26/05/2011

Quando eu perdi alguém muito importante, e nem sabia...

O texto que fiz pra Norma me fez pensar em outras coisas. Em outras perdas. Como as pessoas nessas postagens especiais com a Norma, escreveram mais sobre perdas que eram relacionadas com morte, sinto vontade de falar sobre uma em particular. Uma morte ocorrida antes mesmo de haver a morte propriamente dita. 

É sobre meu pai.
Sabe quando você percebe, infelizmente, tarde demais, que  talvez tenha perdido coisas fantásticas?? É assim que às vezes, eu me sinto quando penso no meu pai, que o perdi antes mesmo dele ter partido. E isso é  lamentável demais. Por orgulho eu me distanciei do meu pai, tinha receio de não ser importante pra ele e por isso não o procurava estando sozinha, só com minhas irmãs por perto. Me sentia tão insegura, só em pensar em estar com ele e não ter nada a oferecer. Na minha cabeça ele só se interessaria em estar perto de mim se eu estivesse com as suas outras filhas, eu sozinha não teria nada de interessante, nada de bom. Por isso o evitava. Eu coloquei meu pai num ambiente separado na minha vida, como se fosse um quadro empoeirado que você não quer mais na sua parede e o coloca numa caixa velha debaixo da cama. Por orgulho. Ele, sem notar, na minha juventude, me magoou e eu, má e orgulhosa, não sabia como perdoá-lo, como chegar até ele. E foi ficando assim. Ele pra lá e eu pra cá. Cheguei num ponto que já não sabia como tê-lo de volta. Nossos encontros eram anuais, e havia anos que eu não o via. Não tinha raiva, mas tinha distância. Ele se tornou um estranho pra mim. Falar com meu pai era como se não tivéssemos nada em comum, mesmo tendo... temos uma linha na mão, sou a única dos 10 (acho que é isso, 10) filhos dele que tem a marca de nascença dele. Quando eu era pequena, ele se orgulhava, pedia pra eu mostrar minha mão aos amigos. E tínhamos muito mais em comum, mas eu não sabia...
Não o convidei pra minha formatura na universidade, nem mesmo  coloquei o nome dele como meu pai no convite (não sei qual a razão, não lembro, a minha memória apagou isso). Mas o nome dele não está lá! Não está no meu convite e hoje, quase 6 anos após sua morte, eu me sinto tão mal com isso. No lugar dele tem o nome do marido da minha mãe. Não sei porque eu fiz isso, essa idiotice tremenda, essa falta de respeito absurda!! Lembrei de chamá-lo pra festa na última hora, porque minha mãe me deu a dica. Eu liguei pra ele e ele topou ir na mesma hora, ficou todo feliz. Mas depois de algumas horas me ligou avisando que o carro deu prego, não pode ir... tadinho.
Eu mereci sua ausência na minha festa.
Mas ambos não merecíamos nossa ausência mútua durante nossas vidas aqui nessa terra.
Tantas coisas podíamos ter vivido, tantas coisas repartidas. Papai, apesar de ausente na nossa adolescência, vinha sempre muito alegre nos ver em nossos encontros. E era sempre tão bom estar com ele, ele vibrava com a gente, mostrava feliz partes da sua vida que não conhecíamos, falava rápido, engracado, era um brincalhão meu pai, à sua maneira carinhoso até...

