12/11/2008

Blogagem coletiva pela adoção

Este post faz parte da Blogagem Coletiva organizada pela Geórgia e pelo Dácio.



* * *

Não preciso falar que tenho uma visão romantizada da vida. Quem me conhece sabe que acredito na educação, na bondade, na simplicidade, no amor e nas pessoas. Sei que muita coisa acontece neste mundo contrariando minhas crenças, e cada vez que vejo tal realidade, sinto que um pedaço de mim, da pessoa sonhadora que vive em mim, morre um pouco.

Já ouvi gente dizer que sou cega pra certas coisas, ingênua, até. Mas creio que uma certa ingenuidade foi o que me manteve em muitos momentos da vida, de pé e alerta. Se eu me permitisse me corromper pelas amarguras da vida, viraria um ser humano seco...

Se ser ingênuo fizer meu mundo ser um pouco mais alegre e limpo, quero ser pra sempre uma eterna criança.

Porque acredito na infância!
Porque sou uma mãe que enxerga o poder do amor na educação dos nossos filhos, porque acredito na base! Creio que mesmo que um dia nossos filhos desvirtuem-se do bom caminho que tentamos traçar pra eles desde seu nascimento, os ensinamentos que demos a eles ficarão gravados num cantinho do coracão, das lembranças. E será essa base que os trará de volta quando e se, fizer necessário.

Muito do que nos transformamos hoje (de mal) creio, é resquício do amor, atenção, limites e cuidados que nos foram negados na infância. Do amor que muitos de nós deixamos de receber.

Basta com um olhar um pouco mais atento observar o que vemos nas ruas do nosso país: crianças que roubam, que se transformam em delinquentes, pais que exploram seus pequenos filhos, colocando-os nas esquinas da vida sem seu real entendimento do que aquilo representa, empurrados para o trânsito pra vender algo, empurrados para a vida sem seguranca fora de casa, sujeitos a perder muito mais do que a infância. Dignidade. Meninos que se drogam, meninas que se prostituem, que mentem, que participam de pequenos assaltos, pequenos delinquentes que não são pegos, que não vão pra escola, que têm uma mão sendo passada por sobre sua cabeça ou surrados violentamente por pais nervosos e tão culpados quanto eles próprios, crianças que têm filhos pela rua, de outros meninos e meninas perdidos, filhos que serão abandonados em orfanatos, em sacos de lixo, em lagoas pelas cidades...

O que esperar de uma sociedade que não enxerga essas feridas abertas?
O que esperar de um país que nega os direitos mais básicos a seus habitantes?
O que esperar do futuro de uma pessoa com tal histórico de vida? Apenas a continuidade dos mesmos dramas passados??

Há quem tenha medo de adotar.
Muitos acreditam que o fator genético é mais forte do que o que tentamos ensinar.

Ora, uma pessoa não é feita apenas de genes. Ela é também feita de pedaços de vida que são adicionados a ela pelo caminho.
Base na infância. Educação. Carinho. Limites na medida certa. Sensação de segurança. Alimentação. Amor. Atenção. Cuidado. São alguns desses pedacinhos.

É possível mudar o rumo de alguém predestinado a uma realidade dura, fria e cruel.

Problemas no futuro, todos estamos sujeitos a enfrentar. Os meus filhos de sangue podem ser tão problemáticos para mim quanto um filho adotivo. Ou mais!

Dizer que a adoção pode trazer problemas a uma família é reduzir algo tão complexo a um único fato, a talvez uma exceção aqui outra ali. Reduzir tudo a uma questão genética é fácil, simples e preconceituoso demais.

O que é melhor pra uma sociedade mais saudável? Orfanatos e Febens da vida, cheios de crianças sem carinho, sem amor, sem passado e sem futuro, ou uma família, uma casa, um teto seguro, amor, carinho e atenção?

O problema, acredito eu, não é a criança que é adotada, mas os pais que a adotam!

Saber que filho precisa além de amor, também respeito e limites, é primordial! Em qualquer situacão. Muitos pais adotivos erram porque dão demais a seus filhos e esquecem que educar é mais que dar algo material, é muito mais que encher a meninada de presentes e guloseimas, é amar e respeitar, é também impor limites.

Porque criança sem limite cresce pensando que é o senhor do mundo e que pode obter tudo o que deseja, quando deseja e como deseja.

