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Mostrando postagens com o rótulo sonhos

O idioma francês e eu

A primeira vez que ouvi, foi amor à primeira vista. Fui apresentada àquele idioma lindo através de uma querida professora. Marilene. Baixinha, cabelos pretos, tipo chanel, óculos arrendondados. Estava na sexta  série e naquela época, francês era matéria obrigatória. Eu adorava ir pra escola nos dias das aulas de francês. Amava ouvir as conjugacoes dos verbos, notar que conseguia aprender rapidamente, amava o jeitinho agradável e melodioso da pronúncia e principalmente, curtia muito ouvir as músicas que a prof. Marilene colocava pra ouvirmos. Alouette, gentille alouette... Tive os melhores amigos na escola nessa época e duas delas sao grandes amigas até hoje, minhas muito amadas Simone e Vanessa. Essa última, por sinal, filha de um francês. Nunca mais tive tempo de estudar meu idioma preferido, pois da sétima série em diante, só tínhamos aulas de inglês e com o tempo, só guardei em mim a boa lembranca da época que vestidinha de uniforme azul e branco, de sapatinho preto...

Eu cresci!! Eu CRESCI!!! EU CRESCI!!!!!!!!!!!!!!

Nao cresci fisicamente.  Infelizmente.  Bem que eu queria amanhecer um dia e ter magicamente, 1,70m... Nao cresci assim. Mas por dentro. O post vai ser longo. Entao, tudo bem se você fechar a página. Sei que você nao vai ter paciência de ler minhas descobertas de mulher finalmente, adulta. * * * Depois do sonho com minha avó , fiquei pensando muito ainda em qual era afinal o ensinamento que eu deveria tirar dali. Pensei por longos dias, li e reli cada comentário de vocês, fui e voltei na minha imaginacao a esse sonho procurando detalhes que passaram por mim, despercebidos. Tentei entender sozinha, li muito sobre sonhos, visitei muitos sites, livros, perguntei a amigos, tentei visitar o passado, até mesmo o futuro. Nao encontrava nenhuma resposta... Mas foi na cozinha aqui de casa, com minha filha Laura, de 18 anos, que entendi. Que entendemos juntas o meu sonho. Nao sei se estamos certas. Nao sei se há outras perspectivas a serem abordadas, mas por enquant...

Devemos pensar com saudade em uma pessoa que morreu?

Tenho uma amiga muito querida que está com avó bem doentinha. Ela é bem apaixonada por sua vó e certamente está sofrendo muito com essa situacao. Eu, que sou primeiramente, louca por avós e segundo, muito sensível ao sofrimento dos outros, fiquei tao impressionada que sonhei. E sonhei pela primeira vez com minha avó, que como as pessoas que me conhecem já sabem, era o grande amor da minha vida de menina. Minha avó Laura morreu há quase 29 anos e nao tenho lembranca alguma de um dia sequer ter sonhado com ela. Isso mudou na semana passada... No sonho, as nossas avós (minha e da minha amiga) estavam juntas, conversando. A minha avó me explicava sobre a avó da minha amiga,  me explicava o que ela tinha quase detalhadamente. Ambas as avós estavam muito bem, a minha especialmente, estava muito linda, como eu a conhecia, mas ainda melhor, mais jovem e era como se ela fosse uma pessoa muito sábia,  e agia e se movimentava como se  ela nao soubesse o que era dor (minha av...

Sobre os sonhos que temos

Reencontrei esse texto meu que gosto muito.  Compartilho com você hoje um pouco da minha história: *** Depois de muito chorar, e me sentir aos frangalhos, como todo dia, me levanto e me preparo pra mais um dia de luta. Pego o ônibus de 1 hora da manhã em direção a Manaus, e encaro 4 horas de viagem. Durmo e acordo com os solavancos do ônibus, sonho com uma vida melhor pra mim. Chego em Manaus ainda escuro, e tiro uma soneca sentada nas poltronas desconfortáveis da rodoviária, junto de pessoas que não têm um teto pra dormir.  Ali me sinto uma mulher de sorte, apesar de chorar todo dia.  Quando finalmente o dia clareia, pego um ônibus até a faculdade.  Passo um dia lá, estudando e bocejando, mas me sinto feliz por fazer algo por mim. Às 19 horas do mesmo dia, pego o ônibus de volta, mais 4 horas de viagem. Chego em casa muito cansada, as crianças já dormem, o marido ainda briga.  E eu vou dormir e procurar nos meus sonhos, a paz que preciso. Faço...