No dia de seu enterro, falando com uma das minhas meio-irmãs, ela contava dele, dele a defendendo do marido ruim, que queria bater nela. Dele ausente na sua vida, mas mostrando ao marido da minha irmã que ele tava ali, pronto pra defendê-la. Esse pai eu não conheci! E eu sinto tanto...
Não sabia que ele me fazia falta, até a hora de sua partida. Foi ali, no seu leito no hospital, que notei o quanto eu amava muito o meu pai. O quanto de limpeza e leveza e grandeza  meu coração era capaz de sentir ali, olhando pra ele sem cabelos, cheio de tubos, respirando com ajuda de máquinas, com o corpo morto, em coma,  mas certamente, com a alma desperta, me ouvindo lembrar da nossa infância. Agradecida. Esqueci de tudo, de sua distância, das coisas que aprontava com nossa mae, quando casados,  da separacao da gente, da falta que ele nos fez. Falei de amor, do nosso amor por ele e agradeci nossas idas aos parques, ao cinema, às pracinhas, da nossa infância feliz com ele.
Se eu tivesse tido essa sabedoria antes daquele fatídico dia, talvez as coisas tivessem sido diferentes.
Eu soube disso ao ver sua lágrima escorrer grossa e lentamente. Meu pai quase morto soube do meu amor por ele. E então, ele se foi.  Mais ou menos umas 6 horas depois do nosso encontro na UTI.
...
...
Um mês depois de sua morte, minhas amigas cansaram de me ver triste em casa e  insistiram pra que eu fosse a um show. Tinha o Fábio Júnior como convidado e na hora que ele cantou essa música, me distanciei pra chorar minhas dores e minha saudade, quieta. Tinha um bocado de gente em volta, ninguém reparou nas minhas lágrimas. Minhas amigas se aproximaram, me abraçaram, ficamos juntas. Não tinha como evitar. Agora mesmo, nesse instante, não tem como evitar...
...

Já falei do meu pai aqui
Então, pra que esta postagem?????
É pra você querida (o) que está lendo isso e tem um pai, uma mãe, um irmão, um amigo, que você muito ama e que colocou de lado, empoeirado, por orgulho, por mágoa. Não deixe que a poeira tome conta... não deixe... por favor, não faça isso consigo mesmo, a dor que fica, se você nada fizer, é muito longa e dolorida. Se eu puder te dar um conselho: Procure! Mostre que você se preocupa. Tente. Faça sua parte. Engula o orgulho. E faça!!! Não ligue se vão rir de você, se vão te tratar mal, se vão fechar a porta na sua cara. Não ligue. 
Permita-se. E deixe seu coração ficar leve... enquanto há tempo :-(

16 comentários:

  1. Entendo bem sobre o que diz e acho que tem razão. Só não consigo colocar isso em prática na minha vida. Pelo simples fato que relacionamento depende de duas pessoas, depende de sintonia, coisa que não tenho com as pessoas da casa onde nasci.

    Mesmo assim tentei por muito tempo, tentei de verdade, principalmente com meu pai. Mas realmente o caráter dele é mau. Tanto que até o meu irmão que é o querido da família, não aguentou mais a presença dele, sempre sugando tudo que a gente tem, sempre invejando e tirando vantagem.

    Sabe, acho que pessoas mau caráter tem filhos e fica difícil amar um pai que não sabe o que é ter sentimentos nobres, que só entende as pessoas pelos que elas podem dar em benefícios materiais.

    Com minha mãe o relacionamento sempre foi difícil, pessoa de temperamente muito difícil e agora doente. Mesmo assim consigo amá-la porque ela não é mau caráter, é apenas uma pessoa com seus defeitos como qualquer um. Do lado dela pretendo ficar até o fim, mesmo sabendo que o que nos espera são dias difíceis.

    Beijocas

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  2. Nina minha amada amiga que texto lindo, me emocionou muito.
    Bjus


    Keury



    Ps.: Lipe Afonso faz um aninho no sabádo.

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  3. Nina querida
    Que reflexão intensa, e se perceber vc fez um ritual de desoedida do seu pai qur atarvés da possibilidade do seu perdão lhe deixou marcas positivas que são hoje aqui repassadas.

    As relações não são unilaterais e vc fez o seu possível.
    bjs

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  4. nossa,ler seu texto hj me fez abrir os olhos e olhar pra dentro de mim,saber q ainda da tempo de resgatar o tempo q perdi,grande bj nina!!!

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  5. Ai nina que triste, eu chorei. Pela a forma de nos interpretarmos o outro, e assim, construir barreiras que impede de expressar os sentimentos e as coisas em comum. O triste e perceber so depois os erros, os equivocos, ver que voce poderia ter visto muitas situacoes com outros olhos.

