28/03/12

Vestido tomara que suma!

Sexta feira passada fomos novamente ao forró. Acontece uma vez a cada dois meses, eu acho. Foi bom. A dificuldade foi se arrumar pra ir. Queria ir de vestido, mas qual? 
Metade dos que tenho, pela primeira vez na vida, nao entram mais em mim. Engordei 7 quilos desde que moro aqui. Nao sei que diaxo tem nesse país.
E teve a gravidez também...

Entao coloquei um tomara que caia, coloridinho que comprei no Brasil. Mas as banhas entre as axilas e os bracos, quando estes estao abaixados me fizeram desistir, mesmo que minha filha insistisse que estava bom. E desse a dica: mae, passa a noite toda com as maos na cintura ou pro alto. 
Humpf! Engracadinha! 

Daí coloquei um outro tomara que caia, mas esse empacou teimoso no meio dos quadris, e aquilo se tivesse entrado, nunca iria cair, sabe?! No máximo ia estourar pros lados no momento do arrasta chinelo e rala bucho no forró. E eu seria a sensacao do forrobodó! Daí, coloquei um de malha, também comprado no Brasil. Ele é um daqueles modelos curtinhos (mas nao muito) meio colados na parte de baixo e folgadinho em cima e que o decote cai no ombro, sabe? Bonitinho, mas ordinário. Minha filha achou bonito e disse que queria pra próxima ida a balada - mas desconfio que ela tava de gozacao comigo. Eu fiquei me olhando no espelho e me sentindo extremamente estranha naquela coisa. Me virava no espelho pra lá e pra cá. Nao dá! Nao consigo vestir aquilo. Tirei tudo e já estava quase pra dizer que nao ia pra forró nenhum, porque, adivinha? Nao tinha roupa, claro! 
Daí minha filha me solta essa pérola: Que foi mae? Desistiu do seu vestidinho de vadia?  
VESTIDO DE VADIA??????????

Daí ela caiu na gargalhada, disse que era brincadeira, mas que é fato que é assim que muitas brasileiras se vestem e que era inevitável se contaminar um pouco quando na euforia das compras em terras brasileiras. 

Daí fiquei pensando na compra desses vestidos, os três que comentei agora. Os três brasileirim...
O tomara que caia, que nao coube mais em mim (depois de apenas 7 meses da compra!!!) já deu meio que nao dando já na loja. Era Maceió. Aquelas mocinhas me eram muito falsinhas mesmo. Bem que eu desconfiei que nao tinha ficado tao bem como aquelas fofuras tagarelas diziam. Mas elas falavam tanto, com aquele sotaque super fofo, que eu adoro, e elas eram tao bonitinhas, e fofinhas e simpatiquinhas, nas suas morenices brejeiras, que eu comprei. Miseraveizinhas!! Mentiram que tava bonito. Pelo menos nao levei aquele florido que elas insistiram que tava lindo e  fiquei me sentindo como um balao no meio de um jardim capenga. O bom senso ali prevaleceu, gracas a Deus. 
ps. por isso que só gosto de comprar sozinha e detesto com todas as minhas forcas, vendedora invadindo nosso espaco no trocador! Isso nao existe aqui, sabia? Primeiro mundo é f * mesmo!

O tomara que caia colorido, da axila gorda, comprei no aeroporto numa loja bem cara!! Mas tava com um desconto maravilhoso e nao resisti e tinha os últimos reais na minha mao. Acredita que comprei sem experimentar?? Claro, estávamos na última chamada pro voo internacional... saí correndo toda feliz com o vestido colorido e com meus livros comprados na última hora. Os livros sao os únicos que nao me decepcionaram.

O vestido de vadia, comprei no Rio. Num shopping baratinho, o Santa Clara, conhece? Aquilo já foi muito melhor quando fui lá há 6 anos, com minhas amigas Juli e Josi. Comprei algumas coisinhas lindas, mas esse, depois do comentário da Laura, nao uso nunca mais. 

Acabou que fui ao forró com um vestidinho roxo, que comprei na H&M aqui e  ainda antes da gravidez. Por incrível que pareca, deu perfeitinho. Colado, com tecido bonito, que vai até o joelho, com botoes, e laco na cintura. Super bonitinho e discreto. Recebi até elogios.

E pensei que to velha mesmo. Nao consigo mais vestir certas pecas. A consciência nao me permite mais usar algo que me faca sentir uma velhota querendo ser gatinha. Essa fase já era ... deixo os trajes de vadia pra quem tem idade e mau gosto pra isso.
 No forró tinha umas que Deus me livre e guarde!! Dá até vergonha...

* * *
Olha a lambada aí minha gente, ahahaha. Lembra do Beto Barbosa, cantando adocica meu amor a a minha vida, adocica meu amor a minha a vida, amooooorrr, kkkkkk. Dancei muita lambada quase que usando roupa de "vadia".  Mas me recuso a colocar a música pra tocar aqui nesse blog tao elegante :-)


27/03/12

Pai

De todas as saudades que ficaram em mim, a mais dolorida é a do meu pai.
Saudade de ter tido aquilo que nao tive com ele.
Raiva de ter sido estúpida por manter a distância forcada entre nós.
...

Hoje pensei muito nele. Hoje sonhei com ele.
Sabia que tinha estado com essa presenca, mas nao lembrava de nada. Só fui perceber que foi um sonho,  e com ele, bem tarde depois de ter acordado.

E choro muito, muito pela falta que ele me faz, e que ele me fez. Por toda a vida.


26/03/12

No fogo das lembrancas

Esse caminhao que você vê na foto estava em frente a nossa casa há algumas horas.


Ele soltava uma fumaceira doida. Men at work! Nesse momento eles estavam preparando o asfalto em algumas partes da rua que  está sendo reformada. Entao o asfalto é a razao desse post.
Estranha inspiracao.
É que esse caminhao trouxe um cheeeeiro.
É que adoro cheiro de asfalto, sabe?  Essa coisa sendo feita na hora, quentinha,  saindo do forno. Estranhamente, eles resolvem fazer isso nas horas mais quentes do dia. Num país como a Alemanha isso nao é necessariamente ruim, mas...

Quando morava numa cidadezinha do Amazonas, esse cheiro de asfalto tomava conta das minhas tardes quentes regadas a café quente. Eu gosto do cheiro do asfalto tanto quanto gosto do cheiro de bombinha que menino solta em festa junina. 
O cheiro do asfalto me lembra de onde venho, onde está minha raíz.  E me lembra também a baixa qualidade de nossas ruas "asfaltadas". Me lembra o calor que emana da terra. A fumaca me lembra aquela que a terra aquecida libera quando comeca a chover. Sim, claro, o cheiro de terra molhada é bem melhor. Mas o do calor do asfalto e da bombinha também é gostoso.

Só a qualidade desse servico aqui e lá que é bem diferente.
Lá... aaahhh lá.

