25/06/2008

Descobertas

Depois que as crianças voltaram da casa dos meus sogros, percebi que aquela foi a decisão certa a tomar. Deixá-los um pouco fora do ambiente onde mamãezinha faz tudo, foi uma decisão mais que acertada.

Eles voltaram renovados e com fôlego novo.

Sem internet e sem playstation, eles tinham que descobrir coisas novas pra fazer. Os avós tortos, pararam toda sua vida normal pra estar com as crianças. Foi proveitoso pra eles que não têm ainda nenhum neto e proveitoso para Laura e João.

Voltaram entusiasmados por descobrir que matemática nao é esse monstro de mil cabeças que todos pintam, voltaram contando novas histórias, falando melhor o idioma, voltaram com saudades, mas dizendo que poderiam ficar mais tempo se necessário.

E voltaram com disposição de ajudar mais em casa.

Porque lá eles faziam suas camas? E aqui não?

Porque eu sou a super mamãe, ora bolas.
Aquela que faz tudo!
Já havia tentado botar ordem no galinheiro, mas não conseguia.
Me descobri com a volta deles, aprendendo a ter paciência pra esperá-los no seu tempo, arrumar seus quartinhos, do jeito deles, que absolutamente não é o meu, mas é o tempo deles. O seu jeito.

Descobri que tenho dois filhos já grandinhos dentro de casa e que eles podem fazer mais em casa do que simplesmente ir colocar o lixo lá fora.

Eles podem até mesmo cozinhar!

E esta foi a melhor descoberta.

Ambos gostam de cozinhar e querem aprender. Basta eu falar que eles devem vir à cozinha me ajudar, que eles, num piscar de olhos, já estão lá.

Já fazem coisas básicas, claro, mas fazem.

Asinhas de frango assado, carne moída, saladas de batata, pizza (ok, a massa pronta, basta preparar o sabor desejado, e isso eles já fazem), purê, cuidam da carne para o churrasco, etc.

Eu tenho que começar a dar esses pequenos trabalhos às crianças, porque afinal eles não vão morar pra semrpe com a mamãe. E quando sairem de casa não vão, certamente, ficar olhando pra cozinha sem saber o que fazer com aquelas coisas prateadas em cima daquele negócio que esquenta... ou quem sabe como a Patti, que não sabia que precisava colocar água na sopa, rsrs (perdão Patti, mas essa foi boa demais...)

Trabalho de mãe é exatamente esse, mostrar o caminho e deixar que eles aprendam.

As receitas facinhas são bem vindas viu? Quem quiser ensinar pratos simples de fazer ao meus pequenos, fiquem à vontade pra dar dicas, porque os fins de semana são os dias deles fazerem o jantar.

Mamãe aqui agradece.

13 comentários:

  1. Ahahahahahha, Nina, ainda se lembra dessa?
    A minha mãe também nunca se esqueceu, ia-lhe dando uma coisinha má. Ahahahah

    Já viu que vergonha! Eu hoje nem acredito. Sei fazer tudo na cozinha e mais, ADORO!
    A Beatriz também já vai aprendendo.

    Educar e saber responsabilizar. Liberdade com responsabilidade.

    Já lhe respondi ao 'parola' lá no Ares.
    Bjs

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  2. Olá, Nina!
    Estou por aqui e está tudo bem sim.
    Andei meio sumida, a vida acabou corrida demais.
    Mas, já tem texto novo!!!
    Um beijo de carinho.
    E parabéns pelas descobertas.

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  3. Que legal, Nina, os meninos agoram partilharem as coisinhas de casa com vc. Deve dar maior orgulhão! Lá em casa os meus filhotes me ajudam, so que tenho medo de fogao ainda pra eles, acho que são muito pequenos. Mas brevemente eles estarão aprendendo quitutes tambem. Laura deve gostar das sobremesas. Mulher sempre gosta mais. Homem já é mais mestre cuca, gosta de inventar. É assim por aí?

    Querida, obrigada pelas palavras lindas la no blog. São esses detalhes que deixam a minha vida mais feliz. Obrigada mesmo! Diz pra Laura que eu mandei um beijão pra ela...e que a acho linda, igual a mãe! Qualquer horinha a gente se encontra no msn pra jogar conversa fora. Adoro!

    beijoooo grande!

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  4. Ei, Nina querida!
    Estar perto da Paty me faz muito bem.
    Ela está forte e animada, uma guerreira!!!
    E eu ao lado dela me sinto mais forte e animada também!
    (Ela me ensina todos os dias)

    Obrigada por se importar, obrigada por nos oferecer sua força e seu carinho.