Nao fazer nada pra realizar os sonhos? A teoria da minha professora de francês

Tava hoje lembrando de uma professora minha. Ela era linda, se vestia diferente, com umas roupas largas, compridas, mas de forma muito harmoniosa e ela tinha uns cabelos longos, pretos e muito lisos. Olhando assim, nao parece alguém muito bonito, mas ela era muito bonita sim e elegante. Ficava mais elegante ainda quando falava francês. Explico: ela foi minha professora de francês por um curto período de tempo. Foi numa época que podia escolher matérias optativas, na universidade. Eu que sempre adorei o idioma, nao tive dúvida ao decidir por essa aula. Um colega resolveu fazer alemao e eu dizendo: nossa, que maluco,alemao?? pra que isso seu doido?? Ahh se eu soubesse que um dia alemao me seria útil, nao teria rido do meu colega... Bom, lembrei da professora porque eu estava pensando nos sonhos que a gente tem. Nas aulas dela a gente discutia muitas coisas, vários assuntos, nunca era uma aula chata ou repetitiva. Nessa aula havia gente de vários cursos na universidade, na sua maiori...

Sonhando

Tenho sonhado muito com minha mãe, esses dias todos, hoje por exemplo, eu dava um abraço tão longo, gostoso e apertado nela, que nossa, deu até mais saudade do que o normal... cheirinho de mãe é boooommmm. Eu sonho todo dia e lembro de cada detalhe dos meus sonhos. Geralmente eles são longos e duram como num filme, ao acordar lembro de todos os detalhes, cada um mais louco que o outro. Todo dia no café da manhã, eu poderia, se meus filhos não precisassem ir pra escola tão cedo, contar o que sonhei e fazer a mesa virar palco de verdadeiras aventuras. No fim de semana, na mesa do café é sempre assim, eles já perguntam: ""E ai mãe, qual foi o sonho de hoje?" As mais sonhadoras somos Laura e eu e todo fim de semana, temos cada uma, três ouvintes das nossas maluquices noturnas. Tenho muito pesadelo também. Muitos!!! Já li em algum lugar que se temos pesadelos, no início do sono, e que são recorrentes, significa que tem algo do passado que ainda não foi exatamente solucio...

O Catavento

..Ahh, e mais uma coisa.. a senhora teria aquela coisa, sabe? Aquela coisa meio redonda, meio com pontas, que se move com o vento?? - Como? - É, aquela coisa que criança brinca, que o vento bate... - Hmmm - Sabe, aquilo que fica no jardim, colorido, que o vento faz se mover assim, ó.. - Ahh, Windräder! - Isso!!! Repetia a palavra e com um riso engatado na primeira marcha, eu repetia: "Endlich! Mein Windräder!" - Oohh não, não, Windräder é plural... Windrad singular... Sim, sim, finalmente meu Windrad! Saí da lojinha rindo do meu alemão vagabundo e mais ainda por levar na mão algo que estava querendo há muitos, muitos anos... Quem me viu pela rua ontem não viu uma mulher de 37 anos, mas... ... Quando eu era menina, nós sempre tínhamos catavento, sempre de papel colorido. Pro pequeno pegar embalo, precisávamos correr desesperados pela rua, empinando o bichinho o mais alto possível nas mãos, porque parado o coitadinho não girava nunca. Quem mandou nascer nas terr...

