qualquer lugar nas sua férias, mas nunca passou essas férias merecidas de julho em outro lugar que não fosse a casa da dona Flora.
Mesmo quando os apertos financeiros a impediam, ela sempre dava um jeitinho de pagar as passagens de avião que não são nada baratas, diga-se de passagem.
E sempre que ela chega por lá, a família toda se reúne. Tios, primos, sobrinhos, irmãos, amigos. Ter a minha irmã, que mora longe por perto, é motivo pra encontro da família. Todo ano a mesma coisa. Os almoços ficam mais animados, a casa não para num entra e sai de dá gosto, os churrasquinhos que mamãe faz orgulhosa, o peixinho preferido da minha irmã, a cerveja geladinha, a música pela casa...

Essa coisas de retorno do filho prodígio, sabe?!

E eu penso nas minhas irmãs. E eu sinto um orgulho danado de fazer parte daquilo. Não existe sensação melhor do que uma reunião entre nós. Entre nós irmãos, entre nós sobrinhos e filhos. Entre nós, família. Entre nós e mamãe. Ela que tá lá pra ensolarar os nossos dias em Manaus.

Quando minha irmã teve sua filha, há 12 anos, mamãe foi a São Paulo cuidar dela, como de praxe, como fez comigo, ao receber seus dois primeiros netos, Laura e depois João. E aí veio a Talita, seis meses depois do João e mamãe estava lá. E lá em Manaus, na casa dela, sem ela, era ruim, era estranho. Era como se faltasse algo bem maior naquele ambiente. Foi a primeira vez que pensei na minha mãe como o sol, como o essencial àquela casa, àquela família.

Nós íamos lá, cuidar da casa e das coisas dela e do nosso padrasto, mas sem a mamãe, faltava algo. Mesmo as conversas eram estranhas, o ambiente parecia não ter luz. Não sei. Era estranho. Mamãe faz uma falta danada quando vamos lá e ela não está. O que é muito comum, pois mamãe trabalha com idosos e passa muito tempo fora de casa, cuidando deles, indo a médicos, indo a congressos, a festas dos velhinhos, a desfiles das velhinhas, aos banhos de Manaus com eles, até na televisão mamãe aparece muito constantemente, mamãe que estudou até a quinta série por que não suportava ir pra escola já que era menina muito, muito levada, dá até palestra em universidade atualmente, mostrando que o amor às pessoas vale mais do que um diploma.

Pra aqueles velhinhos, minha mãe é sol deles também.

Lembro da mamãe dançando quadrilha com um monte de velhinhos numa festa junina, foi uma das coisas mais divertidas que já vi. Ela vestida de homem, numa alegria tremenda. Os netinhos foram assistir e riam muito da vovó maluqinha. Ela de lá do meio do palco, gritava e sorria e acenava pros netos e pros filhos. Laura disse que sentia muito orgulho da vovó por essa alegria contagiante que ela tem. Mamãe é sol também pra minha filha, pra sua primeira netinha. Aquela que carrega o nome da sua mãe.

Mamãe é Sol! Sol que ilumina, que contagia, saudável, feliz, que traz alegria, que irradia luz, sempre presente, sempre constante, sempre com uma palavra de conforto e de fé, que dá vida a uma família.
Essa é a minha mãe. E minha irmã tá lá com ela hoje, se reabastecendo de energia até o ano que vem...

E a foto que eu mais gosto dela.


Ela é o Sol, mas essa música é dela! Uma rosa. Minha mãe.

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01/07/09

Esquisitices alemãs

Como você sabe que está na casa de um alemão?
Simples:

Quando todos os sapatos da família estão dispostos fora do apartamento num pequeno móvel ou dentro do ap num cantinho da entrada

Quando ao entrar no apartamento, teus sapatos recebem um olhar de fuzilamento na hora e dali você não passa sem antes tirar os pobres coitados, sujos e cheios de pedrinhas na sola que vão estragar o piso e fazer com que o dono da casa gaste um dinheirão com consertos

Quando você ao ser convidado pra ir a casa de um, precise levar sua próprias pantufas

Quando você como batata e salsicha todo dia

Quando você abre um armário na cozinha e é atacado por todo tipo de cores, formas e tamanhos de tupperware


