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Nosso vício de internet

Sabe, eu não me considero viciada no meu celular. Demoro a olhar meu telefone e irrito meu marido quando ele precisa de uma resposta rápida pelo WhatsApp, por exemplo. O Instagram, que só tenho porque me disseram que todo mundo que tem algo a vender deve estar lá e que vejo muita gente pendurada o dia todo, eu uso muito pouco. Posto alguma coisa e saio logo. O mesmo ocorre com o Facebook. Ambos, eu dou uma olhada rápida e isso não demora mais que uns quinze minutos todos os dias. E não tenho outra rede social. Em compensação, abro muito o Youtube. Nunca paro para assistir, mas passo o dia inteiro ouvindo vídeos variados, enquanto trabalho em casa, seja com ou sem fones de ouvido (estes eu uso quando a família está presente).
Mas decidi diminuir o uso de tudo isso.
Percebi que quando estou ouvindo um vídeo, fico alheia à minha família. Sempre pauso para ouvir o que meus filhos, por exemplo, têm a dizer, mas confesso que fico irritada com a interrupção no áudio. Reconheci ontem que passo mais tempo com esses vídeos do que eu gostaria. Noto também que estou absolutamente cheia de informações! São tantas coisas, que me vejo estressada e preocupada. Meu cérebro está cheio demais enquanto minha alma, parece vazia. O que fazer com toda essa informação que acumulamos? Não era pra eu me sentir melhor e mais inteligente com tudo isso? Sim, existem coisas maravilhosas e reconheço que aprendo muito, mas por que então sinto que estou ficando mais burra, desconcentrada e perdendo meu precioso tempo? Você não sente o mesmo?
A gente já nem passa mais um tempinho pensando pra resolver problemas, vamos ao google imediatamente em busca de respostas... nem mesmo nossos números de telefone sabemos de cor! Tudo isso está emburrecendo a gente! Já não nos esforçamos mais pra nada. Tá tudo muito fácil neste mundo. Eu hein!!
Estamos viciados e nem reconhecemos.
É muita dopamina. São muitos excessos. Perdemos o senso do que é real. Do que é belo. Não paramos pra admirar o cotidiano, é sempre essa busca louca pelo que vamos ouvir num próximo vídeo. Estamos sem paciência, todos querem vídeos rápidos (não é o meu caso, pra mim, quanto mais longo, melhor!). E o que é pior, estamos sendo usados constantemente como cobaias dessas redes que de sociais, não têm nada! A frase que alguém já disse que quando você usa um serviço gratuito, você que é o produto, faz muito sentido, é dura e real. Esses sites são movidos a algorítimos calculados e projetados para nos viciar e ainda há o problema de nos compararmos com os outros, sobrando para nós, sermos sempre os  piores, feios, pobres... A grama do vizinho sempre é mais verde, não é mesmo?
Eu ouço muita pregação cristã, por exemplo. Amo ouvi-las, mas tenho notado que basta acabar, pra eu esquecer o que ouvi. Com você não é assim?
Será que não é hora de desligar um pouco tudo isso, ficarmos de boas, olhar pro céu, ler um livro, ficar sem ouvir nada, viver algumas horas de tédio e colocar em prática o que aprendemos?
Eu cansei. Por aqui, só vou ouvir o que EU decidir ouvir! Não vou mais permitir que as plataformas me digam o que devo deixar entrar pelos meus olhos e ouvidos... pelo menos, irei tentar.


Comentários

  1. Obrigado pelo seu post informativo e bem elaborado. Fez a diferença!

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  2. Eu nunca recebi um e-mail para ser monitor de metodologia científica, eu nem sabia que existia monitoria de metodologia científica, aí chega você e vira monitora de uma disciplina que você só conseguiu vaga como monitora graças à cola, graças ao Photomath. Para ser monitora de uma disciplina na faculdade tem que ter pelo menos CR 6.

    Você ainda fala que nunca me fez nada, você só me fez mal, por sua culpa, eu tive que fazer 3 vezes orgânica 1 sem necessidade, por sua culpa, eu estou com a minha graduação toda atrasada.

    Eu ainda me lembro quando eu descobri que você estava fazendo iniciação científica com bolsa no instituto de bioquímica médica da UFRJ, como professor Michael de bioquímica 2.

    Quer dizer, colou a beça durante o EAD usando o Photomath, está fazendo iniciação científica com bolsa e agora vai se formar como farmacêutica graças à cola.

    Você não foi às aulas de biotecnologia farmacêutica e ainda pediu outra pessoa para assinar a lista de chamada no seu lugar.

    Você ainda fez estágio em farmácia hospitalar no IPPMG. Você ainda fez o exame nacional de residência (ENARE). Será que o pessoal desses lugares sabe, que você passou colando na prova usando o Photomath?

    O pior é que você é bonita, o que você tem de bonita, você tem de malvada. Você ainda namora com um homem, será que o seu namorado, sabe que você passou colando em cálculo para farmácia usando o Photomath?

    Por causa da sua queixinha que você foi fazer na coordenação da farmácia junto com o Gabriel Vasconcelos de Lucena, a Camilly Enes Trindade, a Ana Clara Gomes de Oliveira, a Bruna Coelho de Almeida, a Giulia Amarante de Almeida Mussi da Silva, a Leticia de Sousa Albuquerque, o Nathan Genovez Dias de Fonseca e o Vinicius Gomes Gadini e a Julia Tavares de Azevedo, algum FDP da coordenação da farmácia vazou as minhas informações pessoais para uma pessoa que nem me conhece, que já concluiu o curso de farmácia e que nem mora mais no Brasil.

    Um funcionário público da coordenação da farmácia da UFRJ abusou do poder que tinha para vazar as minhas informações pessoais e sigilosas para uma pessoa estranha. Eu já até sei o nome desse FDP, mas como eu não tenho como provar, que ele fez isso comigo, eu não posso falar o nome dele. Quer dizer, eu faço a vontade da coordenação da farmácia da UFRJ e tenho as minhas informações pessoais vazadas.

    Pode mandar o seu amigo, o Guilherme de Sousa Barbosa que me ameaçou, mesmo sem eu ter feito nada contra ele, me matar. Manda o Guilherme de Sousa Barbosa aparecer na boca de fumo que tem aqui perto de casa e mandar os traficantes me matar. Aqui do lado da minha casa funciona um ferro velho clandestino, que fornece material furtado para os traficantes construírem barricadas.

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