E nesse sentido, nenhum de nós está imune, somos todos possíveis vítimas, tanto os filhos de sangue quanto os adotivos, o diferencial vai ser nós, os pais, a sociedade, assumirmos as sequelas que estamos deixando para o mundo.

Quem somos nós como pais na verdade? Qual a minha qualidade como pai e mãe dos meus filhos, adotivos ou não??! O que eu quero mudar na sociedade?? Tento mostrar aos meus filhos aquilo que acredito ou sou apenas um mero coadjuvante da vida que gostaria de ter?? Fico na expectativa de um mundo melhor enquanto reclamo comodamente do vizinho, da escola, do governo, ou arregaço as minhas mangas e vou à luta levando o meu filho pela mão? Dentro de casa o meu mundo é o que é fora dela?? Como meu filho me vê? Quem sou eu como pai? Como mãe? Como cidadão?

Questões como essas deveriam ser repensadas antes de se ter um filho! Antes de se adotar um filho! Mais do que ter medo do que uma adoção pode trazer, a questão aqui é saber quem sou eu, e como poderei ajudar a melhorar o mundo a minha volta.

A verdade é que existe adulto carente de afeto. E tanta crianca também... porque não unir as necessidades e se permitir um pouco de alegria, de amor, de sensibilidade? De quebra, ainda se dá uma melhorada no nosso mundinho...

Eu acredito, eu acredito, com todas as minhas forças, na infância!

"...Parágrafo único:
O homem, confiará no homem
como um menino confia em outro menino.

...Artigo Final.
Fica proibido o uso da palavra liberdade,
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre
o coração do homem".

Thiago de Mello
Os Estatutos do Homem (Ato Institucional Permanente)

34 comentários:

  1. Nina, muito bom o seu ponto de vista. Você tocou bem na ferida dos nossos problemas sociais.

    Muita gente tem medo de adotar porque fica pensando na parte genética da crianca. Concordo em parte. "O home é produto do meio", e a Biblia afirma que o lado mais forte da vida é o Amor.
    Por isso, acredito que a crianca adotada que seja amada, se sentirá acolhida e protegida em todos os sentidos.

    Essa parte do seu post aqui:"
    Ora, uma pessoa não é feita apenas de genes. Ela é também feita de pedaços de vida que são adicionados a ela pelo caminho.
    Base na infância. Educação. Carinho. Limites na medida certa. Sensação de segurança. Alimentação. Amor. Atenção. Cuidado. São alguns desses pedacinhos."

    Um grande abraco e obrigada pela participacao

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  2. Há muitos anos, li uma frase num livro cujo nome é: Você e a Hereditariedade, não me lembro do autor, infelizmente. Dizia que: o caráter de um ser humano começa onde termina a hereditariedade. Dizia ele que mais valia o ambiente familiar que uma possível problemática genética, mesmo porque acho eu, que um indivíduo não é a soma genética pura e simplesmente de dois, e sim a soma de muitos ancestrais. Pais felizes e amorosos tem muito exemplo para dar e resultados ótimos a obter, mesmo com filhos adotivos.Uma quimera é querer que uma sociedade plural como a nossa, bem mais complicada que outras mais uniformes enxergue um ideal humanístico. A complicação maior aqui é a pobreza. Obrigado por participar da blogagem da adoção com este olhar todo especial e pleno de verdades. Abraço e boa semana, Nina.

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  3. Nina, sua crônica está perfeita!
    E a questão está lançada: "Quem somos nós como pais na verdade? Qual a minha qualidade como pai e mãe dos meus filhos, adotivos ou não??! O que eu quero mudar na sociedade??
    Parabéns pela reflexão a que você nos obriga.

    Beijos, carinho,
    AdéliaTheresaCampos

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  4. Nina, adoraria poder adotar, acho que já falei isso pra você, gostaria de adotar 3 irmãos, aqueles que já estão em idade dificil de adoção que sempre são deixados pra trás.
    Nâo quero e não acredito na herança genética. Não gosto de pensar nisso, acho que passamos coisas sim para nossos filhos, mas não pelo sangue, a não ser é claro de doenças, alergias, tipo sangüineo e etc, imagina só, tenho dois filhos, filhos dos mesmos pais e são totalmente diferentes um do outro, nem parecem irmãos...
    Tenho muito próximo de mim, filhos adotados, dois já são adultos e dois ainda são pequenos, e a adoção fez tão bem pra eles, são tão parecidos com seus pais, sem essa de sua herança genética, sem falar é claro que nem todo mundo que deixa um filho para adoção é um monstro, existe pessoas que deixam por se verem numa necessidade maior e outros por acharem que não saberão criar uma criança, e outros tantos motivos que a gente abre o jornal e vê todo dia.
    Desculpa o coment enorme, mas esse assunto dá muito "pano pra manga"

