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Mostrando postagens com o rótulo delicadezas

Minhas filhas meninas

Hoje mais cedo, passei alguns momentos de estresse na rua e quando cheguei em casa, estava contando ao meu marido que começou a reagir bravo comigo, daquele jeito de homem que pensa estar fazendo a coisa certa, mas está só reagindo como homem, sabe? Então vi minha filhinha Flora, de três anos e meio, indo em sua direção e dizendo calmamente e com amor, na sua língua enrolada:  – Não papai, não fale assim com a mamãe, estou lhe dizendo, não fale!  Depois ela vinha em minha direção, me dava um abraço me dizendo:  – Eu já falei com o papai, mamãe! – E me dava um beijo, se aninhava em meus braços, e voltava ao pai, repetindo, "não papai, assim não!"   Nós ficamos rindo do seu jeitinho... E eu emocionada, fiquei lembrando de uma cena parecidíssima, acontecida vinte e quatro anos atrás, quando minha primeira filhinha Laura, que completa hoje vinte e sete anos, dizia com mãos na cintura, olhando séria para seu pai, que falava irritado comigo:  – Não pai, não fale ...

Presentinho querido

Uma leitorinha muito especial deste blog, me mandou um presentinho que nao poderia deixar de mostrar aqui. Quanta ternura, meu Deus! Ela faz trabalhos artesanais e essas duas bonequinhas sao minha avó querida e eu. Assim como desenhava no outro blog. Que amor!  Ela diz que as bonequinhas sao marcadores de livro, mas eu vou colocar na minha cozinha, o lugar que mais gosto de estar na casa, pra olhar todo dia e guardar no coracao. Obrigada Tekkita!

Esmola. Dar ou nao?

Nos últimos anos tem aumentado o número de pedintes na cidade em que vivo. Há obviamente e isso nao é novo, artistas tocando instrumentos, personagens fantasiados parados feito estátuas, ou mostrando uma ou outra invencao qualquer, deixando seu chapeuzinho no chao pra arrecadar uns trocados. Mas hoje em dia há também pessoas que se sentam no chao e sem fazer nada, ficam lá pedindo ajuda.  Confesso que nunca, em tempo algum, soube lidar com mendigos. Nunca sei se devo dar esmola (detesto essa palavra!) ou nao. Tenho receio de alimentar esse vício nas pessoas e ao mesmo tempo, estou constantemente pensando, Meu Deus, deve ser constrangedor para muitas delas, precisar passar por essa situacao. Ontem mesmo, andando por uma rua do centro, passei por um moca com lenco na cabeca, sentada no chao. Ela me olhou com uma carinha tao doce. Trocamos um sorriso e passei direto. Andei uns cem metros, me sentindo angustiada. Tinha muito pouco dinheiro na bolsa, porque estou determinada...

Abençoe seu filho!

Às vezes eu passo lá no nosso antigo blog, gosto de reler o que fizemos antes... este texto eu quis postar de novo: * * * Estava pensando no poder que podem ter as palavras. Tanto para o bem quanto pra o mal. E onde podem estar presentes, em lugares certos ou inapropriados. Não gosto de falar palavrão, mas neste caso é necessário, para melhor ilustrar a cena que presenciei há alguns anos. „Oooooh seu filho duma puta, sai do meio da rua desgraçado, de repente passa um carro e passa por cima de ti, caralho!!“ Sabe de quem eram essas palavras delicadas? Gritadas ao vento, num tom de raiva, de praga, de ignorância? De uma mãe pra seu filho de cerca de 6 anos (!!!!!!). Claro que a casa era numa rua pobre  do Amazonas, mas poderia ser em qualquer outro lugar. Mas me pergunto desde quando pobreza é sinal de ignorância? Sinal de grosseria? Sinal de má educação? Sinal de pobreza espiritual???? Sim, essa última eu compreendo, é mais ignorância espiritual que outra coisa. E essa igno...

Para minha mãe

Sabe aqueles dias que bate uma saudade danada e a gente não sabe ao certo do que? Aqueles dias que alguma coisa, uma pequena coisa te faz lembrar de algo grande, muito grande? Ou foi um cheiro, uma comidinha, um sabor amargo ou doce, um poema, um filme, uma foto, uma música... Quando Laura era pequenininha, ainda com 3 meses de vida, fomos eu e ela passar uma época na terra do pai dela. No meio dessa estada de alguns bons meses, passamos 10 dias com a minha irmã que mora longe do Amazonas há mais de 15 anos. Lá, entre alguns livros e filmes, padarias, almocos em família, passeios pela praia, zoológicos e conversas, eu, Laurinha e minha irmã ouvíamos muita música. Uma delas, da Marisa Monte, nos fazia parar tudo o que estivéssemos fazendo para ouvir. Minha irmã me dizia que essa em especial, a fazia lembrar da nossa mãe. Então, a gente ouvia e tinha sempre uma lágrima no olhinho brilhante de saudade. E a Laura devia olhar e não entender o porquê daquelas duas coroas estar...

Sobre cartas e delicadezas

Eu adoro receber emails. Nao gosto de emails curtos, que falam pouco, mas dos longos que explicam, e contam histórias, e perguntam, e se extendem. Mas o que eu mais gosto mesmo é de escrever e receber cartas. Desde que inventaram internet, desinventaram as cartas. Gosto desde sempre e nao deixei de escrevê-las. Aqui é muito comum as pessoas escreverem cartas, enviarem cartoes de aniversário, de agradecimento a algo ou cartoes postais. Nunca fazemos uma viagem que nao sejam enviados cartoes postais pra família ou amigos. E eu acho isso tao bonito! Eu escrevo cartas desde que cheguei aqui a minha família e a alguns amigos, mas nunca, nunca recebi uma resposta. Com excecao de uma única vez, um cartao postal da Juli, minha amiga que agora mora um pouco mais longe e uma caixinha no natal, enviada pelo meu amigo Daniel, com algumas coisinhas lindas que os amigos me mandaram de lá. Pra recordar. E só! Pois é, isso parece ser uma reclamacao né? Mas nao é nao. Eu penso que eles talvez ...