Lá as pessoas usam muita bicicleta e ao parar com a bike pra comprar um pao na padaria, pra ir ao correio, pra bater na porta de um amigo com o sol torrando a cuca, e o suor pingando no rosto, a bicicleta quase sempre cai. Cai assim, do nada e  de repente, sem ninguém ter encostado na pobre. O sol aquece o péssimo material que sao feitas as ruas,  o descanso da bicicleta faz um furo no asfalto e ela cai. Simples assim. Nos cantos das ruas, a gente pode ver vários furos no asfalto. Eu mesma já caí de bicicleta e fiquei com a canela toda ralada, porque o asfalto derreteu com o excesso de calor  dos meses mais quentes e formou algo como uma lombada. E lá fui eu, voando pelo ares como em câmara lenta, com a cestinha da bike soltando junto as verduras  recém compradas na feira, o cd player caindo junto comigo e se espatifando, o sapato indo prum lado, a bolsa pro outro, o olho comecando a querer lacrimejar pela dor ardida da canelinha sangrando e o povo todo olhando e quase rindo... ahh Amazonas, meu lindo.  Até nisso você me faz falta...

A cidadezinha era engracada. Quando colocaram o primeiro semáforo, foi a festa! Era preciso. Uma vez que as motos, bicicletas, carrocas, cachorros e até búfalos em disparada precisavam respeitar o trânsito, já que nao eram poucos os acidentes por falta de respeito às "leis"do trânsito. Entao, colocaram o semáforo. As pessoas ficavam perto, só olhado quem ia furar o sinal vermelho e quando um fazia, o povo gritava rindo: ei, tu tem que parar no vermelho, pega aquela  bicicletinha seu polícia!

* * *

As bombinhas de festa junina me lembram minha avó, na rua da minha mae quando eu tinha 6 anos.
De quando a gente fazia fogueira bem no meio da rua e esperava o fogo baixar, pra pular de maos dadas com as irmas e comadres de fogueira. Lembra a minha avó dizendo que a gente deveria deixar cair gotas de vela na bacia d´água pra saber quem seria nosso marido, ou furar com a faca o pé da bananeira com o mesmo objetivo.  Lembro dela contando das suas aventuras quando menina. Do pai  muito brabo. Lembro do fogo estalando na fogueira, dos olhos da vovó, do pentinho que ela sempre trazia preso ao coque e do fato maravilhoso de podermos ficar naquelas noites quentes até mais tarde acordados, sonhando com os futuros maridos.

E tem sempre esse cheiro de bombinha no ar na minha mente.
E tem esse cheiro de asfalto aqui hoje.
E na rua da casa da vovó nem havia asfalto ainda.
Mas tinha aquele barro seco. Que no calor fazia subir poeira e na chuva, trazia cheiro de terra molhada. Cheiro bom.

A vida inspira.
Independente de onde você esteja, nao é mesmo?

24/03/12

Solidao no sábado

Hoje é sábado, passamos o dia interinho fora, fazendo compras para o bebê e outras coisas inúteis. Agora sao 8 e pouco da noite.
Cheguei há duas horas em casa tao cansada que deitei e apaguei. Acordei sem nocao de onde estava. Com o céu já escuro. Aqui anoitece mais tarde nessa época. 
Marido via o fim do futebol, o bebê dormia, a filha estava toda maquiada, com meias floridas e sainha, dizendo que iria a um café com uma amiga e me pergunta se poderia dormir na amiga, o filho nao estava em casa, mas roubou uma flor que estava na sala e que a "mae do olho biônico" logo notou, e foi claro, pedir pra namorada voltar. Chegou agorinha e saiu de novo, veio buscar  a jaqueta porque esfriou um pouco nesse lindo dia de primavera, porque o sol já foi embora e ela vai embora também: a menina que já namorou meu filho, vai pegar um trem pra passar uma semana fora num estágio...ele tava de cara boa, será que a flor ajudou? Nem briguei pelo roubo... 

E eu vim ligar o computador. Nenhum email. Olhei os três enderecos: nenhum email. Com Facebook nao tenho paciência. Sei que lá tem umas poucas mensagens de uma semana atrás, talvez. Quando tiver vontade pra aquilo eu abro. 

Fiquei me sentindo meio triste agora. Solitária.

A sensacao é igualzinha quando era mais jovem e estava sem namorado (o que era modéstia à parte, coisa rara). Mas tinha as minhas irmas que tinham zilhoes de amigos e eles as vinham buscar em casa. Lembro dos carros parados em frente a nossa casa. As luzes acesas, a música tocando, as pessoas bonitas esperando as minhas irmas. Algumas me chamavam pra falar: e aí  Nina (seu bichinho do mato) tudo bem? E o vestibular, tá estudando direitinho? Enquanto faziam cara de riso. Eu era muito tímida, e meio de lua, um dia era simpática com aquele povo todo das minhas irmas,  no outro era azeda. Tinha vontade de ter amigos pra sair à noite, mas de alguma maneira, aquilo nao acontecia, nao pegava no tranco. As amizades novas nao floresciam e as velhas, tinham outros compromissos aos sábados. Minhas irmas tinham sempre alguém novo pra sair. Elas era mesmo incríveis!

Eu preferia meus livros. E meus estudos. Queria tanto passar no vestibular naquela época. Minha mae me trazia leite morno com biscoitos e se orgulhava que eu estudasse tanto. De alguma maneira também, aquilo era uma fuga. Nos livros e nos estudos eu encontrava o que precisava, acalento que os amigos inexistentes nao podiam me dar. E no leitinho morno da minha mae (nao sei se ela fez isso mais de uma vez, mas se aquela foi uma única vez, me marcou tao profundamente, que parece que era todo dia) eu encontrava a tranquilidade de me saber amada afinal. Passar no vestibular era minha única saída daquela solidao, sensacao de falta de amor e de coisas interessantes na vida.

Mas tinha essa solidao aos sábados que era bem marcante. E ela nao era agradável. 
E isso eu senti agora há pouco.
E ela já está passando.
Porque escrever é como estudar pro vestibular naquela época.
Alivia, acalma e ma faz útil pra mim mesma, colocando os pensamentos em ordem.

Eu tenho uma família e sei que amanha toda ela estará aqui.
A filha com a maquiagem meio borrada, o filho sem a namorada e sem a flor, o bebê que acordou, o marido ainda feliz com o time que ganhou.

E fico pensando naqueles que realmente vivem sozinhos, sem muitas escolhas.
Nao deve ser muito fácil acordar no meio da tarde, sem sol, sem barulho, sem alguém pra conversar... deve ser duro...

23/03/12

O homem alemao

Querido leitor,

peco desculpas por você nao mais encontrar esta postagem aqui. Resolvi deletá-la porque estava me trazendo só problemas. Eu estava sendo muito mal interpretada por quem a lia.
Falava de algumas diferencas culturais básicas entre os homens alemaes e brasileiros. Entao você pode bem imaginar o tipo de coisas que estava ouvindo, certo?!
Por isso, achei melhor apagar tudo, pra evitar maiores desentendimentos.

Deixei porém os comentários se você desejar acompanhar e comentar qualquer coisa.

