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Minhas filhas meninas

Hoje mais cedo, passei alguns momentos de estresse na rua e quando cheguei em casa, estava contando ao meu marido que começou a reagir bravo comigo, daquele jeito de homem que pensa estar fazendo a coisa certa, mas está só reagindo como homem, sabe? Então vi minha filhinha Flora, de três anos e meio, indo em sua direção e dizendo calmamente e com amor, na sua língua enrolada:  – Não papai, não fale assim com a mamãe, estou lhe dizendo, não fale!  Depois ela vinha em minha direção, me dava um abraço me dizendo:  – Eu já falei com o papai, mamãe! – E me dava um beijo, se aninhava em meus braços, e voltava ao pai, repetindo, "não papai, assim não!"   Nós ficamos rindo do seu jeitinho... E eu emocionada, fiquei lembrando de uma cena parecidíssima, acontecida vinte e quatro anos atrás, quando minha primeira filhinha Laura, que completa hoje vinte e sete anos, dizia com mãos na cintura, olhando séria para seu pai, que falava irritado comigo:  – Não pai, não fale assim com a mamãe,
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David Kibbe e os 13 tipos de corpos

Estou em busca de melhorar ou acentuar algumas características minhas. Acho que com a idade chegando, a gente vai tendendo a incorporar de vez o que nos agrada. Começamos a entender do nosso estilo pessoal e isso é legal, porque passamos a comprar só aquilo que realmente gostamos. Uma das pessoas que sigo e gosto muito nas redes sociais, é a Renata Meins. Ela é uma garota muito bacana e tem vários vídeos simpáticos que falam principalmente de beleza. Atualmente a Rê está com uma nova proposta de curso (que com certeza vai ter muita concorrência e não vai ter vaga pra todo mundo, o CHIC). Ela está na mesma fase que eu, ou seja, querendo ficar mais elegante (não, ela já é, eu ainda estou no processo). Descobri que esse é mesmo meu estilo. Elegante pra mim não é andar de salto alto e hiper maquiada, mas é saber o que fica bem na gente, e muito mais que isso: elegância é comportamento, né? Mas por hora, esqueçamos isso e vamos pensar só na aparência mesmo... O que eu queria dizer, é que no

Perto dos cinquenta anos e mais feliz que nunca!

Alguma coisa muito maluca anda acontecendo comigo. Ando ouvindo músicas que nunca dei valor, e olha que elas não são dos anos 1980, época em que eu devo ter parado internamente, pelo menos no quesito musical. Dançando com meus filhinhos... não, pera, Pedrinho não! Este é envergonhado, mas com minha pequena bailarina Ana Flora, que até fecha os olhos quando dança. Escrevi três livros. Estou tocando mais teclado. Estudando francês sozinha, todos os dias, mesmo que nao veja nenhum progresso. Me vi descontente com uns quilinhos a mais e passei a controlar meu apetite e a cuidar bem mais do que eu comia. Emagreci o que desejava, e ganhei leveza e mais alegria. Ando vestindo mais saias e vestidos, deixando aflorar em mim minha feminilidade, mas continuo amando minhas amadas calças compridas! Nao vou jogá-las fora, como vejo algumas mulheres fazendo. Eu me amo de calças e nao to nem aí pro que algumas pessoas pensam... Estou amando vestir preto, cor que nunca fez parte do meu guarda roupas.

Um livro para as donas de casa

Há muito tempo venho recebendo emails e comentários sobre as dificuldades que muitas mulheres têm quando passam a assumir que desejam parar de trabalhar fora para serem "somente" donas de casa. Este sempre foi um assunto que causava comoção aqui. Estas mulheres foram minha motivação para escrever um pequeno livro sobre o tema, contando um pouco da minha experiência. Como uma garota meio perdida, frustrada e desorientada como eu era, pode se tornar a mulher feliz com sua condição "do lar" como eu sou hoje.  Tem algumas diquinhas práticas também de presente para você.  Este foi um livro que realmente me deu grande alegria em fazer... Sei que você vai gostar. Para comprar o livro tanto físico quanto eBook,  somente pelo site do Clube de Autores, que você acessa clicando na imagem.

Emagreci!

Ano passado fomos à praia e ao ver as fotos, fiquei tão chocada que tomei uma decisão: preciso emagrecer! Mas só decidi entrar de cabeça em janeiro deste ano. Sempre fui magrela, mas desde que passei a morar aqui, há quinze anos, engordei. As fotos na praia mostraram que aquela, definitivamente, não era eu! Pelos meus cálculos, notei que precisava perder cinco quilos apenas. E comecei a policiar o que comia. Tirei muito do carboidrato que sempre ingeri em excesso, como arroz, macarrão, bolos e tortas salgadas. Descobri que os farináceos são um grande problema! E passei a comer mais legumes, ovos e carnes. Não fiz nada de esporte, nada! Odeio academias, a única que coisa que tentei aumentar foram umas caminhadas, mas na verdade, muito, muito pouco. À alimentação mais correta, acrescentei também, duas vezes na semana, o jejum intermitente de dezesseis horas: no meu caso decidi por pular o jantar, pois à noite não tenho muita fome e não sei ficar sem o maravilhoso ritual do café da manh