    Beijins com felicidades:*

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  5. Nina,

    Gostei muito, especialmente quando você diz:
    "Ora, uma pessoa não é feita apenas de genes. Ela é também feita de pedaços de vida que são adicionados a ela pelo caminho.
    Base na infância. Educação. Carinho. Limites na medida certa. Sensação de segurança. Alimentação. Amor. Atenção. Cuidado. São alguns desses pedacinhos."

    É verdade, a criatura se constrói com os genes, o ser, com o amor que recebe.

    Beijos,

    Xico Lopes

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  6. Nina confesso que eu tb me emocionei com o video que postei...o youtube tem sido uma grande ferramenta ne.
    Ao entrar aqui achei que iria achar uma filha nenem..rs,qdo olhei ja é uma moçona ual...linda as duas.
    E vc sendo realizada plenamente e ainda assim vestindo a camisa da solidariedade ja posso perceber mesmo que tudo o que disse de vc bate...rs
    Como vc tb sou romantica ao extremo..p mim tudo pode ser flores sempreee,mas as pancadas da vida as vezes nos nocateiam de jeito...mas acredito e quero acreditar que o bem sempre vence.
    Seu post esta muito bom e esclarecedor...viva a união e viva os blogs.
    um beijo carinhoso tenha uma ótima quarta.

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  7. Eu já ouvi muita gente dizer que não adota porque tem medo que o filho vire um monstro e depois se arrependa de ter adotado, mas quem disse que um filho de sangue não se tranformmará num monstro também?E alguém devolverá esse filho? Não!
    Filho é filho e ponto final e a adoção é uma linda atitude!
    Para quê colocar filho no mundo se há tantas crianças precisando de amor!
    Nina, você está certa de ter esse pensamento. Se todos fossem que nem você o mundo seria mil vezes melhor,tenho certeza disso.

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  8. Olá Nina, tuas perguntas retóricas incomodam? E, o ato de adotar, ajudaria a todos.

    É lamentável que nosso mundo se tornou tão hipocrita.

    E, as vezes, não compreendo porque tantas pessoas preferem cuidar de animais, plantas e se empolgam em tais movimentos, e até pensam, que estão fazendo uma ação maior, de amor à vida, reconduzindo um bando de pinguins para as águas frias do sul, e muitas destas pessoas, não conseguem adotar uma criança, ou ajudar uma instituição de crianças carentes.

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  9. Olá Nina…
    Que alegria receber sua visita lá no meu cantinho! Agradeço imensamente.
    Jamais deixe de ser romantizada, conforme sua expressão...
    Eu também acredito na raça humana...acredito na bondade, na amizade, no amor...Estas coisas que Deus colocou em nós...sim, somos criaturas de Deus e Ele nos fez com tudo o que há de melhor. Tudo está latente em nós. Só temos que desenvolver estas qualidades que já estão em nós. Temos que nos dar esta chance.
    Adorei seu texto. O modo como você coloca os seus sentimentos com relação à vida e às pessoas. Eu, como pedagoga, também creio que a recuperação da dignidade e da humanidade está na educação. Todos somos responsáveis em dar e receber educação.
    Entendo que, quando damos à criança todas as informações e orientações alicerçadas no amor e respeito, na hora em que eles tiverem que fazer suas escolhas, eles saberão escolher com mais responsabilidade, mesmo diante das tentações, pq o que estiver lá no coração e na reminiscência da memória os orientarão.
    Parabéns!
    Uma vez mais agradeço por seu comentário! Venha sempre!
    Muita paz! Beijosssssssss