E mais uma vez, por favor, desculpe-me!

22/03/12

Colori a vida com as cores da minha casa

Como eu havia dito antes, a casa que eu moro nao poderia ser diferente do que a que você vai ver hoje. Talvez te pareca baguncada demais. Ou nao. E se nao te parecer baguncada, vai por mim, nao confie no que seus olhos veem... afinal, tu já viu alguém fazer foto onde a  cara tá feia??
Entao, eu dei uma "maquiada" na casa.
Seja bem vindo!

Essa parede fica na entrada do ap. A porta à direita é a entrada. Entao nao é bem um hall, até porque é bem pequeno...  os sapatos, nao estranhe,  na Alemanha eles sempre ficam na porta de entrada, ninguém entra (ou pelo menos a grande maioria nao entra) em casa com os sapatos...

Inventei essa "presepada" toda aí porque tenho "fogo no rabo" e nao consigo ver nada muito quieto, parado e sem cor e por isso mesmo, to sempre mudando tudo. E  eu achei bem cara de primavera chegando...

os dois quadros maiores, comprei em Salvador. Gosto demais deles!

Essa paredinha azul eu pintei uns dias atrás, tava muito enjoada do branco total. 
Entao tinta nela...
 ... porque agora, ela dá uma combinada com o movelzinho que antes era  cor de madeira, sem graaaacaaaa  e taquei azulao cobalto nele. Eu amo esse móvel, sabe?! Ele pertenceu a antiga dona do ap que morávamos antes, ela morreu com 93 anos, era uma super doce velhinha e tinha uma casa toda dos anos 1900 e tralalá com móveis pesadoes que pertenciam às avós dela.

A mancha que aparece na foto, nao sei de onde veio. Esse aí eu pintei direitinho, viu?! Tem mancha nao, só se for de poeira :-)

A parede azul meio que combina e descombina com as outras coisas perto dela


A casa continua colorida, como você pode ver, gracas aos detalhes trazidos pelo bebê...

dois detalhes do quartinho dele

Aqui embaixo, a parede do quarto do adolescente, que ele mesmo pintou. E é só isso, tá?!  O resto nao tenho coragem de mostrar :-/
Bagunca!!!!

E aqui,  a sensacao boa que o "mundo laranja" da filha (como ela gosta de definir seu quarto) me traz...


No meu quarto tem colorido numa parede


E tem também, no meu "cantinho craft" (onde costuro) e que é também o cantinho de pintura, de desenho e que ainda deve me servir de penteadeira, e de tudo o mais o que aparecer, porque nao há outro lugar que eu possa usar  pra fazer minhas artes nesse ap sem espaco e cheio de filho




Tem cor no banheiro dos meninos

e no nosso (nosso?)


E tem cor, claro, na sala de estar.

De bem estar ;-)

A estante eu tento arrumar, se te parecer muito baguncada, nao estranhe,  todo dia eu a organizo no mínimo, umas dez vezes por dia. A razao? O bebê todo dia tira tudo do lugar! Tudo!

e das duas estantes...
Lembra da velhinha de 93 anos? Pois é, essa cadeira era dela. Nao combina com o resto das coisas, mas nao consigo me desfazer dela.

Entao esta é a minha casinha colorida.

E agora dá licenca, que eu vou tomar meu café...
Porque eu cansei viu??
Você também?

* * *

Cansa nao, vai... já viu a cozinha daqui?

Olha agora a casa da Karla e o que ela me escreveu:

"Oi, Nina. Descobri seu blog, só no mês passado, e estou adorando. Sinto muita sintonia com as coisas que vc fala, adoro seus textos.  E como vc lançou essa interatividade das cores, eu quis participar, apesar de não ter uma casa colorida. Mesmo que vc não poste as minhas fotos, já foi muito legal saber que de alguma maneira vc me conheceu.

Me mudei só há 2 meses e  ainda não tenho quadros, enfeites, pra dar uma vida, uma corzinha e fora que o apê todo é bem nude, parede palha e rodapé e gesso brancos. Mas como esperei muito por ele, pelo meu canto, é o lugar mais colorido do mundo pra mim...rsrsrsrs...
Até a próxima.
Nina, um super beijo pra vc e pros seus.

Olha só a sala da Karla:


Eu achei bem elegante, Karlinha, mas pra mim, adivinha? 
Cadê as cores Karlinhaaaa????
:-)
Brincadeirinha!
Pra quem mudou há dois meses, a casa tá perfeita! A gente mudou há 4 meses e ainda hoje tem coisa fora de lugar...

Topa fazer um antes e depois Karla?
Quando (e se) tu colocar os quadros e outras coisitas que tiver vontade, me manda de novo que eu posto aqui, tá?
E muito obrigada pela participacao!
Você é uma querida.

* * *
E tem a casa colorida da Sónia

Olá Nina, tudo bem? 
...
Espero que gostes! É pequenina mas é a nossa casinha de bonecas. Vivo aqui com a minha filhota que têm 17 anos como a Laura e também é um doce de menina. Boa estudante, já está no 12º ano e último do secundário. Sempre com boas notas e bom comportamento. Têm as suas "panquecas" de vez em quando mas eu também as tenho mas o que eu mais gosto é que ela seja a minha melhor amiga. Valeu bem todo o tempo e carinho invistido. Lágrimas também. É uma boa pessoa, altruísta com um coração enorme de quem tenho muito orgulho.
Bem vou dormir que amanhã é dia de trabalho.





As cores da Sónia e da filhota nao sao lindas? Amei tudo! Olha esse laranja!!! Que coisa lindona!

* * *

E agora mocinha porfavor, trate de elogiar todo nosso esforco :-)

* * *

E passe também na
 Geórgia, pra ver a sua inacreditável casa colorida
E os detalhes coloridos e salpicados aqui e ali da Rose
E ainda a beleza colorida em tecidos ricos da Lola 

20/03/12

As Cores da Minha Casa

Hoje estava arrumando a casa normalmente quando notei uma coisa que ainda nao havia reparado antes: como essa casa é colorida! Meu Deus!
Pensei que nao poderia mesmo ser de outro jeito. Como EUZINHA poderia ter uma casa sem cor? Nunca! Em hipótese alguma. Eu pinto e repinto tudo que encontro pela frente, vivo cheia de tinta nas maos e nas roupas. Vivo correndo pra lá e pra cá pra evitar que o bebê mexa em latas de tinta, lixadores, pincéis... vivo comprando, trocando, encontrando coisas coloridas pra enfeitar ainda mais a maluquete da casa. Porque eu sou louquinha da Silva e minha casa é igualzinha a "dona". 

Entao esta é outra chamada do Brincando de Casinha!
Mostre "As Cores da Sua Casa" pra gente.

Quinta feira, amanha, dia 22/03, eu mostro a minha casa colorida.
Você também?

***

Se você quiser participar e nao tem blog me enviar um email com fotos!



19/03/12

Um prato que nao deu certo, snif snif...