Os vizinhos, o jardim e o Senhor

Nossa casa fica entre outras duas. É uma casa, como fala em português? Geminada? Gosto de pensar em germinada. Jardinada. Verdejada?  Se dependesse de mim, passaria mais tempo no pequeno jardim, mas nao posso, porque tenho muito o que fazer dentro de casa e com dois filhos pequenos pra cuidar, nao me sobra muito tempo livre, além disso tenho alergia a pólen. Mas esta primavera está tão chuvosa e fria, tão diferente do ano passado, que nem mesmo pólen tenho sentido! Mas o jardim! Ah, o jardim! Como tem me feito bem. Não sou nada entendida de plantas e flores, embora seja engenheira florestal de formacao - OK, nao tem nada a ver, planejamento e exploracao florestal (minha área preferida da profissão) com flores num jardim. Mas, era de se esperar que eu entendesse de plantas, nao é? Mas, me dá um desconto, vai! Meu jardim fala alemao! Tenho custado a entender aqueles nomes estranhos de flores que minha vizinha fica me explicando.  Aliás, a foto que estampa esta postagem, é uma peque

A partida da minha querida prima

Depois de quase três semanas internada com Covid, minha prima Kit partiu para o Senhor no domingo passado. Minha Kit! Nossa Kit! O mundo certamente ficou um pouquinho menos romântico. E eu ainda estou naquela fase que todo enlutado se vê um dia, lembrando os momentos com ela; chorando todos os dias; ouvindo suas músicas preferidas; lendo suas muitas mensagens e emails; ouvindo sua risada, seu bom humor, sentindo sua bondade. Eu amava minha doce prima como uma irmã. Ela sempre esteve com a gente lá por casa: um dia chegou, com seus cabelos cacheados e sua voz mansa e foi ficando. Era doce como um morango bem madurinho e cheia de energia, como uma pimenta! Dona de uma alegria contagiante, Kit era uma garota e tanto! Apaixonada e apaixonante .  Desde meus onze anos, até poucas semanas atrás, Kit foi muito presente na minha vida. Nunca deixou de entrar em contato, nunca deixou de me ver quando eu ia ao Brasil, nunca deixou de me falar palavras gentis, bem humoradas, alegres e cheias de esp

Meu livro: No caminho com o Senhor

Peguei um montinho de textos já publicados aqui no blog, acrescentei alguns novos e publiquei de forma independente meu segundo livro, agora sobre minha vida tranquila e feliz, com o Senhor Jesus. Para obtê-lo, por enquanto, somente através do site do Clube de Autores.   

A casa da mamãe e meu padrasto

A casa da mamãe é o meu lugar preferido no mundo. Minha referência de vida. Aquela casa emana alegria, saúde, refúgio, amor. Eu não saberia dizer o que minha mãe fez para conquistar isso, mas ela conseguiu fazer do seu lar, o melhor pedaço do mundo para os seus filhos e netos. É como entrar num pequeno paraíso, muito quente, é verdade, sem luxo ou riqueza, barulhento, mas é o nosso lugar, o de todos nós! Tem uma cozinha sempre em funcionamento, e os vizinhos barulhentos, tem latido de cachorro e somente um banheiro, e uma TV que não para de funcionar, mas tem tanto amor naquele lugar!  Hoje porém, este alegre ambiente está levemente mais triste: nosso padrasto, que vivia com mamãe há quarenta e quatro anos, morreu no domingo passado, no dia do aniversário do meu filho mais velho.  Seu Garcia sofria há quatro anos das sequelas de um derrame cerebral, e vinha por esses anos, dando muito trabalho, coisa que minha mãe nunca reclamou. Eu que cresci com raiva dele, pelas muitas coisas que já

A coragem de ser uma escritora

Umas semanas atrás, a mãe do melhor amigo do meu filhinho me disse que soube por seu filho que sou escritora. Eu achei engraçado e só confirmei meio envergonhada, mudando logo o rumo da conversa. Ontem, a professorinha da minha pequena filha, perguntou se eu voltei a trabalhar agora que Florinha entrou no jardim da infância. Respondi que não, pois sou dona de casa. Ela ficou lá, falando que as mães voltam a trabalhar nessa época e querendo saber mais sobre mim, e eu acabei dizendo que sou escritora e que posso trabalhar de casa sem problema. Ela ficou muito surpresa em saber disso e eu me vi pela primeira vez, falando sobre isso tranquilamente.  Pois é, estou assumindo isso: sou uma escritora! Por muito tempo, tive muito receio só de pensar nisso. Tenho meus incríveis e preferidos autores, e nunca poderia nem mesmo imaginar ter a audácia de me definir como um deles. Eu tinha pavor em colocar livros patéticos nas prateleiras. Porém, agora que sou uma escritora independente, esse medo ac