19/05/2009

Filhos grandes, mamãe pequena

Ser mãe não é tarefa muito fácil, sabe? Quando eles são bebês, muitas pessoas pensam que é a fase mais complicada, mas definitivamente, não é! Ao crescer, eles precisam muito mais de você do que quando você trocava suas fraldas ou o ajudava a caminhar dandos os primeiros passos e se sentia, já ali, esgotada de costas curvadas. Ao crescer eles se transformam.

Eles precisam passar pela experiência do crescimento e você cresce um pouquinho junto. Eu tenho me visto crescer interiormente, porque isso é um aprendizado que você ainda não havia tido conhecimento antes.

Mães que não crescem junto com seus filhos, pegaram o bonde andando e não sabiam exatamente como subir ou descer na Estação Adolescência. É difícil, minha gente, porque você pensa que já cresceu o suficiente, mas você estava redondamente enganada!

A adolescência ensina tantos os filhos quanto os próprios pais. Tudo o que você leu durante sua vida, achando que estava se preparando para quando fosse mãe, pra quando a adolescência dos seus filhos chegasse, não ajuda, porque você precisa passar por isso pessoalmente e só quando a adolescência bate à sua porta é que você vai saber que ela chegou e vai saber (talvez saberá) como reagir.

Não digo que não ler e não se informar não vai te ajudar, mas digo que isso não basta. Porque cada filho é diferente, é um ser humano diferente. Algumas características podem até ser parecidas, mas seu filho é o seu filho e não do seu vizinho. As coisas que você lê em livros pra bebês, que mostram o desenvolvimento deles a cada mês, por exemplo, é algo que bate direitinho com o que você vê no seu bebezinho de 7 meses, mas as coisas que você lê sobre a adolescência, variam tanto quando você de fato, se depara com ela.

Eu digo que estou crescendo porque estou desenvolvendo em mim a tolerância e a paciência. Eu preciso ser tolerante com meus filhos, se quero que eles também o sejam com os outros. E a paciência tenho que renová-la todos os dias da minha vida, porque as coisas não acontecem mais no meu tempo, no tempo que quero. Quando Laura era pequena e eu a mandava fazer tal coisa, eu contava até três, no dois, ela já estava lá, hoje em dia, ela é que faz o tempo dela. Não que ela não estremeça ao ouvir a contagem, quando brinco que vou começar a contar até três pra ela fazer algo, mas hoje ela me encara de frente e sou eu quem se sente sendo testada, tendo um cronômetro invisível a minha frente, com uns bons centímentos maior do que eu. Aquela pequena que era tão menorzinha que a mamãe, cresceu.

E o menino, meu Deus, tão meigo, hoje me olha de cima. E me desafia.

Eu preciso de muita paciência pra entender que eu não sou mais o centro e que minhas opiniões nem sempre são as mais acertadas, que tenho outras cabecinhas pensantes ao redor de mim e que com eles, também preciso aprender. Crescer.

To me sentindo no meio de uma montanha russa. Às vezes me sinto perdida e sem chão e eles vem e me dão a mão. A sorte é que meus meninos tiveram uma base de carinho muito grande e eles no meio de uma tempestade, sabem quando devem me dar a mão. Às vezes sou eu quem corro pros braços deles, pedindo consolo. Às vezes, são eles que entregam os pontos e voltam a ser pequenos.

E no meio dessa tempestade de sentimentos, preciso ser tolerante.
Preciso ser paciente.
Preciso ser gentil.
Preciso baixar o tom.


Um bordadinho talvez ajude...
Um boa música, certamente



A última do João, numa conversa em família, é que ele queria que eu dançasse mais com ele, como fazíamos quando ele era pequenininho e treinávamos passos ritmados enquanto Laura olhava do sofá, rindo da gente, mas hoje, não seriam mais as minhas músicas, mas sim, as dele, mesmo eu não aguentando hip hop... ai ai, paciência mamãe Nina... paciência...

14 comentários:

  1. Que texto bonito e rico! Acho que vc falou e disse. E tudo muito pessoal, cada um e diferente, nao vai existir uma receita de bolo a nao ser no desenvolvimento do corpo, como nos bebes. Adorei o paragrafo em que vc diz: "As coisas que você lê em livros pra bebês, que mostram o desenvolvimento deles a cada mês, por exemplo, é algo que bate direitinho com o que você vê no seu bebezinho de 7 meses, mas as coisas que você lê sobre a adolescência, variam tanto quando você de fato, se depara com ela."