Nao é que nao deu certo, sabe? 
Até deu, mas acho que a salada foi muito mal escolhida... 

Tá meio pálido né? É que aqui a manga nao é tao amarelinha :-(
Afinal, no peito de frango tinha pimenta, o rabanete é naturalmente ardidinho, o molho de manga tem curry, pimenta dedo de moca, semente de mostarda, cebola, eita coisa doida! Mas gostooooosa. Já cozinhou isso pra você? Nao? Faca! Só nao capriche tanto na pimenta, tá?

Tinha neguinho soprando as ventas na mesa... ardendo tudo. E xingando mae!
"Po mae, tu colocou muita pimenta nesse negócio!"

Ele que sempre temia coisa nova,  a primeira vez que viu um chutney de manga aqui em casa, fez cara feia, amou quando percebeu a delícia que é. Hoje colocou muito no prato e se arrependeu... teve que comer  tudo... (mae, caramba,  tá tudo ardendo... preciso de  suco!!) porque aqui em casa, comida nao vai NUNCA pro lixo. To nem aí! Só lembro da minha mae obrigando a gente  a comer tudo que tinha no prato. E quando a comida era boa a nossos paladares, e a gente queria mais,  acabava rápido. Igualzinho aqui :-)
É que crianca sofre, né nao?
Desenho torto, meu. Esqueci as pernas da mesa.
Essa sou eu. A "Pingo de Gente" da minha avó.


O jeito é abrir uma cervejinha e reconhecer que às vezes, mamae perfeitinha também erra :-)
E que por enquanto, só o bebezinho pode curtir as delicinhas de gostinho de infancia da vida e comer só quando tiver fome, principezinho da V. Majestade,  Rainha  Mamae.



18/03/12

Sobre os sonhos que temos

Reencontrei esse texto meu que gosto muito. 
Compartilho com você hoje um pouco da minha história:

***
Depois de muito chorar, e me sentir aos frangalhos, como todo dia, me levanto e me preparo pra mais um dia de luta. Pego o ônibus de 1 hora da manhã em direção a Manaus, e encaro 4 horas de viagem. Durmo e acordo com os solavancos do ônibus, sonho com uma vida melhor pra mim. Chego em Manaus ainda escuro, e tiro uma soneca sentada nas poltronas desconfortáveis da rodoviária, junto de pessoas que não têm um teto pra dormir.  Ali me sinto uma mulher de sorte, apesar de chorar todo dia. 
Quando finalmente o dia clareia, pego um ônibus até a faculdade.  Passo um dia lá, estudando e bocejando, mas me sinto feliz por fazer algo por mim. Às 19 horas do mesmo dia, pego o ônibus de volta, mais 4 horas de viagem. Chego em casa muito cansada, as crianças já dormem, o marido ainda briga.  E eu vou dormir e procurar nos meus sonhos, a paz que preciso. Faço essa viagem a Manaus duas vezes na semana. Em uma outra semana, fico por lá 4 dias, numa outra 3 dias, enquanto meus filhos sentem minha falta,  meu marido reclama pra eu voltar, apesar de apoiar a minha volta a faculdade deixada há uns 3 anos e eu me sinto a mais culpada das criaturas.
Mas sigo em frente. 
Numa dessas minhas 4 horas de viagem, decido que não posso mais ficar com ele.  Estou cansada de de me sentir tao infeliz! Mas não tenho força e nem dinheiro pra sair de casa. Decido permanecer ali, debaixo do mesmo teto, mas separados. Ficamos assim por 3 ou 4 anos! As brigas continuam, mas me sinto diferente. Tem algo renovado dentro de mim. Me formo na faculdade, arrumo um bom emprego em 3 meses e saio de casa, porque ele se recusa a sair. Alugo uma casinha, pequena como de boneca, e mudo com poucas coisas que eram minhas. Peço uma única coisa dele, um CD, dos Titãs, ele não me dá.  Ele está muito chateado comigo e me obriga a ir sem meus filhos.  Me acabo de chorar depois que todos os poucos móveis são colocados na casinha,  e meus filhos não estão lá pra me ajudar a colocar algum quadro na parede,  ou decidir onde coloco a cômoda. Mas era necessário fazer algo, tomar uma decisão. Aos poucos vou arrumando a casinha e ela fica bem agradável. Minhas amigas fazem  festa de inauguração da „Casa da Nina“ e assim a gente vai levando. 
 
Nossas casas são próximas, as crinças eu vejo todo dia, depois da minha jornada de trabalho. Vou até a casa deles religiosamente, limpo e organizo a bagunça,  conversamos um bocado, brincamos, depois ajudo nas liçoes de casa, passeamos com a minha motoquinha pela cidadezinha, ouço algumas palavras negativas vindas do ex marido e outras de vizinhas que não compreendem como uma mulher pode sair de casa e deixar seu „bom“ marido e seus dois filhos. Às 10 da noite vou pra casinha de boneca, arrumar o que ficou por arrumar e dormir pra acordar 4:50 da manhã e pegar o ônibus da empresa, que me leva ao meu trabalho na estrada. Sou Eng. Florestal e trabalho com pessoas que moram na floresta. Ribeirinhos que já não têm tantos sonhos. E têm a mim e ao meu chefe, pra ajudá-los de alguma maneira a encontrar sua dignidade perdida. Perdida assim como a minha. 
Me encontro na felicidade infindável do meu sonho, onde estou feliz, com um amor sincero e bom. Um alemão me entrega uma aliança de noivado em cima das dunas de Jericoacoara. E em alguns meses, me vejo na Alemanha. E casamos na minha cidade, na minha Manaus querida. Com meus amigos e familiares mais próximos. Meu filho de 10 anos me leva ao altar e minha filha de 13 carrega as alianças. Meus filhos já estão comigo, e meu ex marido, aceita que eles venham morar comigo numa boa, não faz objeção alguma, porque ele sabe que sou uma boa mãe e ele afinal,  é um ótimo pai. E ele agora reconhece meu valor. Esperei 14 anos por isso!! 
Acordo.
Estamos agora em Paris, o meu mais antigo sonho.
Leio um jornal em frente a famosa torre e tomo um „café au lait“ à beira do rio Sena. Rio que tem, em português,  o meu sobrenome, que legal...
Meus filhos brincam sob o sol ameno da primavera, e meu marido fotografa esses momentos mágicos. Acordo. Tenho a paz que tanto pedi, aos prantos a Deus, no escuro do meu quarto. E acordo novamente. 
Agora, estou aqui no meu apartamento, escrevendo a minha história, enquanto vejo a neve cair lá fora, vendo em relances o que passei, ao mesmo tempo que ouço as risadas dos meus filhos brincando. E meu doce marido me chama ao telefone, precisamos comprar mantimentos pra nossa viagem de feriado. E eu dou uma paradinha no escrever, mas não antes de complementar que SEMPRE vale a pena sonhar.
Que mesmo que a vida esteja difícil neste momento, e que as lágrimas nos impeçam de enxergar algo melhor, a gente precisa olhar além da situação atual. E jamais esmorecer. Este é o segredo. Esta é a minha Fé!
Dica de vida: Acredite em seus sonhos!!! Eles chegam na hora que você estiver preparado para recebê-los.