    Esse texto pode ajudar muitas pessoas que passam por situacoes parecidas, pois e verdadeiro e intenso.

    E preferivel voce ir procurar o outro, ouvir um nao, um gesto negativo do que carregar as incertezas ou as coisas ma- resolvidas do passado.

    Muitas vezes nos perdemos a razao, mesmo quando estamos certas, apenas por nao ceder, ter o orgulho ali, crescendo como erva daninha.
    E muita dor, uma dor que aparece depois, por inercia cronica, digamos.

    Tente lembrar mais dos bons momentos, esses sim valem a pena. Mantenha esse pensamento vivo, e isso que precisa perdurar.

    Um abraco com carinho

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  6. Nina,

    O seu relato é muito, muito emocionante...
    Estou chorando compulsivamente após lê-lo.
    Suas palavras demonstram carinho, amor, sentimentos verdadeioros, mostram a sua alma...
    Gostaria de pedir se eu posso utilizá-lo na íntegra em meu blog (colocarei as referências...). Peço isso porque imagino que eu gostaria que muitas pessoas o lessem e eu não teria palavras melhores para expressar esse sentimento de dor que fica quando perdemos alguém com quem deixamos de compartilhar tantas coisas boas!
    Ainda bem que você conseguiu conversar com ele há tempo de reviverem bons momentos (ainda que apenas nas lembranças!).

    Beijos! Espero uma resposta sua ao meu pedido!

    Lívia.

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  7. Oi Nina,boa tarde !!
    A cada parágrafo que lia,um nozinho na garganta...vc foi verdadeira,intensa e totalmente despida de todos os sentimentos...!!!
    Minha relação c/ o meu pai,foi muito boa e muito carinhosa !!!
    Engraçado q esta semana inteira estive com as boas lembranças,mas foi tão intenso q pude até escutar a voz dele nas conversas q tínhamos...fiquei melancólica....mas já está passando!!
    Ao mesmo tempo fiquei a pensar como as minhas 3 irmãs conseguiram ficar sem falar com ele tantos anos...até a morte dele...fiquei agoniada e deprimida,não fizeram um esforço nem para virem ao sepultamento...uma delas até q se sacrificou e veio mas fiquei mesmo foi com vontade de dar uma po...na cara dela,disse q veio só prá ver se era verdade mesmo...isto é DEPRIMENTE !!!
    Eu e meu irmão aqui,segurando todas aquelas barras de velório etc e tal e ela q mora em outra cidade me diz uma PÉROLA dessas...fala sério !!!
    Esta semana ela me pediu para ir a igreja pedir uma missa p/ele,eu disse ou melhor eu GRITEI Q NÃO VOU !! Ela até se assustou comigo,sou tão tranquila,do bem,como Vania vc me fala assim? Ela é mais velha,sei q na hora perdi o respeito,mas confesso Nina,q ela perdeu primeiro qdo me pediu isso,a consciência dela está cobrando isso...então ela q vá...se foi não sei,nem perguntei...mas ficou martelando e voltando o filme do dia q mais precisei de pelo menos ela...
    Nina,não deixo nada para depois,se eu errei e só percebo uns dias depois,volto e peço desculpas ou melhor,tento consertar,agora sempre peço p/pensarem bem o que andam fazendo aqui e agora,pq nem sempre há tempo p/reconciliação !!
    Ainda bem e para vc DEU TEMPO,e apartir de agora sua vida com certeza será mais amena e só c/ as boas recordações com teu pai !!
    Fique bem e desculpa o tamanho do comentário,me empolguei outra vez !!
    Tenha um lindo,divino e maravilhoso fim de semana,prá família tbm !!
    beijo.