    Imagino como nao deve ser facil, tem que ter muito jogo de cintura para cada situacao que aparece, e ainda, quando vc menos espera. A dificuldade tbm esta ao ver que eles ja tem os proprios gostos e opinioes, mas isso e otimo!! Mostra bem a singularidade deles e o quanto sao unicos e especiais! Uma coisa que nao temos duvidas e que a base deles e forte, e isso nao muda!

    Agora Nina, vai la... danca um hip Hop vai!! hehehe

    bjkinhas

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  2. Palavras de quem ama, Nina. Muito sentidas e bonitas de ler.

    Eu sou muito tolerante com a minha filha, mas tem vezes que faço um esforço sim. Mas ela merece.

    Agora com os outros, principlamente com certo tipo defeitos, cada vez sou menos tolerante.

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  3. Hehehe - faz um curso de hip hop com ele, tenho certeza que voces dois vao curtir muito :oD Vai lá, Nina, é legal sim, tem que entrar na danca, hehehe :o)))
    Beijocas pra voces!

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  4. Todos os dias aprendemos com eles, todos os dias se tornam um desafio à nossa capacidade de pensar, por eles e por nós, quando aos raciocínios deles temos de juntar a nossa própria experiência de vida, impulsionando-os a ver mais além.
    E é precisamente aí, que crescemos com eles. Quando somos obrigados a ponderar naquilo que fizemos com a idade deles e consciencializamos que hoje já nada faríamos do mesmo modo.
    Tolerância?
    Toda e nenhuma, dependendo daquilo que não podemos deixar de ensinar!

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  5. Ai, Nina essa é uma coisa que passa às vezes pela minha cabeça: como ser uma boa mãe???
    Quero ser como minha mãe é para mim.
    Me encanto com sua forma de buscar o melhor para os meninos.
    Grande beijo.

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  6. Oi, estou passando pra conhecer seu blog, e desejar boa semana

    bjs

    aguardo sua visita :)

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  7. olá !
    pode ter certeza que ele te considera uma ótima mãe mesmo que n mostre isso !
    .ysa.

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  8. Estamos passando por isso em casa,apesar não ter mais adolescentes em casa. Eu cresci,minha mãe não aceita e reage contra mim às vezes...Me sinto sufocada,ao mesmo tempo com vontade de dar colo pra ela, fazê-la entender que eu a amo do mesmo jeito, ela só tem que respeitar o meu espaço...
    Relações exigem muita paciência e dedicação,né?Mas acho que no fundo compensa.

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  9. Ai Nina... A adolescência já me assustava e agora lendo o seu depoimento estou apavorada!
    A minha pequena já me enfrenta, me testa e argumenta com três anos de idade, imagine aos doze?

    Que Deus me ilumine e me dê MUITA paciência e sabedoria, viu?

    Afe!

    bjux Menininha, bjux!

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  10. Nina, com que idade uma criança adolesce?
    Sabe é diferente mesmo, como você disse, quando são bebês o desenvolvimento é muito parecido, as mainhas muito parecidas, mas o temperamento...
    O Caio e o Pedro são os opostos, o Caio uma boa conversa ajuda, só que o Caio se tranqua em si facinho, o Pedro é explosivo, fala, escuta e não leva a sério...
    Obrigada pela grande "abrida" de olhos, sei que não dá para estudar e ser uma excelente mãe de adolescente,mas dá para aprender um pouco com as experiências das amigas.
    (eu só pesso a Deus que nenhum dos meninos sejam adolescentes sujões, preguiçosos e delinquentes, tá bom né?)

    Beijins:*

    Ah a foto do meu blog é da praia do Ingleses em Floripa:)

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  11. Puxa, se Jujuba quisesse que eu dançasse qualquer coisa com ele,haveria um problemão.Não danço nem quadrilha Nina.

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  12. Olá!
    Querida, esta é uma coisa linda, ser mamãe-adolescente.
    Imagino se meus pais passaram por essas coisas...
    Seu texto tão pleno me fez pensar neles, em como foi para eles eu "adolescer".
    Infelizmente esquecemos que nossos pais são humanos.
    Beijos, meNina.

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  13. Eu sei minha linda... eu sei muito bem! Mas o que me deixa tranquila é saber que tudo vai passar. Assim que essa rodada na montanha russa acabar, as coisas voltam ao "normal"... pl menos é o que dizem ahahhahahahah

    Mas sabe uma coisa ai é bem importante como vc falou: AMOR; AMOR; CARINHO; CARINHO

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  14. Nina querida, fiquei sem te responder uma mensagem... vc perguntou se podia postar aqui um texto meu... ora! pode sim! :) é um prazer...

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