Andando pelas ruas de um sonho

Eu tinha 13 anos quando me apaixonei por ela. Foi através da minha professora Marilene, que na minha 6 série me ensinava a sonhar com suas ruas, caminhos, palácios, seus museus, jardins, por sua música. Através dos olhos da minha professora, ensinando a língua que até aquele ano era obrigatória, Marilene, uma brasileira baixinha, branquinha, de cabelos pretos em corte chanel, que usava óculos e tinha um sorriso simpático no rosto, me fazia passear pelas ruas de Paris ao nos ensinar os verbos muito parecidos com o português e nos fazer ouvir músicas francesas. Eu esperava ansiosamente por suas aulas. Eu era uma menina sonhadora e Paris cabia nos meus sonhos com perfeição. Era o ano de 1983, um ano de muitas mudanças na minha vida. Ida da minha prima Nilce, apenas com 16 anos para o céu, que era o seu lugar, afinal onde mais poderia viver um anjo? seguida dois meses depois pela minha avozinha querida. Ano que fiz minha primeira comunhão, a pedido insistente da vozinha Laura. Ano de...

Indo com os sonhos

Hoje é meu aniversário. Parabéns pra mim. Completo 37 aninhos, ooohhh, tô ficando véia mesmo, mas não tanto a ponto de esquecer a minha data de aniversário e nem algo importante que me fez chegar até aqui. Aqui onde estou, aqui como estou, aqui quem sou. Os nossos sonhos. Eles nos mantém vivos e alertas, apesar das tempestades. Afinal, se não sonhamos, somos como folhas ao vento, ao léu. Sem destino. Sem futuro. Sem perspectivas. O sonho deve ser alimentado sempre e jamais esquecido, e se por acaso está demorando muito, talvez pequenas mudanças internas sejam necessárias, alguns ajustes e novas esperanças. Mas desistir, nunca,jamais. E viva liberdade dos sonhos! "Pelo sonho é que vamos, comovidos e mudos. Chegamos? Não chegamos? Haja ou não frutos, pelo Sonho é que vamos. Basta a fé no que temos. Basta a esperança naquilo que talvez não teremos. Basta que alma demos, com a mesma alegria, ao que desconhecemos e ao que é do dia a dia. Chegamos? Não chegamos? - Partimos. ...

A minha riqueza

Quando a Laura nasceu, eu e meu marido ainda éramos estudantes universitários. Morávamos numa república de estudantes. Foi um susto muito grande a notícia da gravidez. Havíamos "casado" um mês antes, e lá estava a Laura, um pequeno grão de vida, fazendo um turbilhão dentro de mim. Junto com os enjôos, veio também muito medo do futuro, mas só uma coisa era certa na minha cabeça: eu continuaria a gravidez até o fim, mesmo com todas as dificuldades que viriam. Eu tinha 22 anos e desde os 14, sempre quis ser mãe. Não foi fácil. O pai dela estava sem emprego, eu havia voltado a estudar depois de ter parado os estudos pra trabalhar, e agora, estava sem trabalho, por causa do curso diurno. Morar na república era muito legal, tínhamos grandes amigos lá, era divertido, era educativo, era um jeito meio hippie e maluco de levar a vida. Tínhamos o Teatro Amazonas como vizinho, onde íamos ouvir boa música amazonense ou assistir peças de teatro, íamos ao cinema alternativo, onde víamo...

A Menina

Era uma vez uma menina. Uma menina bem pequenininha. A menina era uma pricesa, apesar do pai e da mãe não serem rei e rainha de verdade. Mas pra ela, parecia. A Menina sempre se achou meio feinha. Ou muito tímida. E por isso ela pensava que não era tão importante quanto as suas irmãs. Ela era a segunda filha. A mais velha era a mais popular, a terceira era a mais forte, e a mais bondosa. A mais nova era a fofinha, de pernas bonitas e longas. Ela também tinha um irmãozinho, que se parecia muito com o pai dela. A Menina adorava brincar no jardim, brincar com os amigos, brincar de brincar. Ela também se mudava bastante de casa. Um dia, ela encontrou um castelo num reino encantado. Tudo bem, o reino era pequenininho, e o castelo também, mas ela gostava assim mesmo. A Menina conheceu um monte de crianças-reais que nem ela, cada uma tinha uma coisa legal que sabia fazer, e todos juntos viravam uma coisa só. A mais legal de todas. A Menina se divertia muito. Até que um dia ela teve que se mud...