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  10. Nina vc escreveu maravilhosamente. Falou tudo com muita desenvoltura e bem.
    Eu tbm acredito na infancia! E nao acho igenuidade nao...o mundo pede a toda hora que sejamos brutos. Acho que vc tem uma boa vida, pode ate ser romantizada ou talvez ingenua, mas pensa, pensa no outro, se senbiliza, se comove, isso e importante!
    Vc escreve tudo isso, pensa tudo com uma conectividade maravilhosa!
    Nao acredito muito nos genes para o comportamento e linguagem.
    Tudo esta na historia e experiencia de vida. Como se cria, como se vive. O contato diario tem mais peso do que o gene ai. Para voce ter uma ideia, minha amiga de infancia (vou ate falar dela no blog amanha) e negra, e eu me acho super parecida com ela, na forma de rir, de olhar, de falar....sao coisas que "pega" pelo contato. Falar nisso ela tem uma irma adotiva, que e branca...ahahahaha...e uma familia linda de negros com a irma adotiva branca! hehehehe
    Pois e... eu conheco muitos casos em que os filhos adotivos que cuidaram dos pais qdo velhos, os filhos sanguineos nao davam atencao. Isso e muito relativo. O gene pode falar certas horas sim, mas o que conta mesmo e no dia-a dia.
    Agora pensa tbm... um bebe rico de boa familia, sem muitas interferencia e posto num lugar que tenha crime, palavroes entre outras coisas ruins, ele vai pegar as coisas ruins, pode ser que eletenha dele um bom coracao e queria mudanca. MAs ai ja e outra historia.
    O meu sobrinho apesar de ser inteligente e amoroso, e muito ciumento de pessoas, se ele gosta de vc, ele arruma encrenca com o outro. A gente nao sabe de onde e isso, a gente tenta trabalhar isso e nos limites tbm, que e dificil, mas e uma das coisas principais a se trabalhar com criancas de hoje em dia. Incrivel como a infancia de cada epoca tem sua peculiaridade!
    E tbm acredito que boa base e essencial. E tudo mesmo! Se houver rebeldia em alguma epoca, com certeza a base e que puxa para o caminho que faz bem.
    O seu ultimo paragrafo esta otimo. Existe sim muito adulto carente de afeto. E eles podem dizer que nao, mas isso atige toda a vida sim.

    Educacao e tudo!

    Bju bju

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  11. Olá Nina,

    Obrigada pela visita e por suas palavras.

    "O problema, acredito eu, não é a criança que é adotada, mas os pais que a adotam!"

    Eu acredito nisto, se olharmos não tão longe assim veremos este retrato em muitos locais, basta um olhar mais apurado para deixarmos os nossos prenconceitos de lado.

    Adorei seu texto, palavras cheias de sensibilidade, muito bom!

    Beijos e flores!

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  12. Oi Nina!

    Obrigada pela visita no meu blog.
    Adorei o seu cantinho, suas palavras.

    Você falou que existem adultos carentes. Acho adoção é capaz de fazer maior bem a eles do que para as próprias crianças. Porque essas, já são "calejadas" pela vida, pelo fato de terem sido abandonadas.

    Como eu disse, a adoção é um super desafio. Mas, não é assim: "O amor tudo pode, tudo espera, tudo suporta"?

    Um abraço grande!

    Renata

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  13. Olá!
    E sempre um prazer enorme participar destas causas nobres. Colhemos várias informações que enriquecem nosso conhecimento e temos o prazer de conhecer pessoas que pensam como a gente, que lutam pelo que é justo e nobre.
    Beijos!

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  14. Oi Nina! Obrigada pela sua visita!
    Eu gostei mto de participar dessa blogagem coletiva, achei o tema super importante e tb do meu interesse! :)

    Bjos,
    Bia

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  15. Nina,
    Seu texto é perfeito!
    Concordo plenamente com tudo o que você colocou e especialmente esta parte aqui:

    "Ora, uma pessoa não é feita apenas de genes. Ela é também feita de pedaços de vida que são adicionados a ela pelo caminho".