Quando você recebe pelo correio jornaizinhos semanais ou mesmo diários, com as promoções do supermercado e o povo lê aquilo com mais interesse do que você leria um livro de suspense

Quando a geladeira é tão pequena que você faz verdadeiros malabarismos pra encaixar suas compras ali

Quando mesmo que não tenha nada pra comer ou beber, a cerveja não falta

Quando você não encontra uma poerinha sequer nos móveis

Quando você é convidado pra ir dormir na casa de um e precisa levar seu saco de dormir

Quando no banheiro (toilett) tem sempre uma escova pra você limpar o que sujou (se é que você me entende...)

Quando na televisão, o povo só quer assistir programas bregas de músicos vestidos de forma MUITO estranha, ou passam horas rindo de programas humorísticos onde o "artista" fica falando sozinho num palco e se achando muito engraçado

Quando você vai tomar café da manhã um fim de semana onde tem amigos e você toma seu café normal enquanto eles tomam "cerveja clara-bretzel-salsicha branca e mostarda doce" (e em hipótese alguma essa ordem pode ser alterada, pode dar caso de polícia! O povo aqui não aceita com bons olhos mudanças nos padrões já estabelecidos- tradição é tradição e ponto final!).


Essa é uma das paixões da Laura, claro, sem a cerveja, mas ela come a salsicha com ketchup e o povo acha a maior heresia!

E quando é que você sabe que tá na Alemanha??


Quando você vai a um restaurante e não tem música ambiente (esqueça cantores com seus violões cantando música alta e ao vivo!! Isso não existe aqui)

Quando você, ao pedir um prato, o tal prato vier recheado como se fosse pra três pessoas e você precisa comer TUDO!!! Sem deixar resto e se deixar , vai ter sempre alguém na mesa disposto a comer teu resto, sem a menor cerimônia ou problema

Quando você entende somente 40% do que as pessoas falam

Quando você ri porque tá todo mundo rindo mesmo, mesmo que você não tenha entendido a piada

Quando qualquer coisa que você fale, faz todo mundo rir de você porque eles te acham muito engraçado ou doce ("oohh Du bist so süß!!")

Quando você encontra lados do que antes foram um par de luvas ou meias, ou ainda boinas, xales, casacos esquecidos em cima de bancos, janelas, escadas, pelos caminhos nas ruelas da cidade

Quando você está no meio de uma conversa e você precisa se concentrar muitíssimo no seu interlocutor, porque se você perder uma palavrinha da conversa, você não entende o que ele quis dizer (nunca um idioma foi tão complicado e nunca um povo demorou tanto pra completar uma frase como o alemão)

Quando você encontra bicicletas presas com cadeado em lugares públicos e a roda está quebrada, virada, esculhambada e o dono parece que esqueceu onde estacionou a pobre
Foto Google

Quando você vê meninos e meninas adolescentes com a mesma cara, tipo de roupa e penteado.

Quando os meninos adolescentes andam nas ruas como se fossem rappers (a calça mostra TODA a cueca, a boca da calça comprida, está dentro das meias, o tenis é obrigatório ser branco, mesmo num calor de 30 graus (isso aqui é muito quente!) eles estão de moletons com capuz, eles usam correntes douradas ou prateadas no pescoço e braceletes (??) como os que os jogadores de tênis usam e falam com as mãos em constante movimento

Quando as crianças pequenas são terrivelmente barulhentas e os jovens meio desrespeitosos, mas ao ficarem adultos, um verdadeiro milagre acontece e eles se tornam incrivelmente outros!

Quando os jovens acham o jeito de falar alemão dos turcos (maioria de estrangeiros aqui) muito bonito e "cool" e tentam imitá-los e aí o que você já não entendia em alemão, entende menos ainda

Quando você pensa que não tem nenhum policial por perto e quer dar uma de espertinho estacionando seu carro somente um minuto num lugar proibido e de repente, surge um policial ou mesmo um transeunte que anota o número da tua placa e você recebe em casa uma bela duma multa (esqueça a possibilidade de ser espertinho na Alemanha!!)