16/03/12

Como me sinto amada

Hoje nao to aqui.
To lá!
Clique na imagem, 
leia, se tiver saco, um pouco das minhas leseiras amorosas 
e comente no blog da minha terapeuta on line 
:-)
Beijos e bom fim de semana com muito amor



14/03/12

Ser mae nao é fácil

Parece tao fácil fazer um filho nao é? E é. Você vai ali, dá uma trepadinha e pronto. Menino chega. Tá certo, às vezes demora mais pra moleque chegar... mas um dia ele chega. E aí? Quando ele chega, o que fazer com aquela coisinha pequenininha na sua frente? 
Amar.
É a única coisa que nos resta. E esse amor é grande demais. E só consegue explicar, ou nao, porque amor pra mim nao se explica, quem tem filho. A questao é, enquanto filho é pequenininho, é fofinho, é como o filhotinho que se tem em casa, o cachorrinho, o gatinho, tudo fofinho, aquelas bolinhas macias de pelo. Mas quando o bichinho vai crescendo, o amor é certo, acompanha, cresce junto, mas o encantamento diminuiu. Quando crianca é pequena é tudo lindo e maravilhoso até que ela cresce. E comecam as verdadeiras cagadas. 
E você pode se pegar sentindo saudade daquela época da troca das fraldas fedorentas... 

Filho adolescente deveria mesmo, vir com manual de instrucao. Você passa toda a sua vida com o filho sabendo mais ou menos como agir, e de repente, você se vê no meio de um redemoinho de emocoes. Ou como se estivesse numa montanha-russa. Quando você vai a uma reuniao na escola e sai de lá arrasada. Quando nao ouve mais só elogio sobre o desempenho do seu filho. Aí você pensa milhoes de vezes onde foi afinal, PQP (!!!!!!) que você errou? Tudo pode vir na tua cabeca. As acusacoes a si própria, as decisoes tomadas na vida que envolvia a crianca, sao os genes do mal herdados de quem? ah isso é comum  com os meninos, qual o castigo da vez? vou reduzir a mesada? resolvo dar uma mesada, uma cadeirada, um cintada nele ainda hoje? Como esse menino ousa me fazer passar vergonha na escola? Onde está sua motivacao pras coisas que realmente me importam?

A merda toda é que jovem parece nao pensar em futuro. Nao é que parece. Ele nao pensa mesmo. Pelo menos a maioria nao. Enquanto eles nao pensam a gente pensa e tem medo desse futuro. A gente passa a ver um futuro onde o menino nao cresceu. A gente vê filho adulto com cara de menino, se dando mal no trabalho, como se dá mal na escola.

As prioridades do adolescente estao invertidas. É complicadíssimo lidar com essa inversao de valores. E o que mais dói na gente, que se considerou até ontem, bons pais, é nao conseguir entender o porquê. Porque ele age assim se você deu tanto suor,  sangue e lágrima pra que ele aprendesse as coisas desde cedo. Dói porque você se vê sendo enganado. Tudo aquilo que você acha que deu pra seu filho, parece que nao ficou nele. Passou por ele simplesmente. Você se esmerou na educacao, fez tudo por ele, conversou, deu carinho, atencao, amor, educou educou educou. E quando você acha que pode descansar  um pouco porque, pra você,  moleque com 15 anos já está preparado para o mundo, você vê que  o trabalho nao chegou nem na metade, e que ter filho é como cuidar de uma planta. Regar, oferecer sol, água, olhar sempre, nao abandonar, podar...

Filho é planta e bons pais, raízes
Hoje quando chegar da escola vai relembrar essa musiquinha aqui

12/03/12

Eu amo as segundas-feiras!

Antigamente, quando eu era menina, nao. Detestava. Afinal era quando as aulas recomecavam...
Mas desde a época que namorei meu chefe colega de trabalho que nao dedicava os fins de semana só pra mim, mas os dividia entre mim e todas as suas outras paquerinhas, eu esperava ansiosamente as segundas-feiras, quando teria o "namorado" só pra mim. Tudo bem  que eu teria que dividi-lo com as obrigacoes diárias do trabalho, mas ia tê-lo bem pertinho, e sob minha quase total vigilância, já que eu era sua secretária e sabia de tudo o que havia agendado... hehehehe. 
Nao, nao tem graca nenhuma namorar o chefe, nao recomendo, nao recomendo, nao recomendo!

Hoje em dia adoro também porque é quando toda a cambada me deixa livre! Marido vai trabalhar, filharada vai pra escola e eu fico quieta no meu canto, sem aperreio. Só com o bebê, que é tao doce que nao me atrapalha em nada.


É, você leu corretamente. Eu adoro ter a família por perto, adoro mesmo, mas é bom a gente ficar sozinha de vez em quando. Gosto muito de rotina sabe? Gosto de me encontrar no meu canto, gosto do vazio do silêncio que a casa fica quando as segundas-feiras amanhecem. Gosto de saber que todos já se levantaram e já se foram pras suas atividades. Pras suas obrigacoes. Gosto  de saber que a família está se virando na vida, e gosto de me ver só. Levantar um pouco antes do bebê, tomar meu café em paz, ler os emails e comentários do dia anterior, verificar a baguncinha que se formou na noite, até que o bebê acorde e recomece outra parte da rotina, agora incluindo-o: limpar bumbum, dar leitinho, brincar com ele, passear. 
Nesse meio tempo, conversar sozinha, nao, nao sozinha, com as paredes. Conversar  com as paredes é bom, acho engracado somente quando vejo Pedrinho rindo da mae doida dele.

A única coisa que nao me agrada nas segundas-feiras, é o cheiro que fica na cozinha proveniente do jantar da noite de domingo, quando sempre comemos peixe.

Salmao com ervas, muito azeite de oliva e limao,  uma delícia!!!

Mesmo que tenha ficado divino, e mesmo que tenha limpado tudo, o cheiro do peixe impregna mesmo. 

Complemento: arroz frito e batatas assadas...hmmmm

Mas até isso já faz parte da minha rotina nas queridas segundas...

E você, o que comeu ontem?
Ou, e você, como lida com rua rotina?
Ou, e você, qual seu dia preferido na semana?


Trilha sonora de ontem

* * *
À propósito, segunda-feira. Comece bem a semana!
Obrigada Katita!

09/03/12

Eu fui ao show do Rammstein!

Ah você nao sabe que diaxo é Rammstein?? 
Bom, é uma banda de malucos alemaes.



O show foi o primeiro deles que vi. Rammstein é um grupo que toca rock alemao, o Deutschrock (eles SÓ cantam em alemao com algumas excecoes em francês e um pouco de inglês) misturado com tecno (mit Technoelemente). É MUITO bom! Eles sao demais. No show sao altamente criativos, teatrais. Tem fogos no show e muita música boa. Música encenada pelo grupo alemao que mais tem fas espalhados fora do país. 