    Ouvi muitos destes comentários quando estava no processo de espera da adoção.
    E eu não acredito que o fator genético marque uma vida negativamente para sempre.
    Isso não é verdadeiro. Os exemplos estão sendo relatados nesta blogagem! Crianças que cresceram e se tornaram seres humanos íntegros.
    Parabéns pela participação.
    Um abraço,

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  16. Oi NIna,
    Obrigada pela visita e comentário em meu blog. Sabe, trabalhando em escolas, tenho tido muitos "filhos adotivos" nesses anos. Adoro a todos! Seu texto está lindo e bem objetivo. Aliás, amei seu blog viu? Passarei sempre por aqui.
    Bjs

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  17. Oi Nina.
    Ser pai e mãe não é uma tarefa fácil, não existe manual de intruções. Por isto, concordo quando dizes que devemos avaliar nossos valores antes de nos decidir a conduzir os passos de uma criança neste mundo - sejam filhos biológicos ou adotivos. Ser pai e mãe não é tarefa para amadores. Por isto, de novo, é assustador o número de adolescentes que prematuramente ingressam na maternidade/paternidade sem estarem preparados para isto, razão que faz com que os orfanatos estejam cada vez mais cheios. Caberia aí uma campanha institucional séria, patrocinada pelo governo ou uma instituição privada, no sentido de alertar os jovens sobre a necessidade do uso de preservativos (não apenas durante os dias de carnaval), e, por outro lado, sobre a importância da adoção àqueles que têm condições para isto. Trata-se de uma questão de afeto, solidariedade e amor para com o próximo (no caso, crianças desprotegidas). Com gestos assim, construíremos o país melhor que tanto queremos.
    Um abraço.

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  18. Oi Nina, primeiramente quero agradecê-la pela visita ao meu blog... Vc tem coragem de dizer que meu blog é lindo? O seu é perfeito... adorei...

    Muito boa sua postagem... tb sou mãe e depois que meu filho nasceu tudo em minha vida mudou... desde o agir até o pensar... no antes e depois...
    e realmente de coração, um dia vou ter um orfanato e aí sim, todos terão uma mãe com muito amor pra dar...

    Bjo grande e volte sempre... ^^

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  19. Nina,

    Adorei sua postagem. Acho que o seu texto poderia ser um "hino" para essa campanha, que ainda enfrenta tanto preconceito. O texto nos faz lembrar que a ligação de mãe/pai e filho vai muito, mas muito além de condições fisiológicas ou biológicas, mas dependem de um conceito que se baseia no coração, na alma, em um encantamento que, por certo, não vem da ciência.

    Um beijo grande, grande mulher!

    Rê.

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  20. Oi Nina,

    Apesar de ter conhecido seu blog há pouco, adorei seus textos. Te indiquei lá no meu blog e deixei um selinho pra você. Se puder, passe lá depois.

    Bjs!

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  21. Nina muito bom o que vc falou. Agradeco a visita no meu blog. Vim agora lhe visitar e gostei daqui. Bj

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  22. Penso que um filho adotado ou não deveria ser prioridade independente das crises: de emprego, de ciúme do marido, de separação conjugal, etc.
    Fiz estágio dois anos e fiquei horrorizada de constatar que quando um casal se separa os filhos são muitas das vezes usados como moeda de troca... terrível.
    Tem que se perguntar: eu realmente quero criar um filho? E se comprometer.

    Forte abraço, Nina.

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  23. Oi Nina querida, obrigada pela visita, realmente é um lindo texto o q coloqueilá no vivendodehistorias. Foi escrito por uma senhora de 79 anos!!! É só refletir, não é? Qto a questão adoção tenho alguns critérios, até pq vivi de perto a adoção de duas crianças pela minha comadre e, infelizmente, o resultado não tem sido mto bom, pq não houve limites e hoje ela está pagando um preço meio alto, apesar de fingir q não percebe. Porém, ainda há um problema, criança tem q ser clara, bebê, etc. penso como ficam os q já estão maiores, talvez se tivesse de adotar seria um desses, pois talvez fosse até mais fácil, não sei. amo criança e acho q fui um pouco adotada, mas só q por parentes, pois minha mãe ao morrer do meu parto, procurou me dar p ser criada pela minha tia avó q já tinha 5 filhos. Foi mto bom, e concordo c quem diz q mãe é quem cria e dá amor. Fui muitíssimo feliz e mto amda por toda a familia, pena q todos já se foram, mas aprendi demais e sei q dei tb ótima educação p as filhotas. sou como vc , filhos são a melhor coisa da vida.
    Mudando de assunto, passa no blog de acessoriosdamarisa p ver as novidades. Bjks

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  24. Oi nina!

    Achei lindo o que escreveu e o desfecho da poesia de Thiago de Mello, tive a honra de conhecer, irmão da minha vizinha, não pude conversar, mas apenas um olá!
    Obrigada pelas palavras que me deixastes.
    Beijos do rio para vc!
    mari

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  25. Oi gente, obrigada pelas palavras gentis. Adocão é um ato de amor e nobreza sim, e mais que isso tudo, responsabilidade extrema!