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  8. Ola amada , encontrei seu blog ontem por acaso e te confesso fiquei toda a tarde vasculhando seus posts antigos, me identifiquei muito em algunhas coisas com vc principalmente com sentimentos em relaçao a familia,parabens por este post tao edificante ,se todos nós nos espelhassemos nos erros dos outros com certeza sofreriamos menos e teriamos uma vida melhor e aproveitariamos mais as pessoas q amamos.Vou sempre passar por aqui pra aprender um poukinho mais.bjs e q Jesus abençoe vc e tua familia

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  9. Daminha, acho tbm que qd tem mau caratismo, nao rola, nao dá pra rolar mesmo. Mas preciso confessar que fico MUITO feliz que sua relacao com sua mae esteja bem melhor hj em dia. Vcs merecem! Vai ficar td bem, acredite.

    Keury meu amor, mts anos de vida ao Lipinho!!!!!!! Que vontade de apertar esse bebezao :-)

    Foi exatamente isso que senti, Norma. Na hora,ao falar no ouvido dele sobre meu amor, e lembrado do passado, contado que todos estavam pedindo a Deus por ele, estava mt feliz, ao sair, saí mt mt mt feliz, mas mt mesmo, era como se um grande peso saísse de mim. Eu pensava que na hora da morte do meu pai, por causa das mágoas que tinha dele, nao iria nem sofrer... coitada da ignorante aqui... mas o fato é que eu nao sofri, eu fiquei aliviada. Ele me esperou pra partir. Nao que eu fosse tao importante, mas porque era eu, em comparacao com os outros filhos,que tinha construído um muro entre nós. Cheguei em casa, minha mae me ligou avisando de sua morte. Eu chorei e ri ao mesmo tempo.

    Paty, querida corre! Corre!!!!

    Chris minha maninha, vc sempre me traz alegria. Mesmo qd fica tristinha :-)

    É emocionante pra mim tbm, Li, demais! Obrigada! Passei no teu blog...

    Vania, minha querida, sempre adoro te ver aqui. Pena que vc nao tem um email pra resposta. Gosto mt de ti, viu?!
    As suas irmas devem ter um bom motivo pra ter evitado teu pai tantos anos, mas nada justifica tanta raiva, que até mesmo tenha as impedido de terem ido ao seu enterro, nao é? Mas Vania, nao sei o que houve, mas vc tem que entender que talvez,tenha havido um grande problema entre eles, nao? Mas como vc disse, eu tive a chance de me redimir perante meu pai, e acho que ele tbm. Mesmo estando inconsciente. Alguns médicos dizem que os que estao em coma nao nos escutam, mas falei sem ligar pro que iriam dizer ao meu redor (havia mais gente nesse grande cômodo - a UTI). Mas ali, só era meu pai e eu. Sabe que logo depois de mim, entrou um pastor a pedido da minha irma? Pois é, eu falando de amor e o pastor de Deus. E lá foi meu papai pro céu, todo feliz :-)

    Jordania, mt obrigada pelo comentário, mt obrigada por estar curtindo o blog e seja bem vinda, sempre.

    Um bj grande pra todas vcs queridonas!

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  10. Oi querida Nina,boa noite !!!
    Gosto mesmo de vir aqui,tenho aprendido tanto q vc nem pode imaginar,com os posts e os comentários tbm.
    Nina,os motivos eu sei muito bem,estive presente em todos estes momentos lamentáveis,mas estamos aqui para evoluir,certo q não precisamos engolir sapos e afins...rs,"meus irmãos q se entendam os os próprios fantasmas"...mas q não me cobrem atitudes tão celestiais...pq aí é fácil mesmo viver e conviver ...
    Nina,gostei mesmo dos conselhos q vc nos deu,lamento q ainda existam pessoas q ainda pense diferente para ser diferente,mas a essência,a alma,o divino...ah este ninguém trapaceia,basta olhar em volta e ver pessoas desequilibradas,descompensadas...e o remédio está dentro delas mesmo !!
    Obrigada pelo carinho e atenção,também GOSTO MUITO DE VOCÊ,estranho neh mesmo,parece até q nos conhecemos há anos,talvez pq vc seja muito sincera e transparente aqui na tua casa e me identifiquei...
    Fique bem e com saúde,para vc e família.
    beijo.
    Ah Nina desculpe,tbm gosto desta música do Fábio Junior,qdo escuto choro como uma ovelhinha faminta...linda...linda...!!!