    Um beijo enorme!
    Dri

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  5. Que bom que você percebeu isso cedo Nina. É muito importante para os filhos terem suas responsabilidades.
    Em casa minha mãe e minha avó nunca deixou o Bruno fazer nada e hoje elas reclamam que ele deixa tudo jogado e que nem tira o prato da mesa e eu digo que a culpa é delas e confortável para ele.
    Deve ser muito difícil criar os filhos para o mundo,mas é necessário,não é?
    Então, não sei se foi a minha locução que vc ouvir pq não sei ao certo que dia que tiraram a minha. Se a locução que vc ouvir era traduzida para o inglês não era a minha,mas se não, era a minha sim! Tomara que tenha sido a minha!
    Beijooos

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  6. Obrigada pela visita lá no blog, comecei a ler o seu e gostei muito, volto depois para ler mais, vc também parece uma mãe muito boa e feliz, eu sou desse time também, apaixonada por esse meu trabalho, por cuidar das minhas pequenas.
    Super beijo e tudo de bom...vc ta na Alemanha?? Tenho uma prima morando na Alemanha... um dia apareço por ai.

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  7. Nina,
    As coincidências são espantosas, tem até um nome mais legal pra isso né? Sincronicidade.

    Semana passada fiz almôndegas, o Caio é louco por isso, e amanhã Nina, ele vai fazer comigo. Ele está numa expectativa de quem espera o Natal chegar, lindo de se ver.
    Como mãe coruja que sou estou armando o circo(equipes de filmagem, fotográfos, imprensa hehehehe). Depois lá no Mundo do Caio vou postar o acontecimento.

    Beijins

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  8. Oi Nina,

    Antes que eu me esqueça, amei a frase: "all star não é tênis, é lenda"
    Vc me ganhou completamente com essa...

    Então,vivo levando puxão de orelha por não deixar minha princesa ter asas. Alguns dizem que sou super protetora. Eu não acho, mas tudo bem, mesmo assim, tô tentando mudar algumas coisas no meu comportamento. Pois é, como posso te julgar? Como posso te julgar por ser "super mãe"??? Simplesmente, não posso.

    Ah! Quanto as receitinhas fáceis, vou ajeitar algumas pra vc. Sou a rainha da culinária de "15 minutos". Tô com um caderninho cheio de receitas fáceis. Te passo algumas por email, tá?

    bjux querida!

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  9. Consumo é vilão ambiental,
    Para resolver o problema ambiental nº 1 do mundo, a receita do antropólogo Emilio Moran, 61, nascido em Cuba, mas morador dos Estados Unidos desde os 14 anos, chega a ser prosaica. "Temos que aprender a desligar a televisão. Ela é a principal ferramenta do consumismo", afirma o especialista em América Latina, que há mais 30 anos investiga o desenvolvimento humano da Amazônia brasileira.

    Apesar de a entrevista ter sido feita em um hotel a meio quarteirão da rua Oscar Freire (o palco das grandes grifes mundiais em São Paulo fora dos shoppings) o entrevistado, com orgulho, comenta: "Esta calça que estou usando eu comprei há 25 anos."

    Moran é um acadêmico tradicional e assiste televisão. Na Universidade de Indiana, ele dirige um centro que une a antropologia às mudanças climáticas globais --o agricultor amazônico, por exemplo, segundo uma pesquisa feita pelo grupo, não sabe se proteger contra o El Niño, porque ele não registra essas oscilações naturais ao longo do tempo.

    Pobreza amazônica

    Se o modelo mundial de desenvolvimento, para o pesquisador, está errado, o da Amazônia idem. "Nos últimos 30 anos, o aumento do PIB da população amazônica subiu menos de 1%. Na região, quem ganha é quem já era rico em São Paulo e no Rio de Janeiro."

    O antropólogo, que chegou à floresta no início das obras da rodovia Transamazônica, diz que pouco mudou na região. "Não existe infra-estrutura para o pequeno agricultor. A estrada, por exemplo, não mudou muito, continua ruim. Existe ausência de governo na Amazônia com toda a certeza."

    Os grandes produtores, lembra o pesquisador, montam sua própria infra-estrutura e acabam fugindo do problema encontrado pelos menores.

    "Falta compromisso com a indústria regional, que poderia valorizar os produtos amazônicos. Daria, por exemplo, para fazer uma fábrica de abacaxi enlatado, ou de suco". São várias opções disponíveis, diz Moran, que trabalha em áreas críticas, como Altamira (PA).

    A experiência acumulada no campo, inclusive nos recantos amazônicos, é que leva o antropólogo a afirmar: "O maior problema ambiental do mundo é o consumismo. O mercado ensina egoísmo e o indivíduo cada vez mais está centrado em si mesmo", afirma.

    Parte do caminho para sair dessa cilada ambiental, Moran apresenta no livro "Nós e a Natureza" (Editora Senac), lançado anteontem no Brasil. "É um livro mais apaixonado. Experimentei a sensação de ir além dos escritos acadêmicos", diz.