O show nao foi agora, foi no finzinho do ano passado, mas como ganhei de natal a camiseta deles que vi no show, e claro, nao tinha no tamanho da criaturinha que vos escreve, ganhei somente depois do show. E foi o meu presente de natal mais legal!

Entao saí hoje, DE NOVO, com ela.



Sabe que foi a primeira vez na minha vida que chorei num show?!! Acredita nisso?? Logo eu que sou a maior chorona! Mas bastou ouvir Ohne Dich  pra cair no choro, abracada ao nosso amigo que é também  apaixonado pelo grupo (marido também tava lá, tá??) e que me deu de presente de aniversário de 40 anos (é, to véia!) o ticket pro show, mas que estava morrendo de medo que eu nao gostasse do Konzert.


Ps. Sim eles sao controversos e altamente críticos nos textos que cantam. Nem todo mndo gosta deles, acho que é mais ou menos aquela coisa do ou você ama ou odeia. O que acho legal neles é que  o Rammstein  nao é somente um grupo de rock pesado, paulera,  o rock deles é muito  melodioso. 



 Parecem doidoes né?
E devem ser...
Mas sabe o que o Till Lindermann (o vocalista, o cara doidao do  meio) diz quando perguntam qual foi sua viagem mais interessante?? 
Adivinha, adivinha, adivinha...
.
.
.



tanran!

AMAZONAS!!!!!!!!!!!!
eeehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh, a minha terra! 
Que legal!

O pao que o diabo amassou eu recuso!

A Dama de Cinzas comentou algo que achei interessante:
"Desculpa falar isso, mas esse seu primeiro marido era um mala... rs (nao precisa se desculpar Dama,  ele era um mala  e eu uma boba).
Caramba, acordar já perguntando o que vai comer. Acho que eu nem chegaria a namorar um homem assim, mas digo que acho, porque já disse que não faria tanta coisa que acabei fazendo... rsrs. O bom é que hoje te sinto feliz com a vida que tem. Isso que importa."

Obrigada Dama, por me enxergar assim.
Sabe aquela música que fala que se eu quiser falar com Deus tenho que... comer o pao que o diabo amassou? 
Pois é.
Eu acho que precisei comer esse pao que a música fala pra valorizar o que eu tenho. Ou até mesmo o que eu tinha. E mais especialmente, pra saber o que pra mim seria de fato importante. Depois de um casamento complicado, o que eu mais queria, era respeito. Comendo desse pao amassado pelo diabo, eu pude compreender que nao aceitaria mais comer o mesmo pao. Porque nao sou filha do diabo, e sim, de Deus e como tal, sou sim, meredora de coisas boas. Ora bolas!  Esse pai lá no céu nao quer me ver triste e eu definitivamente nao vim a esse mundo pra ser triste. 
A tristeza tem uma beleza e tem lá seu valor. Ela serve pra inspirar poetas, escritores, almas sensíveis e um pouco de melancolia é até bem  vinda, mas nao pode ser permanente na gente... ou pelo menos nao deveria. Se isso acontece, vamo que vamo marcar uma consultinha no terapeuta porque precisamos de ajuda.

Quando a Dama diz que me sente feliz é isso mesmo que eu sinto. Sabe? Mesmo naquele tempo do pao amassado pelo coisa ruim, eu tinha felicidade dentro de mim, meio que guardadinha, mas tinha. Mas faltava  muita coisa pra reconhecer essa felicidade.

Hoje, eu me sinto tao em paz comigo, que passei a ter coragem pra certas coisas que antes, nem passavam pela minha cabeca. Pode ser que isso seja o aprendizado que vem com a idade,  minha filha diz que eu já alcancei o nirvana (mal sabe ela que to muito longe disso, eu sou na verdade, uma louca, desvairada, autoritária e cheia de paranóias - oi?? sou mulher né, bicho???) mas acho que foi a experiência com aquele pao... 

Por exemplo. Hoje eu assumo o que quero. Eu FALO o que nao me agrada, eu falo o que preciso falar, sem muitos medos de nao agradar. Quer um exemplo? Vou usar o de sempre. Quando eu digo que nao quero trabalhar fora. Eu já nao me culpo por pensar assim, e me irrita ouvir as pessoas perguntarem: e aí Nina, o que você vai querer fazer depois que o Pedrinho for pra escolinha???

Porque elas nunca perguntam quais sao meus sonhos??? Velho também tem sonho, sabia?? :-)

Eu tenho mesmo que responder algo? E ai fico tendo que procurar qualquer resposta pra agradar a pessoa, que nao aceita que eu, jovem, gostosa, linda, inteligente, fique em casa "cocando o saco". 
E aí eu posso inventar, aaahh  eu vou fazer uma nova faculdade que vai durar 5, 6  anos... aaahhhhhh que bom!! diz a pessoa, você tem tantos talentos, nao pode desperdica-los.

E aí canso disso tudo. Eu assumo. Assumo o que acredito ser PARA MIM o melhor. Antes eu NUNCA falei abertamente um "nao" pra alguém.  Eu tava, ali comendo o tal  do pao amassado, mas tava de cara boazinha, limpando os restos. Hoje eu já digo pra minha sogra: helloooo, aqui é a minha casa e esses sao meus filhos, e quem manda aqui sou eu! Ou eu posso escolher o cardárpio do jantar num restaurante, sem medo algum de nao agradar marido. Lembro de um dia que fomos eu e meu ex jantar com um amigo e o amigo perguntou o que eu sugeria. Eu passei a bola pro marido na hora, me borrando de medo de nao agradar.  O amigo disse: mas eu perguntei pra você Nina! Mas meu Deus do céu, eu nunca sou questionada!! Pensei envergonhada.

Difícil quando você come tanto o tal do pao e se acostuma a ele, que acha que ele é o alimento normal da sua vida. Se esquece que pao vem de Deus. Sabe? E que pao é bencao pura.
Eu recusei essa pao ruim. E passei a aceitar o bom. O da bencao.
Gracas a Deus! 


Nao sou religiosa. Mas creio em Deus. E sei e sinto, que Ele tá sempre do nosso lado, mesmo nos momentos mais complicados. Até nos momentos mais lindos. Todo mundo fala que Deus tá perto da gente nos momentos de angústia, mas Ele está também com a gente, quando a gente tá bem. 
Isso nao é ótimo?!!!

07/03/12

Cozinhaterapia


 A gente ama macarrao!
E as criancas adoram carbonara. Nem sempre uso spaguetti. Na verdade eu uso qualquer tipo de macarrao que tenha na dispensa. Pros meninos nao importa qual massa eu cozinho, o que interessa é o gostinho final da mistura de bacon bem fritinho, do creme,  da quantidade boa de queijo ralado e dos ovos numa carbonara.


Importante colocar o macarrao na hora certa e claro, tirar na hora certa!

Eu nunca vi um azeite de oliva tao verde assim e você?? 
Me impressionou o verde desse azeite

Temn cheiro de oliveira!