    Até hj participei apenas de 3 blogagens coletivas, mas essa foi a que mais gostei! Incrível a quantidade de lágrima que já derramei lendo o que as pessoas envolvidas escreveram.

    Muita sensibilidade! Adorei tbm visitar tantas pessoas bacanas.

    Para quem tiver vontade de ler um pouquinho sobre o tema que os blogueiros escreveram, basta ir no blog da Geórgia, o Saia Justa e ver a lista do pessoal que já escreveu..Vale super à pena!

    A Geórgia e Dácio, só agradecimentos pela bela blogagem que eles organizaram!

    Bjs a todos e obrigada novamente :)

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  26. Ei Nina!
    Que bom ler este seu texto, moça! Em vários momentos, me senti escrevendo-o.
    Eu tb acredito na infância. Na verdade, acredito no ser humano. E acho que é função nossa, os que acreditam e pensam desta forma, continuar esta batalha pela conscientização da necessidade de se ter valores humanitários. De se valorizar a vida através de atitudes mais solidárias, mais cooperativas.
    Gostei muito de te ler, moça!
    Beijos

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  27. Nina, foi perfeito seu post. Muito completo.
    Realmente se nos víssemos mais, se nos olhássemos mais, talvez errássemos menos.
    Enquanto, criarmos nossos filhos, com o que temos de melhor, e sem custo nenhum, que é o amor, o carinho a atenção, e sem dúvida, os limites, estaremos criando homesn de bem, cidadãos capazes de enfrentar o mundo com todas as suas dificuldades.
    Acho que o que está se perdendo, é o sentido de família, e isto não é bom.
    Pessoas muito ocupadas, optam pelas facilidades oferecidas para ganharem tempo, e esquecem aquelas coisinhas simples, como sentar-se a mesa, ouvir o filho, mostrar possibilidades, e educar com amor. Coisas simples, de muita importância.
    Isso claro, com filhos biológicos ou não. Sem nenhuma distinção.
    Só o que conta é amor que conseguimos sentir.
    Um beijo

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  28. Nina até que fim te achei novamente estou de volta e com endereço novo beijos
    www.anellisena.bogspot.com

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  29. Nina

    Assino embaixo do que a Georgia disse.Teu post ficou fantástico!

    Obrigada pela visita!

    Bjim.

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  30. Ola Nina.
    Adorei sua postagem, bem como seu blog como um todo.
    Andei lendo os comentários, e em sua maioria, traduzem meu pensamento.
    Parabens e obrigada pela visita ao Interagindo
    Bjs

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  31. A criança é uma semente. Se dermos a ela carinho, atenção e educação, se lhe mostrarmos responsabilidade e amor ao próximo, ela dará carinho, atenção, educação e amor ao próximo quando adulta.

    Mas se a abandonarmos...

    Muita gente diz que blogagem coletiva não tem importância, porque não gera efeitos práticos.

    Eu discordo, especialmente com o que representa ESTA blogagem sobre a adoção.

    Isso porque, o grande efeito desta blogagem é fazer com que uma pessoa que esteja pensando em adotar, tenha subsídios para decidir pelo sim ou pelo não, em razão do fato de que os muitos post sobre ela, mostram as várias faces da questão.

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  32. De tudo, o que mais gostei foi "O homem, confiará no homem
    como um menino confia em outro menino."

    Frase chocante!

    Mas, claro, o resto todo também foi ótimo! Sabe de uma coisa? Acho que eu não vou ter filhos mesmo não, vou adotar alguém. O que acha?

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  33. Olá Nina, otima postagem!
    Por enquanto só pude olhar pelo do lado do filho rs, mas ser pai exige responsabilidade, comprometimento, amor... Não é mesmo algo tão simples (minha mãe que não leia).
    Sem duvida os laços criados pelo afeto, pela relação pais-filhos é muito mais importante do que um monte de genes, se você tivesse adotado a sua filha continuaria sendo a mãe dela do mesmo jeito, mas se ela fosse fruto de seu dna, mas não tivesse sentido o calor de seu acolhimento e sim o frio do abandono, a história não seria a mesma...
    Um abraço!

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