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  11. Nunca pensei assim e me sinto mal por ser que nem você foi um dia com seu pai. Vou retratar isso, comigo mesma.

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  12. Nossa Nina, que depoimento lindo!
    Falar dos pais ,nem sempre é tarefa fácil dependendo de como tenha sido a relação!
    Infelizmente, muitos de nos nos arrependemos de certas atitudes passadas que gostaríamos de ter tomado de outra forma,mas fazer o que ,ne? Eramos mais imaturas, inseguras, sei la...
    Que bom que ainda deu pra voce desabafar antes da morte dele, deve ter te dado algum alivio!!
    Bjs.

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  13. NIna, sabe? foi pensando assim que, em dezembro de 2009, eu larguei tudo e corri ao Brasil, tentando salvá-lo...
    Meu marido me acordou e disse: "seu pai está com câncer na próstata mas vc nao vai fazer nada por que vc é , apenas, uma de 11 filhos vivos. Todos têm que se unir e salvá-lo e nao vou aceitar que vc se individe e banque tudo, sozinha"

    Eu olhei para ele e nao quis brigar. Era madrugada na Suécia. Três dias depois, eu desembarcava no Brasil, para um mês de luta sem fim...Ele sobreviveu e eu sou feliz.
    Se eu me individei?Sim...mas, estamos em 2011 e nao devo nada a ninguém...Se meus irmaos nao quiseram pagar nada, o problema é deles...O que eu sei é que, muita coisa do que eu sou, NIna, vem do meu pai.

    dias felzies

    ah, a resposta é sim para a sua pergunta no email.

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  14. Eu fiz e faço tudo igualmente ao q vc descreve neste post. Com a diferença q dps de ter perdido minha mãe, q tbm era a minha amigona, eu catei aquele quadro empoeirado q é meu pai e passei a dar uma atençãozinha..Porém tem orgulho e rancor que deixam resquiscios..e assim como vc eu não coloquei o nome dele no convite. Passei cerca de 15 anos da minha vida tendo um 'pai morto' q sempre esteve vivo, e está inclusive. Muitas coisas não se explicam msm...

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  15. Hoje acordei triste e procurei palavras de conforto na internet..As vezes ainda me pego fazendo isso, pois para os outros eu insisto em permanecer forte...Quando li tudo que escreveu vi várias passagens suas muito parecidas com as minhas...e só chorei...
    Meu pai faleceu um ano após a minha avó, depois passados quatro meses perdi meu tio que era como o meu pai (durante as ausencias dele em minha vida) num acidente de carro e um mês antes do meu casamento perdi meu irmão devido a um infarte de coração aos 25 anos de idade...Isso tudo aconteceu em 3 anos seguidos.. Começou em 2009 e até hj acordo achando que vou receber mais um telefonema dizendo que mais alguém se foi... Compartilho de sua dor, e entendo muito sua estória...Obrigada por nos abrir seus mais sinceros e intimos sentimentos...

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  16. Oi Cris, nao estou usando o blog esses dias, mas os comentarios vao pra meu email. Nao posso te responder porque vc nao colocou seu email.

    Achei tudo isso que vc contou extremamente triste, mts mts mts importantes perdas, meu Deus. Sinto mt querida! Espero que vc esteja se sentindo melhorzinha. Nao é nada fácil perder tanta gente querida em tao pouco tempo... dói demais, nao é? Eu tbm perdi minha amada avó, uma prima queridissima e um tio (o pai da minha prima!!) com uma diferenca de 3 meses, foi horrível, nem gosto de lembrar :-(
    E apesar de fazerem quase 29 anos, ainda doi...

    Espero de coracao que vc fique bem. A gente nao esquece nunca, mas tem o coracao tranquilizado nao é? Procure pensar que eles estao bem e nao se culpe por nada.

    Por tua causa reli esse meu post, e adivinha?? to me acabando em lagrimas :-( Mas foi bom, foi bom, obrigada por isso.

    Um bj grande Cris, se cuida e fica com Deus.

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