 E ele é realmente, muito gostoso

Macarrao é bom porque quando você acha que nao tem nada em casa, qualquer coisa combina pra fazer um bom molho. Basta ter boa vontade.


Boa vontade!
É assim que vejo como certas mudancas, dentro de nós, podem comecar, sabe? Com pequenas coisas, com simples coisas, mas feitas com boa vontade. Coisas simples que ajudam a gente a ver claramente que sim, é possível fazer aquilo! Nao é tao complicado. Basta um passo à frente. Seguir uma receita é um bom caminho... mesmo que você faca mudanca nela, aliás, especialmente por isso.

Sabe? Nem sempre acreditei que gostava de cozinhar. Passei 14 anos ouvindo esculhambacao do meu primeiro marido falando que a comida nao estava boa. Antes nunca havia mexido em panela, a nao ser, fazer  arroz,  porque minha mae nunca deixou a gente fazer comida em casa (esse é um erro que muitas maes cometem...). Meu primeiro marido era paranóico com comida e já de manha cedo, sem nem mesmo ter tomado café, ele perguntava o que seria o almoco e o jantar. Eu ficava sempre estressada, preocupada, com medo. Eu até gostava de cozinhar, tinha uma empregada tao maravilhosa, a minha pra sempre doce Lene, mas era eu quem decidia o que faríamos. Sim, eu  já gostava de cozinhar mas vivia num pânico inimaginável dentro da minha própria casa. Cansei de ouvir que aquilo que eu fazia era gororoba :-(
Daí eu casei de novo. E cheguei nesse casamento com muitos traumas. Homens já me causaram muito medo... 

Mas entao tudo mudou. Quando eu relaxei finalmente, na vida e na cozinha. Hoje cozinhar, mesmo que coisas extremamente simples, me enche de alegria. 

Tudo comecou com minha boa vontade em relacao a mim mesma.
Eu sugiro a você tentar.
Ter boa vontade consigo mesma.

06/03/12

Na Alemanha tem forró?

E num é que tem mermo, bichinha?! Tem, é claro e com direito a cursinho básico  e grátis, antes de comecar, pra tentar fazer os alemaes soltarem os quadris... To parafraseando a Mel do Na Alemanha tem...? Mas a verdade é que o forró é brasileiro, claro, e a grande maioria do povo é da terrinha.

Existe um grupo de brasileiros que se reúnem em um restaurante aqui na minha cidade. O povo chega e o restaurante ainda está funcionando. As pessoas na mesa, comecam a olhar  aquele povo moreno entrando e procurando saber onde é o forró. Devagar eles vao saindo, depois do jantar. Alguns mostram interesse em permanecer ali, pra saber o que vai afinal acontecer. Mas eles vao saindo, afinal foram pra o restaurante comer e nao dancar. Entao o povo moreno recebe uma cachacinha de boas vindas chamada Madalena, nao, a moca se enganou, chamada Gabriela, que é uó! Mas já deixa o povo moreno aceso. As pessoas vao chegando e devagar vai lotando o lugar, as luzes já diminuiram e já há  um professor com cara e corpo de brincante de capoeira, lindo, negro, alto, cabelos rasta, chamando pro meio do salao. Tem a aulinha básica  de forró, e ele diz, vem gente por que isso é for all! e quando a aula acaba tá todo mundo liberado pra dancar como quiser. Marido fica na mesa enchendo a cara de caipirinha com os outros alemaes tímidos. Mulher vai pro meio da roda e danca, e canta e conversa com todo mundo, como ela sempre fez nos bailes da vida...  e assim o Brasil chega pra ela assim, encantador,  bem de pertinho, encostadinho, cheio de risadas, de manha e de aconchego que sinceramente, só brasileiro sabe dar. 

Mulher sai da festa, pega na mao do marido e vao os dois juntos caminhando até ponto do bonde. Ou nao, podem resolver  ir caminhando até em casa. Rindo alto eles conversam e ele que antes estava preocupado  achando que ia ser entediante ver um  povo doido dancar algo que ele nao sabe nem pra onde vai, diz que foi na verdade, muito divertido e bonito ver a mulher dancar tao livremente.  Ela? Ela vai contente pra casa, sabendo que mês que vem tem mais. 

Ela sabe que mês que vem tem mais: forró, sambinha, parabéns pra você com direito a é pique, é pique  num país que nao se bate palma ao cantar parabéns pra você,  sabe que vai ter mais música de festa junina mesmo sendo em abril e que vai pegar na mao de quem tiver por perto, pra fazer roda e passar por debaixo do túnel...


E semana que vem, vai encontrar a única amazonense que já encontrou  por essas bandas. Amazonense gracinha, simpática, simples e gente boa, assim como ela gosta, e amante de forró e de uma boa conversa. Vao comer  certamente um bolo juntas, tomar um café e certamente, lembrar sua cidade natal.

Tem forró na Alemanha sim sinhô. Que bom!
 Amo amo amo amo muito essa música...
ela me faz pensar numa outra apaixonante época, que um dia ainda ganha um post...

05/03/12

Merda de conclusao!

Meus filhos, todo dia me dao um abraco quando chegam da escola. Às vezes esse abraco é bem longo, e com muita frequência eles dizem: hmmm mamae, você tá com um cheirinho de Pedro. E ficam lá agarradinhos em mim. Daí eu paro e penso um pouco: toda vez que os meninos pegam o Pedro no colo, reclamam que ele tá fedendo a cocô e me passam o bebê rapidinho.

Entao, peraí, putz...


ahaha, eu nao aguento com essa imagem :-)
Tá, tá bom, os da Ma sao mais bonitinhos
.
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 eu cheiro a bosta??

04/03/12

Foundue, frio, histórias, saudades

A primeira vez que comi fondue foi no sul do Brasil. Era a minha primeira viagem na vida. Eu já tinha 18 anos e  nunca havia saído de Manaus.   Lá vou eu pro sul do país, fui de aviao, de Varig, óia! Saí de uma Manaus fervendo em julho, 36 graus na sombra. E cheguei em Porto Alegre com um sol bonito lá fora, da janelinha do aviao. Desco toda contente pra abracar minha irma que me aguarda e aí, que diaxo é isso?? 5 graus!! Ninguém havia me avisado que dentro do mesmo país, podia haver tanta mudanca de temperatura ...
Novo Hamburgo onde fiquei, zero grau à noite. E sabe como eu andava? Só de jaqueta jeans. Porque nao tinha nem nocao de como me vestir pra aquele inverno.
Amei o Rio Grande do Sul sabe? Gente bonita, elegante. Vivia grudada no chimarrao, comíamos beeeeeeem. Além das churrascarias, que sao uma grande tentacao e dos bailoes em Novo Hamburgo e Sao Leopoldo, o que eu adorei foi comer fondue.