    Para reforçar seu ponto de vista, de que o modelo mundial é insustentável, Moran usa exemplos da classe média brasileira e da sociedade americana. Ambas ele conhece bem. No caso nacional, cita a história em que um filho de uma família de classe média do interior de São Paulo comentou com a mãe que eles eram pobres. O motivo era a ausência de uma televisão de plasma na sala, em comparação com a residência do vizinho.

    "Subprime" ambiental

    "No caso americano, a crise imobiliária é também um problema claro de consumismo", afirma Moran. "O americano, na média, está todo endividado. A maioria paga apenas os juros. Cada um tem uns US$ 20 mil em dívidas só no cartão de crédito". E isso, segundo ele, apenas para querer ter mais e mais. "No caso do mercado imobiliário, por exemplo, muitos fazem a segunda hipoteca [antes de quitar a primeira] para mudar para uma casa maior.

    Segundo o antropólogo, enquanto nos anos 1950 a casa de uma família média americana tinha uma vaga na garagem e 140 metros quadrados para seis pessoas, hoje ela tem espaço para três carros e 300 metros quadrados para quatro pessoas.

    E os carros, lembra Moran, queimam petróleo cada vez mais em maior quantidade, por causa do tamanho e da potência do motor. "Tenho feito o caminho inverso. Hoje, tenho um carro pequeno e de quatro cilindros", conta o cientista.

    Apesar de o quadro ambiental mundial ser dramático, o antropólogo afirma ser otimista e retrata isso em seu novo livro também. "Se não existir esperança, o melhor é pendurar as chuteiras e ir embora."

    Para Moran, é o consumidor individual o único que tem poder de ação de fato. "As pessoas podem chegar e dizer "não". Elas podem não consumir mais porque aquilo vai endividá-las e criar pressões [ambientais]".

    Além de ensinar os filhos a lerem com um olhar crítico os comerciais, todos deveriam olhar suas gavetas, seus armários, diz ele. "O importante é saber que não se está sozinho. Existem milhões de pessoas no mundo que já não aceitam esse modelo [de desenvolvimento] que nos levará ao colapso." uga uga

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  10. Dá-lhe Nina vc tem toda razão,esse dois têm que ajudar mesmo sacode a preguiça deles, deixa o Gustavo ficar um pouquinho maior vou colocar ele pra cozinhar, apesar de o pai achar que certas tarefas são de meninas e não de meninos, mas essa ai é outra história, deixa que do machão Odilio cuido eu, ele já faz algumas tarefas domésticas coloquei moral quem manda aqui em casa sou eu rsrsrsrsrs. Bjo grande pra vcs.

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  11. Acho perfeita a maneira como a Laura e o João estamos ficando independentes:calmemente,sem traumas.Eu até hoje não sei me virar na cozinha e nem me parece que aprenderei tão cedo.Ninguém nunca me ensinou-simplesmente queriam que eu soubesse o que fazer e como fazer,de uma hora para outra.Não é absurdo?Até hoje,eles brigam comigo por causa disso.E querem me ensinar a cozinhar nesse momento,em que não tenho tempo nem de espirrar! ¬¬"
    Sorte para vocês,por aí...sempre deixo meu comentário com a sensação de que vocês serão cada vez mais felizes.Espero que Deus ache o mesmo! =)
    Muitos beijos ;*******

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  12. Preciso urgente tomar umas atitudes destas, mas sabe, existem crianças mais predispostas a aprender. Conheço adulto que nao sabe nem trocar lampada, um absurdo! Mas porque sempre teve alguem que fez!
    Voce está corretíssima!! Beijus

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  13. Beijos a todas vcs queridas e querido (Ruy, que só manda como anônimo, aff Ruy... comentários por sinal meio sem pé nem cabeça, mas isso é o Ruy mesmo...)

    Luciane, moramos sim na Alemanha, vidinha tranquila, tranquila. Volte sempre querida.

    Marcinha, vou ficar esperando mesmo as receitas, valeu!

    Carlinha, que confusão esse lance da locução, rsrsr

    Cris bem sei como esses homens são, "eu lavar louca?? coisa de mulher!" imagino bem vc colocando ordens em casa, mt bem prima,rsrs

    Carol, seus comentários são sempre lido com um sorriso no rosto, acredite, vc faz a gente mais feliz

    Luma, o que tá havendo com seu blog? ele não tá abrindo.

    Sônia, viva a "sincronicidade", qd sair lá no teu blog, vou lá ver como ficou essa cozinha...

    Dri, mt saúde e mt paz pra Paty

    de bourbon, vc é linda como é, a gente é fã.

    Balzaquiana voltou a escrever, que bom né?

    Patty essa da sopa é inesquecível, mas sabe, é assim mesmo, a gente aprende fazendo, dando os passinhos devagar.

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