Quando o povo tem cabelos muito, muito estranhos
Foto Google

Quando os pais andam lá na frente, na rua e menino pequeno vai andando atrás, uns 5 metros de distância (eu acho isso o cúmulo aqui!!)

Quando você está gripado e não tem um "Tempo" ou seja, um pacotinho de lenço de papel e você é visto como um alienígena

...
...
Eis algumas maneiras de você saber que está em território alemão, e olha que essas são apenas algumas das esquisitices deliciosas desse povo que é mesmo, um barato!

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30/06/09

Vá de coque!

Tem coisa mais charmosa do que um belo coque?? Acho chiquérrimo!
Olha aí uns belos modelos pra se inspirar que eu peguei na Für Sie desse mês.
















Um verdadeiro charme, não?!

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29/06/09

Genética

O que será que forma um indivíduo hein? Qual será combinação que acontece quando somos criados? O que faz um ser humano nascer com suas qualidades ou defeitos?? Será se somos um pedacinho de cada coisa do que foram nossos antepassados? O quanto herdamos de nosso pais?? O que somos cada um de nós? Que resultados temos quando unimos duas pessoas boas? Ou duas ruins? Qual será a probabilidade de nascerem bons e maus seres humanos, gerados desses respectivos pais?? Será tudo uma questão genética?? E afinal o que é bom e o que é mal??
...

E que papo é esse, dona Nina??

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26/06/09

Vai fazer falta pra mim

Sinto muito, mas hoje quem está triste é uma menina de 13 anos.
Ela era muito apaixonada pelo Michael Jackson. Era mesmo. Adorava, tinha mil posters dele, ouvia o LP de Thriller diversas vezes. Cantava todas as músicas. Sabia todas as coreografias. Nunca acreditou que ele tinha culpa na questão do abuso daqueles meninos, sempre o defendeu, mesmo quando todos riam da cara dela...
Eu sinto muito, mas hoje ela tá realmente triste...

Michael Jackson - Rock With You

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25/06/09

Dois textos

Pra pensar seriamente:


"Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados nem acusar, ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?

Uma coisa é saúde outra é obsessão.
O mundo pirou, enlouqueceu.

Hoje Deus é a auto imagem. Religião é dieta. Fé só na estética. Ritual é malhação. Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem. Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção. Roubar pode, envelhecer não. Estria é caso de polícia. Celulite é falta de educação. Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?

A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa mais nada além da imagem, imagem, imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa. Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionameno, a amizade, a ajuda. Nada mais importa. Não importa o outro, o coletivo. Jovem não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política. Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.

Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar, correr, viver muito, ter uma aparência legal, mas...

Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser.
Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude.
Que eu me acalme. Que o amor sobreviva."


Texto de Rosana Hermann

Obs.: Inicialmente coloquei aqui que o texto acima era do Herbert Vianna, como me foi enviado, mas uma querida leitora, a Sandra, me fez a gentileza de enviar um email falando da verdadeira autoria. Obrigada Sandra, valeu mesmo! Adorei sua observacão!

De qualquer maneira, é um belíssimo texto, enviado pela querida e sempre presente, Thais.

* * *

E pra descontrair...



"Havia, na revista 'Pais e Filhos', um
espaço de Pedro Bloch, pediatra e teatrólogo, de coisas engraçadas que
as crianças diziam".


Uma delas:

"Uma menina estava conversando com a sua professora.
A professora disse que era fisicamente impossível que uma baleia engula um ser humano porque apesar de ser um mamífero muito grande, a sua garganta é muito pequena.
A menina afirmou que Jonas foi engolido por uma baleia.
Irritada, a professora repetiu que uma baleia não poderia engolir nenhum ser humano; era fisicamente impossível.
A menina, então disse:

--'Quando eu morrer e for ao céu, vou perguntar a Jonas'.
A professora lhe perguntou:
-- 'E o que vai acontecer se Jonas tiver ido ao inferno?'
A menina respondeu:
- 'Aí a senhora pergunta.'"


Enviado pela Chris, querida...
Nossa, eu adorava ler essa se
ção da revista Pais e Filhos, quando eu ainda nem pensava em ser mãe :)


Marido foi ao show do Faith No More, é super fã! E trouxe de volta essa música bonita aos meus ouvidos...

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