A segunda vez que comi fondue foi em Ouro Preto- MG. Na parte do  casarao do queridíssimo avô dos meus filhos. A casa era dividida entre a família, porque era muito grande. Sabe quem morou nesse casarao? O poeta inconfidente Cláudio Manoel da Costa! Te mete!
Eu andava pelo casarao fascinada, esperando ver fantasmas, ouvir sussurros, encontrar coisas perdidas há mais de 300 anos. 
Claro que nao vi nada, nunca. E dou gracas a Deus por isso. Me bastavam as histórias que as pessoas contavam. No casarao, antigamente, sempre havia saraus, a tataravó dos meus filhos, dava grandes festas, tocavam piano, reuniam todos ali naquelas salas que eu andava! Naquelas mesmas tábuas corridas, engraxadas e brilhosas que rangiam ao andarmos... A tia avó dos meus filhos na época com mais de 80 anos, me dizia que quando crianca, ia brincar no porao da casa e encontrava bolinhos de cabelos escondidos nos vaos das grandes pedras de que o porao era feito. Ali, era onde as escravas ficavam. A tia-avó dizia que era assim que as escravinhas brincavam, escondendo cabelos enroladinhos nos vaos frios de uma parede rochosa, numa Ouro Preto ainda mais fria naquele tempo. 
Se era verdade, nao posso provar, já que nunca vi nenhum restinho de cabelo por ali.
Mas que o Brasil era injusto já naquele tempo, ah sim, era sim...

Em Ouro Preto, na casa do meu sogro, eu já nao era tao pouco viajada como aos 18. Já sabia que frio podia doer e já conhecia fondue. 

Era bom estar ali. Eu amava Ouro Preto. Aquela cidade incrível, de ladeiras lisas, que em cada esquina transpira História e que está sempre em meio à neblina...


Depois que todos comíamos, continuávamos à mesa,  a mulher do sogro e eu, pra comer a raspinha do queijo e tomar vinho rindo. Até que chegasse a Gabi, um negra gorda, enorme,  maravilhosa cozinheira, neta de escravos que dizia:  oia meninas, oia só copo o d´água ali parado. Tao veno essas bolinhas de ar??? É fantasma que tem aqui ao redor...

* * *
Lembrei de tudo isso ainda agora enquanto comíamos nosso fondue...

03/03/12

Eu trago flores pra você


Estas flores sao pra você!
Eu as comprei hoje pra você
Pra você que comentou de forma tao simpática e gentil no post abaixo
Pra você que me enviou emails
Pra você que viu caladinha
Pra você Marcinha, que queria flores da primavera!
Pra vocês Kálita, Rose e Lola pela participacao gentil, querida, amável
 Pra você Dama, pra levantar esse astral bom que você tem
Pra vocês, minhas amigas Juli e Keury
Pra você que nao me conhece
Pra você que eu nao conheco
Pra você que me lê sempre e de vez em quando me escreve
Pra você Ana, que ao me visitar em Ita dizia que queria ter uma casinha arrumadinha como a minha
Pra você. Pra você. 
Essas flores sao pra você.
Permita-se ser  presenteada e aceite essas flores.
Plante e colha flores no seu caminho todos os dias

Você merece esse carinho!

***
Acho que algumas de você disseram tudo o que eu queria ter dito sobre arrumar e decorar uma casa. O que quero  pra minha família e pra mim  mesma, é uma casa nao rica, nao luxuosa, nao elegante, nao uma casa de revista,  mas uma casa humana, de amor, alegria, uma casa feliz. Quando algumas de vocês disseram que minha casa parece com o blog, ou que ela parece muito comigo, puxa, isso foi muito bacana! Porque é isso que procuro passar.
Quando tenho visitas, faco tudo pra que essa pessoa se sinta em casa.
E acho que ela se sente, viu?!
Se tá baguncada, se tem poeira, se tem cabelo no tapete, pouco importa
O que vale em um lar, é o amor com que uma visita é recebida
É o aconchego no coracao que a gente sente dentro desse lar
É ou nao é?


02/03/12

Nossos cantinhos preferidos em casa

Saí perguntando pra família quais eram seus cantinhos preferidos. Todo mundo se empolgou respondendo.

Laura gosta dessa parte do seu quarto, claro, onde estao alguns de seus livros.
Eu acho tudo meio baguncado, mas é assim que ela gosta. 
 E na verdade, assim é nossa casa, baguncada e colorida.



Joao ficou muito confuso na hora de se decidir,  disse gostar da sala e da cozinha, ele diz que nenhum dos amigos dele tem uma cozinha como a nossa. Cheia de vida e colorida.
Mas eu nao acredito que ele falou totalmente a verdade, por isso fotografei o seu canto realmente preferido: em frente ao espelho!

Aqui o banheiro dos meus dois adolescentes...

O quadrinho diz: you look really good today :-)



Pedro nao preciso perguntar porque ele nao vai entender a pergunta, mas eu sei qual seria sua resposta, é a mesma que toda crianca diria se pudesse. Todas que chegam aqui, correm pra esse lugarzinho, ó:



Marido ficou em dúvida entre a cama e a sala onde assiste futebol e toma sua cerveja. Mas no fim disse que na verdade, o cantinho que ele mais gosta é a poltrona onde nos revesamos para dar o leitinho na hora de dormir ao Pedro. Quando eu ainda o amamentava, usava  a mesma poltroninha. Era um momento tao nosso,  eu amava ficar ali com ele. Continuo usando a poltrona pra dar o leitinho da noite e marido pede pra ter o mesmo momento com o bebê quando pode chegar cedo do trampo.




Eu, bom, nao preciso pensar muito e quem me conhece neste blog sabe que amo cozinhar. Descobri que esse era meu cantinho preferido, num dia que estava cozinhando. Eu me vi tao feliz ali, misturando os ingredientes, mexendo a panela, sentindo o aromas, e falei alto, mas pra mim mesma: 
cara, cozinhar me faz feliz!
Laura chegou nessa hora e ficou rindo de mim: oohh mamaezinha, todo mundo nota isso...

A moca do quadro, recomenda uma coca, mas eu dispenso, prefiro "ein Bier!"

Adoro latas, Paris, vintage e café



Minha cafeteirinha fofa e que faz o melhor café do mundo

Um bom café precisa ser negro como a noite, quente como o amor e tao doce quanto a vida


Laura sugere frases de vez em quando, essa ela nem pensou muito...

... Já que basta eu colocar o pé na cozinha, pra colocar os cds pra tocar e dancar enquanto cozinho


Entao essa é minha cozinhazinha. 
Sim, ela é um samba do crioulo doido (ainda pode-se falar isso sem parecer racista?)
Meio colorida demais. Eu sei, eu sei.
Mas nao consigo ficar só no basiquinho e no tom sobre tom...

A cor da parede me lembra a cor da casa da minha avó. Mas acho que vou mudar pra vermelho.


É isso.
A cozinha é o meu cantinho preferido na casa.
E o seu, qual é?

***
Logo mostro os cantinhos de outras meninas que toparam a brincadeira...
 passe pra ver a Lola
 a Kálita
e a Rose  

* * *

Esta postagem também faz parte do mosaico da Rejane.
E eu sou Nina, o número 73 :-)